Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
86 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57492 )
Cartas ( 21184)
Contos (12620)
Cordel (10174)
Crônicas (22282)
Discursos (3141)
Ensaios - (9088)
Erótico (13415)
Frases (44271)
Humor (18617)
Infantil (3899)
Infanto Juvenil (2844)
Letras de Música (5479)
Peça de Teatro (1320)
Poesias (138240)
Redação (2946)
Roteiro de Filme ou Novela (1056)
Teses / Monologos (2411)
Textos Jurídicos (1926)
Textos Religiosos/Sermões (4979)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Poesias-->SANTA CRUZ -- 12/06/2004 - 00:34 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
"SANTA CRUZ"



Filho de pai "Deus" !!!

Nome pra rachar a quente terra !!!

Que os "Homens" o tornou vendável !!!

A valores mil dos miseráveis pelejados...

Na serra subo ao dia e meio,

Para a carcaça alimentar,

Na venta cheira agora...

A tarde o podre será excretado,

E o sol renascera o belo em cima da carniça.



Minha cruz de eternos amores,

De madrugadas volupiosas...

De prazeres desejados,insaciáveis,

Do acordar manso e tolo...

Aí...aí...aí...pecado bom pai...

Deixa-me morrer de retina virada...

E nascer na trindade espiritual dela...



A serra acima de sol central,

O cansado corpo suado e rastejante...

No tombo natural o olhar sobe,

E vejo de abertos braços,

Na magreza do quente sertão,

O silêncio do olhar serpente,

Com a lingua aponta meu desejo carnal...

Esqueço a barriga e alimento e sofrida alma.



A peste da sociedade pequena e hipócrita...

De frustações nas quatros paredes de taípa a varar...

O natural ardente amor da cabloca,que em mim plantei,

Na igreja ta lá... a desejada e insaciável fêmea...

De roliças pernas e brilhante olhar de lado...

Escândalo pronto na boca,

Na comunidade despertar o avesso prazer...

Acordando o macho no barulho silencioso,

Dos santos pilarse que o barroco pintou,

Ao dom e tom dos clássicos que o mestre nos ensinou.



Boba...serena...peste bubônica...

Dá-me Maria Madalena milho ralado e leite de cabra...

Preciso bater forte,sim sinhôra,

Pois a sombra é gostosa e fresca...

E o corpo precisa alimentado está,

Para o trampo que a mim espera...

No alto plantado na acomodação,

Deus sofrendo agonias terriveis...

Que nas volúpias de loucuras a vejo,

E renasço cansado tombado nas morenas pernas mulher.



Na distancia do dizer...Lá não vou...

resisto e resisto...macho fico...arrogante,

Agora sim dominei a fera que imperava o animal interno...

E pasava no torrão pisado e empoeirado, a relutar...

A vontade que ao correr da quente folhagem das jaqueiras,

Aumentava e tornava-me dominante, ao amor da inocente donzela.



Mansa como uma cabrita, e valente como uma serpente,

Mandava e reinava dia a dia minha tolice...

Menino brincalhão,brabo,dengoso,arrogante,

Com dominio, mas de uma limitação macho infernal,

Quando a sepente do ardente e insaciável desejo apontava,

Pronto,só e somente Sol, a sapatear meu peito dilacerado.



Agora aos "Santos" da amada terrinha,

Cansado e velho de caminhar lento de estórias muitas...

Que na chegada do novo, veloz na força do correr...

Donde a beleza do renascer, é a sabedoria do mestre,

Entrego-me aos urubus, contudo a carniça a eles´pertencem...

Morto sem voz, e fria que a mim já nada vale.



Marcos Alexandre Martins Palmeira

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui