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Artigos-->A DIFERENÇA QUE FAZ UM OUTRO OLHAR SOBRE O MESMO FATO -- 08/11/2000 - 17:50 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Vivemos, de forma atribulada, um final de milênio. Hábitos, costumes, conceitos do que é ou não é certo, moral e ético, mudam velozmente. Não se tem certeza absoluta de mais nada. A teoria da relatividade, formulada por Einstein, aparentemente saiu da Física e nos invadiu o cotidiano. A televisão muda comportamentos, invadindo nossas casas sem pedir permissão.

As pessoas que antes tinham a segurança das antigas normas estão, cada vez mais, confusas. Os pais não sabem como devem se comportar com os filhos. Estes por sua vez contestam os pais, até pelo movimento natural do jovem de ir contra o estabelecido, mas ficam assustados quando vêem a falta de convicção dos pais.

Temos como que uma “epidemia” de pessoas confusas, indecisas, insatisfeitas, ansiosas e sem rumo. A ciência moderna cada vez mais encontra explicações bioquímicas para quadros de distúrbios de comportamento como Depressão, Psicose Maníaco Depressiva e outros. Fica no ar como que um determinismo, uma impotência, estaríamos a mercê da química de nosso Sistema Nervoso Central.

Sem negar os avanços da ciência, acreditamos na vontade individual, no livre arbítrio. Na coerência nas escolhas de vida com o processo de saúde-doença de cada um. Acreditar de forma diferente disto torna a vida um jogo de cartas marcadas. Com o homem joguete do destino, dos astros ou da bioquímica, dependendo das crenças individuais.

Os gregos antigos atribuíam as pessoas quatro temperamentos básicos: Melancólico, Colérico, Fleumático ou Sangüíneo. O Melancólico teria uma tendência a aprofundar o sofrimento, mas em compensação ele vai bem fundo em seus questionamentos. O Sangüíneo seu oposto-complementar é carismático, alegre, mas paira na superfície dos conflitos. Muda seu foco de interesse como uma borboleta muda de flor. Ao Colérico tudo excita e leva à ação. É o “bateu levou”. Sua falha é ser por demais reativo. Seu oposto-complementar o Fleumático está sempre na sua “zona de prazer”. Tanto faz o rio correr para baixo ou para cima se adapta.

Somos todos combinações destes temperamentos com predomínio de um deles. Temperamento tem relação com tempero. Que analógicamente é o que da gosto, sabor, a cada indivíduo. Alem de se relacionar com têmpera, ou seja, o que colore, no caso uma personalidade.

Dentro desta teoria, todos tem algo a aprender com o outro. Cada temperamento tem que adquirir a capacidade, de olhar a vida, com os olhos de seu oposto-complementar. A quem predomina o temperamento Melancólico precisa do Sangüíneo obter a leveza, este por sua vez, do Melancólico, deve buscar a profundidade. O Colérico precisa aprender com a calma do Fleumático, que por sua vez Precisa com aqueles sair da passividade e se colocar em ação.

Este modelo dos gregos da antigüidade pressupõe algo de inato, mas deixa margem para que a força de vontade individual possa ir dominando o temperamento. A sabedoria maior seria o poder ver um mesmo fato sobre o ponto de vista dos quatro temperamentos. Percebemos a diferença que faz um outro olhar sobre o mesmo fato.



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" Sexualidade e Afetividade ".

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