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Cordel-->A POESIA NA PROSA. E VICE-VERSA -- 11/12/2006 - 18:53 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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A POESIA NA PROSA. A PROSA NA POESIA.
A Chegada de Maria. Maria da Graça Almeida.
Dantas x Virgolino. Henrique e Goltara;
E outros da Confraria. A Peleja e
a Energia. Em QUATRO PARTES. PArte I - Dantas x Virgolino. Parte II - Trepadores Anônimos. Surrealismo à Brasileira - Elas Estão de Volta - Maria Graça de Almeida - PArte IV- Henrique César Pinheiro e Pedrinho Goltara.
(Por Domingos Oliveira Medeiros)



PARTE – I – Dantas x Virgolino

Neste final de semana,
meio que intempestivo,
passeando pelas ruas
do nosso cordel festivo,
fui saber do resultado
do combate aqui travado,
muito significativo.

Em que pese o alusivo,
ao tempo já decorrido,
fiquei contente e afirmo,
um pouco surpreendido
com o final do embate,
ao que parece, empate,
o resultado obtido.

O bom combate passado
demonstrou, sobejamente,
o quanto é importante
o brigar inteligente,
co’as armas da poesia,
fazendo apologia
à rima na vida da gente

Equilíbrio coerente,
harmonia e oração,
nossa criatividade
levada à exaustão;
esse o tom da melodia,
humildade e cortesia,
amizade e educação.

Ouviu-se a voz do sertão,
o belo rincão brasileiro,
do professor Virgolino,
de Dantas, o engenheiro:
dois mestres da poesia,
trocam a noite pelo dia
ninguém quis ser o primeiro.

Exemplo de companheiro,
Virgolino, bem cansado,
deu adeus e foi embora,
entregou o seu cajado
mas, antes, com humildade,
alegando mais idade,
mostrou-se bem afiado.

Foi sincero e educado
e de Dantas recebeu
a mesma moeda em troca,
que o amigo devolveu,
ato mui bem merecido
a quem, talvez, esquecido,
da água que também bebeu.

PARTE II - Trepadores Anônimos

A prosa em poesia, por que não? E vale o reverso da questão: a poesia em prosa, porque sim. E até mesmo porque, as duas, unidas jamais serão vencidas. Refleti sobre o assunto, num raro momento de descontração. Na praça da alimentação da cultura do entretenimento. Na Rua do Cordel, a mais alegre e movimentada da Usina. Sinto grandes emoções toda vez que estou aqui, como se fosse o rei do pedaço. Pedaços, no meu caso, em forma de versos vindos do nada. No ritmo do galope suave da rima e da canção. No dorso de um belo cavalo alazão. Ao som do trinar do azulão, do estrilar do bem-te-vi, viajei para o sertão, e tudo ouvi: o bezerro a mugir, o bode a balar e o carneiro a balir. Percorrendo a floresta vestida de cinza e um pouco de verde, as cores da seca, das dificuldades e dos sonhos e da esperança. Paisagem por mim conhecida. Lembranças da infância. Vivida, vista e revista. E outras que me foram contadas. Como agora relembro o tema da trepadeira.

Trepadeira de trepar, sob a ótica da prosa surrealista à brasileira. Trepador como indivíduo maldizente. Metáforas, paradoxos e aforismos estão de fora desse surrealismo. Graças ao tal do truísmo que todos nós já conhece de cor e salteado. Bastante ter ouvido o nosso maior mandatário. O monólogo da trombeta, em alto e bom som. Pena que não dá para entender direito. A canção é desafinada. A composição não é das melhores. Fastidiosa e repetitiva. desafinada. Do ponto de vista gramatical. A pronúncia e a concordância com defeito. Defeito de fábrica. De quem passou muito tempo dando duro no chão. Da fábrica. E sabe, como ninguém, até por profissão, montar uma peça. Uma peça de automóvel. Ou de teatro, representado por lideranças de fato, representações de atos, de atores natos, conforme se pode ver dos discursos de inaugurações com vistas às eleições.

Voltando à referência da questão matricial, ora em comento. A questão da trepadeira, nas suas múltiplas acepções e concepções dos termos do verbo trepar. Trepar, é ação ou efeito de subir; de crescer, soerguer e de vencer. E, também, de situar-se ou situar-se no poder. E poder voar mais alto, com liberdade garantida e controle. Voar, também, de avião além de voar,no sentido de alçar-se ao mundo do desejo, dos sonhos reprimidos, dos pobres e oprimidos. Para conhecer e dar a volta ao mundo em menos, muito menos, de oitenta dias. Em segundos.

Tudo isso, é claro, muda de figura e de contexto quando o trepar é o ato de relacionar-se, sexualmente falando. Ou quando, por analogia, o objeto do desejo a ser buscado, a ser trepado, for o galho, ou o quebra-gralho” de alguma de algumas árvores. Árvores que dão frutos e outras que Nada a ver com a questão da camisinha. A hipótese, nesse caso, inclui, apenas, as árvores que dão sombras. Árvores frondosas, de troncos grossos e de muitos galhos: retorcidos, abraçados, envolvidos. Árvores de raízes profundas. Labirinto que assusta e, ao mesmo tempo, protege-nos, nós os eventuais trepadores: do calor do sol, que faz o sangue correr, mais veloz e mais aquecido, pelas veias, despertando o desejo de amar, na sua concepção simplória do amor em sua vertente, tão-somente, sexual.

Árvores que seduzem pelo porte, mas que não dão frutos. Trepadeiras e trepadores, todavia, unidos, jamais serão vencidos. Seja pelo cansaço do momento, ou do tempo. Tempo de tantas subidas e descidas infindas.Em árvores de todos os tipos. Até fixar-se naquele galho de árvores para a vida inteira: o galho de nossa família constituída. Que surgiu do encontro da subida derradeira e verdadeira. Ampliando, de certa maneira, a acepção ampla da expressão da palavra amor. Que só existe em galhos da árvore principal: a mãe de todos, onde sempre tem lugar, sombra e frutos; paz, amor e tranqüilidade. E lugares para armar as redes de proteção, de cumplicidade, de afeto, Do verdadeiro amor. Claro, límpido e infinito, enquanto dure.

Há que se gerar frutos, em todos os sentidos. Frutos, muitas vezes, no caso das árvores que só dão sombras, ou de trepadores com questões biológicas herdadas e reprimidas, apelando para a doação. Ou mesmo no caso de frutos proibidos. Em qualquer dos casos, é preciso ter força de vontade, responsabilidade. Ser tolerante, firme e destemido. Para que das árvores possam vir ao mundo, crescendo e se multiplicando, os frutos sadios. Povoando o mundo. Guiados e andando com suas próprias pernas: as pernas do amor, da paz, da liberdade, da justiça e da fé.

Livres das amarras da ignorância. Pensadores e críticos do presente e do futuro. Vacinados, pelo saber, contra interferências ou manipulações de terceiros mal intencionados. As serpentes de agora. Frutos sadios, só assim faz sentido o mundo compartilhado. Com gente capaz de entender o recado. Pelo divino deixado. O de não agir impulsionado pelas palavras e cantos das sereias e das serpentes. Para que não sejamos vitimados, iludidos, enganados. Tal qual Adão, sem formação e despreparado, fez ouvidos de mercador: deu ouvidos aos conselhos da serpente do desejo; do prazer pelo prazer. Crônica de uma morte anunciada. E a maçã entrou conivente na história do pecado original. E pensar, afinal, que tudo poderia ser evitado, se Eva assim quisesse. Mas ela, infelizmente, preferiu o artifício, hoje, tão em voga, dos que se dizem inocentes: a mentira conivente dos que nada sabem. A mentira do pretenso inocente. Artifícios muito utilizado. Sempre depois, é claro, que cometeram o pecado.

PARTE III - Elas Estão de Volta

Graça de Almeida, Maria,
bem-vinda, de coração,
não deixas de ter razão,
e dela falas com arrojo.
Carregas no teu estojo
o simples, porém, profundo,
alguns males desse mundo:
“muita reza, pouca fé”,
“pouco agora, muito até”.
Tanto mal que me dá nojo.

Difícil a composição.
MONÓRRIMO atrevido,
Faz-nos pensar no devido,
“Sobre a terra nenhum grão”.
“Sobram bocas, falta o pão”.
A RIMA que se REPETE
a despeito do que se alerte,
poesia conseqüente,
vive o nosso presidente,
constantemente, inerte.

Não fala, não sabe, não vê
Só repete, o companheiro,
o mandatário primeiro,
aquilo que ninguém mais crê,
não escreve, e não mais lê,
disso, jamais me iludo,
sem antes dizer, contudo,
que o poder e a fama,
fizeram deitar, na cama,
o cego, o mudo e o surdo.

PARTE IV – RECADOS - HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO/ PEDRINHO GOLTARA

Henrique César Pinheiro
Cumpro minha obrigação
Ante a solicitação
Da parte do companheiro
Autorizo por inteiro
Mude o mote a vontade
Tens toda a liberdade
O caminho perseguido
Chega lá, e faz sentido
Nisso és autoridade

O governo inusitado
Nada fez até agora
E pra tudo ele demora
O governo reprovado
Por falta de resultado
Triste essa nossa sina
Há que haver a vacina
Para tamanha desgraça
O tempo demora e não passa
O governo nem começa
E, parece, não termina

..........................

Caro GOLTARA, Pedrinho,
Gente mito preparada,
que encontrei nessa estrada.
Dedicação e carinho,
vem de longe, do seu ninho.
Sempre muito atencioso,
parceiro fiel, generoso.
é pau para toda obra.
E macho, se diz, de sobra,
longe está do mentiroso

Cordelista já famoso.
Um poeta consagrado.
Foi até entrevistado
cá junto, do seu amigo;
fiz do caso meu abrigo
e dei meu recado também,
pois sabia que com quem
andas, és confundido
Sabem bem a Angelina
De que falo, do que digo.


Abraços e obrigado pela participação. Todavia, insisto, no refrão. Pesquisa de opinião: no quesito “Nem trepa, nem sai de cima, até agora, goleada dos indecisos. E dos que não sabem ou não quiseram votar. Por razões as mais diversas. É preciso respeitar. Mas, para os retardatários, ainda há tempo de se pronunciar. Para dúvida dissipar, se dúvida assim pairar. A brincadeira tem que continuar.









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