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Contos-->A SABEDORIA CHINESA -- 12/10/2003 - 23:38 (Antonio Perdizes) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
SABEDORIA CHINESA


Em regiões remotas da China, nas famílias muito pobres, os irmãos se unem e dividem a mesma mulher. É a velha sabedoria chinesa em ação. Os filhos gerados possuem a mesma ascendência, fazem parte da mesma família. Não interessa qual dos irmãos acertou o alvo, a criança vai ter diversos pais para prover o seu sustento.
Pensem na economia: uma só mulher gastando papel higiênico, sem tempo para ir as compras e, ainda, cuidando dos filhos e diversos maridos. Ela ficará com a mente totalmente ocupada com seus afazeres, sem tempo de reclamar de tudo e ter suas crises existenciais.
Nada de sessões de análise, ela não precisa disso. Vai ser de fato a dona de casa que todo homem gostaria de ter, mas não admite. Tudo para não contrariar o movimento feminista global, o politicamente correto, e passar a ser um proscrito no mundo, gerando mais um daqueles conflitos inúteis, tendo de se calar para não piorar, ainda mais, as coisas e ir dormir do outro lado da barreira de travesseiros e almofadas.
A chinesa sabe o porquê de estar ali. Está totalmente absorvida nas suas tarefas. Sente-se feliz em ser útil e assediada por diversos homens. Está sexualmente satisfeita. Possui uma enorme experiência, adquirida com a criatividade de cada irmão, tentando provar qual deles é o melhor naquilo. Essa família, com certeza, vai dar muito certo. Em curto espaço de tempo sairá da miséria, melhorando sua posição na escala de consumo, sem conflitos e questionamentos.

No Brasil é o contrário, nos lugares miseráveis é o homem que tem várias mulheres. Gera filhos sem um pai presente, mulheres sexualmente carentes e dependentes e, conseqüentemente, famílias miseráveis. Mesmo nas famílias de classe média o conflito é eminente. As mulheres não querem assumir suas funções de donas de casa. Vão a luta tirando o emprego dos homens. Geram uma oferta de mão de obra muito grande. Isso causa à todos salários ainda mais baixos. Ela não tem tempo de se dedicar à família. Os filhos vivem soltos e exigem dos pais compensações materiais para suprir a carência afetiva gerada. Tornam-se egoístas e individualistas.

Veja, agora, minha mulher, me chamando para colocar a louça na máquina de lavar. Fui eu que sugeri.
- Meu bem, seria bom comprarmos uma máquina de lavar louças para o fim de semana e quando a empregada estiver tirando sua folga.
A nossa empregada, ou melhor, secretária, é uma mulher feliz. Faz todos os serviços da casa, não se queixa e, ainda, coloca parte de seu pequeno salário na poupança. Não tem todos esses conflitos, apesar de ser solteira por opção e sapatona.
Agora com máquina e tudo, preciso ir para a cozinha ajudar. Não chega sugerir o cardápio do almoço, vou ter de limpar a sujeira. Na china, duvido que isso aconteça. Aquela chinesinha, além de limpar toda a craca do almoço, ainda vai fazer a sesta com algum deles ou, quem sabe, com dois de cada vez. Na segunda feira, não vai pedir o dinheiro para pagar o psicólogo. Eu aqui, se não for, vou ficar sem tudo, sem sexo e, de qualquer jeito, sem o dinheiro do psicólogo. Minha desobediência, com certeza, vai gerar uma discussão e umas três sessões de análise para ser resolvida.

As mulheres aprenderam a reclamar, desde bebê são as que mais choram. Sempre ganharam no grito. O homem foi se acomodando, pensando que, porque tem força, possui o poder. Elas focaram no sexo toda a arte da dissimulação, do artifício e da troca com vantagens. Durante boa parte da história da humanidade elas tiveram vida mansa em troca de sexo.
Meu analista, também tenho analista, é claro, se ela pode eu também posso, me demonstrou o poder da mulher. Propôs que eu não a procurasse mais. Cairia fora toda a vez que ela quisesse, alegando falta de vontade ou simulando uma dor de cabeça, do mesmo jeito que elas sempre fazem. Sei que a maioria de vocês não teria coragem de fazer isso, mas eu tive.
Resultado: um mês depois ela me olhava de soslaio, veja que tempão. Nunca havia se insinuado ou qualquer coisa assim, e, imaginem, nem comentado a situação. Parecia estar feliz, pensando que, finalmente, eu não dava mais no couro, e ela estava livre de tal coisa.
Como ela podia pensar e agir assim, depois de todo o esforço que eu fiz para que ela gozasse na cama? Deixava-a por cima se mexendo a vontade, e me concentrando no trabalho. Cerrava os olhos e trincava os dentes, repetindo pra mim mesmo: Agüente, espere, não vou gozar. Agüente, espere, não vou gozar. Ficando, assim, durinho até ela desabar. Não, não é nenhum sacrifício, mas eu mereço uma compensação.
Então tudo aquilo não possuía nenhum valor? Como ela pode esquecer e não achar falta disso? Fazer de conta que não era nada com ela? E eu que fiz todo o esforço, tentando todas as posições e situações para achar uma em que ela, finalmente, se entregasse ao prazer. O meu intuito sempre foi válido: se ela chegasse lá, finalmente, me procuraria. Teria a necessidade e eu passaria a ser o passivo. Também poderia chantageá-la, como ela faz quando a procuro. Haveria um equilíbrio.

Também gostaria de ser assediado. Receber de presente uma sunga vermelha bem erótica e um elogio pelos meus dotes. A mulher acha normal receber uma calcinha e flores de presente com um elogio do tipo: “minha barrigudinha linda”, junto com uma escorregada de mão e uma apalpadinha. Nunca retribui ao homem, só reclama e reclama para continuar recebendo vantagens.
Gozar é uma coisa, querer é outra. Acho que é o costume, ela nunca demonstrar que, de fato, isso é uma necessidade para ela, tudo só por puro jogo de poder. Em caso contrário, perde o trunfo. Talvez não faça isso tão conscientemente. É parte da natureza feminina saber que tem algo muito precioso para o homem e cobrar caro por isso.
É claro que ela, mais uma vez, ganhou. Depois de 37 dias 16 horas e 45 minutos, caí nos seus braços e a chupei de ponta a ponta. Agora percebi que fui enganado, instintivamente ela sabia o que estava acontecendo. Agüentou firme para não perder, tal qual aquele jogo da vaca amarela, quem fala antes come toda a m... dela. Eu comi.
Aí reside a sabedoria chinesa. Todos comem na mesma panela. Não existem ganhadores e perdedores. A chinesinha não discute, simplesmente se abre e aproveita seus homens. Eles não questionam nada, se servem e ficam satisfeitos. Nada de sexo como arma de barganha e domínio.
-Será que um dia vamos conseguir evoluir para este estagio?
Sou um perdedor, vou correndo arrumar a cozinha. Quem sabe lá, na cozinha, não saia alguma compensação como: um acocho sobre a mesa, uma prensada no balcão da pia ou um encaixe na cadeira. Lugar de mulher é mesmo na cozinha.

Antonio Perdizes

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