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Contos-->A VIRGEM DE IPANEMA -- 27/01/2004 - 09:17 (Antonio Perdizes) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A VIRGEM DE IPANEMA 31-01-05

Ela foi para o computador e não se conteve. Acessou, mais uma vez, o site de encontros, ganhara, por ser mulher, um mês de acesso gratuito e queria aproveitar. Foi ler um conto onde a autora relatava o encontro com um homem forte e bonito e se entregara a toda sorte de malabarismos sexuais na luxuosa casa com piscina em que se encontravam. Era assim que gostaria de ser, igual à personagem do conto, uma mulher forte e sofisticada, que atacava com volúpia e se satisfazia, dominando e impondo, sempre superiora, exigindo a satisfação total, ou seja, a penetração total.
Havia ficado excitada e, não resistindo à tentação de se mortificar, acabou abrindo as páginas com fotos de mulheres que exibiam bundas, seios e vaginas. Não, não era sapata como muitas que ali estavam. Nunca tivera dúvidas de que um pênis é melhor do que uma língua. Era por inveja, queria, também, ser assim. Sempre que se sentia solitária ia parar lá, lendo e vendo as fotos e acessando o seu correio para ver alguma mensagem.

Crescera tímida e deixada de lado. Foi quase um estorvo para a família, seu pai a menosprezava dizendo:
- Esta gordinha nunca vai dar em nada, nunca irá se casar, será a titia da casa.
Não se achava feia, apesar da verruga no queixo, sobrancelhas espessas e discreto bigodinho. Sempre fora bem gordinha, não conseguia emagrecer e foi se acostumando àquela silhueta redonda e desleixada. O desejo nunca foi deixado de lado. Foi uma surpresa para a família quando, aos 18 anos, arrumara um namorado.
João Carlos era muito parecido com ela, e numa tarde em que ficaram sozinhos conversando no sofá, ele começou a se aproximar com um olhar estranho, a mão parou sobre o joelho e ele ficou fazendo um carinho na sua perna, ela estava vestindo uma saia solta e ficou esperando para ver o que ia acontecer, então, ele se aproximou e começou a beijar sua face e foi dando beijinhos nos lábios. A boca ficou entreaberta com a surpresa, ele nunca a havia beijado assim. Um calor foi percorrendo o corpo, fechou a boca e foi retribuindo, sentindo os beijos dele cada vez mais fortes, a língua penetrando e enroscando na sua, sofregamente. Esticou-se no sofá, abrindo levemente as pernas. Não sabia mais o que era certo ou errado. O corpo dele foi apertando-a e a mão, subindo pelas coxas, tentou abrir o caminho através da calcinha.
- Ahhh... João Carlos como fui boba. lastimou-se.
Repentinamente ela criou forças, segurou a mão e não deixou que ele fosse adiante. João Carlos continuou se movimentando, agora com o pau duro sobre a coxa, fodendo a perna dela. Ficou esperando até sentir o molhado do gozo. Foi o mais próximo que estivera de uma transa. Levantou-se correu para o banheiro. Quando retornou ele havia sumido e não nunca mais quis saber dela. Nunca entendeu o porquê. Agora estava com 38 anos e ninguém mais cruzara o seu caminho.

Vivia de dieta, fez todas as de que tivera conhecimento. Com a plástica e a última lipoaspiração na barriga, costas e culote, agora, poderia enganar alguém. Não era perfeita, mas se considerava passável. Lastimava-se por não ter feito antes e perdido os melhores anos de vida.

Abriu o correio e lá estava à mensagem de jose457, ela já havia respondido a primeira e única mensagem dele pedindo fotos e negara delicadamente. Agora a mensagem era simples e direta:
- Hoje, quarta-feira feira vou te esperar no Bar do Divino, em Ipanema, as 22:00 horas.
Era pegar ou largar. Ponderou que pelo menos o encontro não seria naquele bar freqüentado por gays aonde, na semana passada, recebera uma cantada de duas lésbicas para um ménage. Num lugar público, como aquele bar, não poderia correr perigo.
Colocou uma saia solta com uma blusa levemente decotada, arrumou-se na frente do espelho e saiu para a noite, queria chegar antes da hora para vê-lo chegar. Não se conheciam e assim seria interessante adivinhar.

Sentou numa das mesas junto à parede e ficou esperando. Só entrava casais, casais e mais casais. Num dado momento, um homem sozinho sentou numa mesa próxima, ele cruzou rapidamente o olhar com o dela.
- Tem jeito de porteiro de prédio. pensou.
Ela ficou esperando e não acontecia nada, o tempo foi passando e ele não se manifestava.
- Será que é este aí? Porque ele não vem falar comigo?
Resolveu atacar, aquele era o único homem disponível.
- Posso sentar? perguntou.
Ele fez aquela cara de quem não gostou do que viu e consentiu com um balançar de cabeça.
- Foi você que enviou a mensagem?
- É. ele respondeu, olhando de soslaio.
Ficou na duvida se continuava a conversa. Ou era tímido, ou pior: não havia gostado dela. Bem pelo menos ele era melhor do que nada. Se não fosse aquela cara...
- Como está quente esta noite. Vamos sair para um lugar mais sossegado? falou. Seria tudo ou nada.
- Olha moça, estou sem dinheiro.
Então, ele é mesmo um desses trabalhadores duros que não tem dinheiro para chegar ao final do mês. Ou será que ele está me confundindo com uma prostituta? Controlou-se, afinal do jeito que ela atacara qualquer um pensaria assim. Sentiu que poderia controlá-lo e resolveu continuar.
- Não precisamos de dinheiro para isto. Hoje eu estou querendo tanto. Você não está também? falou com a respiração excitada.
- Tou. murmurou ele entre a dúvida de que ganhara a sorte grande e o medo de cair em alguma armadilha.
- Você escolhe o lugar. deu esta chance para que ele ganhasse confiança.

Caminharam lado a lado pela rua, dobraram a esquina e seguiram na direção de uma rua escura, trocaram poucas e banais palavras, pararam em frente ao pequeno hotel freqüentado apenas por prostitutas e homossexuais.
- Você paga. decretou ele.
- Sem dúvida, hoje é o meu dia. brincou ela.
Subiram a escadaria suja, com paredes de azulejos arrancados. Entraram no pequeno quarto de paredes pintadas com um verde desbotado e com uma cama de lençóis amarrotados.
Ela fechou os olhos para tudo aquilo. Queria mesmo era ser igual à mulher do conto que lera no altalibido. Entrar numa banheira cheia de espuma e depois ser massageada numa cama fofa. Arrebitar a bunda para o alto para ser lambida, chupada e penetrada em todos os lugares por um lindo e duríssimo cacete.
Ele parou no meio do quarto e começou a afrouxar o cinto, ela pensou:
- A cara dele é mesmo de porteiro.
Então, começou a tirar a saia, estava trêmula, não era assim que imaginara a sua primeira vez, chegou a pensar em desistir, mas não faria isto novamente, precisava ver como era.
Ele abriu o zíper das calças, catou e puxou para fora um membro meio mole, de cor escura, que ela considerou muito feio. Ela sentou na cama já sem a saia e fez menção de deitar, ele se aproximou e apontando o dedo disse:
- Pega e chupa.
- Nós não vamos transar? – perguntou indignada.
- Transar? sorriu amarelado. Eu nunca consigo. Meu pau só fica duro com uma boa chupada.
O mundo desabou, depois de tudo, da coragem que tivera em chegar até ali, naquele lugar imundo, ela seria mais uma vez humilhada e rebaixada à condição de virgem chupadora. Queria um pau duro abrindo suas carnes e socando dentro dela, insistiu:
- Quem sabe um jeitinho com a mão?
Ele fez menção de bater no rosto dela e começou a ficar alterado, exigindo a sua chupada, não viera ali para sair sem gozar.
Ela, sem alternativas, estendeu a mão esquerda, apanhou o pau mole, apontado para baixo, entre os dedos e, com a mão direita, buscou na bolsa sua navalha. Na dúvida ainda pensou.
- E agora, o que faço?






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