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Cordel-->Livro sobre o poeta repentista BELARMINO DE FRANÇA -- 10/04/2006 - 17:46 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
BELARMINO DE FRANÇA - UM TROVADOR DO SERTÃO

Irani Medeiros e Verneck Abrantes lançaram em 08/04/2006 (sábado), em Pombal – PB, o livro com 190 páginas, impresso pela editora IDÉIA, J.Pessoa - PB, intitulado “BELARMINO DE FRANÇA - Um Trovador do Sertão”.

BELARMINO DE FRANÇA nasceu em 26/12/1894 e faleceu em 20/03/1982, em Paulista, antigo distrito de Pombal – PB; era um autêntico repentista, imbatível em desafios, tocava viola e sabia cantar e descrever, magistralmente, em versos de improviso, os mais diversos assuntos deste mundo, numa linguagem espontânea, poética e transparente.
Nessa sublime e agradável COLETÂNEA, o leitor irá navegar, conhecer, reviver e se deliciar no MUNDO DA POESIA, que toca e mexe profundamente na alma do ser humano.

Na opinião de José de Sousa Dantas

Foi BELARMINO DE FRANÇA
UM TROVADOR NO SERTÃO,
que cantou com emoção
para toda a vizinhança,
que conserva na lembrança
seus VERSOS por simpatia,
que ele compôs um dia
e se canta como um hino.
A VIDA DE BELARMINO
ERA PLENA POESIA.

Na opinião de DAUDETH BANDEIRA

Foi do tempo de Avelino,
de Marinho e de Nicandro,
de Chico Pedra, Leandro,
de Pinto, Louro e Galdino,
que ouvi, desde menino,
falar nesse campeão,
rolam por aquele chão,
os retalhos de lembrança.
FOI BELARMINO DE FRANÇA
UM TROVADOR NO SERTÃO.

O livro contém esses e muitos versos de autoria de BELARMINO:
...................................

Eu tinha a idéia que o MUNDO
só era aonde eu morava,
o céu um vaso emborcado,
que nos cobria e cercava,
e bem no centro do mundo
nossa morada ficava.

Aos doze anos de idade,
ler ainda eu não sabia,
mas os reflexos poéticos,
nesse tempo eu já sentia
inoculando em meu cérebro
as flamas da POESIA.

O POETA nunca morre,
antes alcança vitória,
faz versos, arranja fama,
enche seu nome de glória,
depois que foge do MUNDO
vai viver sobre a história.

O POETA é um dos tais
que o tempo jamais consome,
morre o corpo, deixa o nome
no livro dos imortais;
entre a fama e os anais,
seus versos nobres estão;
no seio frio do chão,
dorme a matéria incompleta.
Desaparece o POETA,
mas a POESIA não.

Na vida que idolatro
fiz ano mais uma vez,
saí dos oitenta e três,
entrei nos oitenta e quatro,
já vou transpondo o teatro
desta vida passageira,
descendo a íngreme ladeira
em busca da eternidade,
Oitenta e quatro de idade
não é boa brincadeira.

Admiro uma abelha pequenina
com seu dom eficaz, misterioso,
fabricar um mel doce, saboroso,
sem ter cana, sem fogo e sem usina,
substância que a própria medicina
nos afirma conter muita pureza,
extraído das flores, com certeza,
mas o homem, com a sua idéia rica,
não desvenda o mistério nem fabrica.
QUANTO É GRANDE O PODER DA NATUREZA.

JUSCELINO estadista brasileiro,
Grande vulto de fama mundial,
Do Brasil fez a nova capital,
Cuja obra encantou o mundo inteiro,
Ele que do Brasil ao estrangeiro
Tem seu nome no rol dos imortais,
Construiu muitas pontes e canais,
Por ser nobre e heróico paladino,
Presidente igualmente a JUSCELINO
No Brasil é difícil se ver mais.

Logo após a eleição,
Um doido se retirou,
Mas outro doido chegou
Com a vassoura na mão,
Que de varrer a nação,
Antes vinha prometendo,
O povo estava entendendo
que fosse em outro sentido.
Saiu um doido varrido
e entrou um louco varrendo.

.....................................
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