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Artigos-->A INTERVENÇÃO NA ECONOMIA E O RISCO ARGENTINA -- 28/05/2012 - 20:17 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

As medidas que o governo da presidente Dilma vem tomando para conter os reflexos da crise financeira pela qual a Europa vem passando são bem vindas e por demais oportunas, até porque, se nada fosse feito, a crise que não é nossa acabaria por nos afetar profundamente, já que, dada a gravidade, não passaremos imunes a ela. No entanto, não se deve com isso cair na tentação de intervir na economia de forma populista e oportunista apenas para agradar a maioria da população, pois, a médio e longo prazo, os resultados podem ser desastrosos. Embora as últimas medidas tomadas pelo Banco Central para conter a queda acentuada do dólar assim como a redução das taxas de juros bancárias dos bancos estatais para que os bancos privados a reduzissem não seja preocupante ainda, uma interferência maior, ao invés de ajudar, pode trazer sérias consequências, como vem ocorrendo com a Argentina que, através de medidas populistas, vem interferindo assiduamente nos mais diversos setores da economia. Os resultados são paliativos e momentâneos, pois, a médio prazo, os custos acabam por inviabilizá-las. Foi assim no embate com os produtores rurais, com a Repsol e agora na compra de moeda estrangeira pelos argentinos. O resultado de tudo isso é uma desconfiança cada vez maior da comunidade internacional no governo e na economia portenha como também aversão aos títulos, o que leva a fuga de capitais e desvalorização da moeda gerando inflação. Nos próximos meses, a Argentina pode entrar numa grave crise. Até o momento, o Brasil trilha um caminho oposto ao da Argentina, Bolívia e Venezuela. Esperamos que continue assim.




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