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Contos-->A HORA CHEGOU -- 31/08/2010 - 18:31 (Edmar Guedes Corrêa****) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
A HORA CHEGOU


Sob um sol escaldante ele seguia em frente com seus passos lentos, quase sem forças. Pensava em parar um pouco para descansar, mas sabia que se o fizesse não teria forças para se levantar e continuar. Precisava antes de mais nada de encontrar água. Sua boca ressecada e seus lábios rachados tornavam-lhe a sede ainda mais terrível. Não sabia onde encontraria água, mas tinha esperança disso acontecer antes de perder os sentidos.
Uns dois quilômetros adiante ouviu sons ao longe. Olhou para o céu e viu pássaros voando em forma de círculo. Deduziu que em algum lugar por perto deveria existir água. Tentou andar mais rápido, mas as forças lhe faltavam. Continuou lentamente.
A cada passo o som ficava mais alto e nítido. Parecia uma cachoeira em algum ponto daquela região montanhosa. Olhou para os lados, mas só via montanhas e montanhas desertas, sem o menor sinal de vida. Talvez em algum lugar por ali houvesse um vale. Há muito que aquela região fora coberta por densa vegetação, onde se podia plantar e colher. Dessa época só se ouvia histórias, como tantas outras acerca de um tempo onde a produção de alimentos era abundante.
Súbito, ao longe, avistou a origem daqueles sons. De fato era uma queda d`água. Ufa! Estou salvo!, pensou. Embora com muita dificuldade, conseguiu andar mais rápido; mas não com a mesma rapidez com que costumava fugir dos predadores. Afinal a vida já não valia mais como antes. Pessoas matavam uns aos outros para roubar-lhes o pouco que carregava consigo.
Ao aproximar, deparou com uma cachoeira de águas límpidas. Onde a água caia numa represa, a qual dava origem a um riacho. Parecia ter sido construída em algum tempo no passado. Provavelmente muitos estiveram ali antes da população do planeta ter-se reduzido a menos de um terço nos últimos cinquenta anos.
Aproximou-se e se deixou cair de joelhos na margem, e depois tombou para frente e bebeu até matar a sede. Aproveitou e encheu o cantil que desde o dia anterior jazia sem uma gota d`água.
Poderia ter se levantado e continuado em direção à costa, onde diziam ainda haver vegetação e animais domesticados, e a vida ainda preservar um pouco de civilidade mas preferiu entrar naquela água para tomar um banho. Deu um mergulho. Não viu que a profundidade era pequena e acabou batendo com a cabeça em uma pedra no fundo. Perdeu os sentidos e não acordou mais. Depois de escapar dos mais variados perigos, o destino lhe pregou uma peça. Acabou morrendo da forma mais improvável.

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