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Cordel-->CARTA DE ALFORRIA -- 04/10/2006 - 17:18 (Andarilho) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Número do Registro de Direito Autoral:131197869208041600


CARTA DE ALFORRIA
Silva Filho



Senhor Alckmin, Senhor Lula
Aqui fala o NORDESTE
Um torrão muito sofrido
Com alcunha de agreste
Ou um chão empedernido
Que de verde não se veste.

O meu solo inclemente
Qual inóspito deserto
Depende de muita chuva
Que não cai aqui por perto
Quem vive por estas plagas
Tem muita graça, decerto.

De janeiro a dezembro
O Sertão tem esperança
E cada nuvem que passa
Faz crescer a confiança
Mas se não chover agora
A nossa fé não descansa.

O meu povo quer trabalho
Pra ter mais dignidade
Quer derramar o suor
Mesmo com disparidade
Em relação a quem tem
Diploma da Faculdade.

O meu povo quer respeito
Quer os seus filhos criar
Quer Escola, quer Saúde
Para poder prosperar
Mas detesta impostores
Que vêm pra atrapalhar.

O meu povo quer tecer
Os fios da compostura
Quer criar algumas reses
Quer manter agricultura
Quer ter comida na mesa
Sem passar na chefatura.

O meu povo quer anzol
Para ter como pescar
Porque ganhando o peixe
Logo depois vai faltar
E ficando dependente
De pária não vai passar.

O meu povo quer mostrar
Que existem os culpados
Por todos esses atrasos
De “Coronéis” desalmados
Que inventaram ‘currais’
Com os votos carimbados.

O meu povo é escravo
Sem que conste no papel
E nem sabe o que fez
A Princesa Isabel
Que baniu a escravatura
Mas deixou o Coronel.

O meu povo não agüenta
Viver com humilhação
Porque a Bolsa Família
Faz tamanha confusão
O Brasil chama ESMOLA
E a pobreza chama PÃO.

/aasf/


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