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Contos-->Ultraviolência -- 25/01/2000 - 23:44 (Erasmo Junior) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Abriu os olhos com o namorado diante de si, ao lado de seu pais.
- Está melhor? Eu trouxe um presente para você...
A visão dela ainda estava um tanto embaçada; sentiu alguns curativos pequenos pelo corpo e um desconforto nas articulações. Não conseguia se lembrar de nada.
- O que...o que aconteceu comigo? Onde eu estou? - nervosismo.
- Fique tranqüila, filha. Foi só um susto besta. - o pai, sempre ele, dava as explicações. - estamos em um hospital, você teve um desmaio na rua, quando voltava para casa, e se machucou um pouco. Graças a Deus, está tudo bem...
- Desmaio? - ela ainda estava desorientada demais para compreensão total das palavras.
- Foi, minha filha. A partir de hoje, você só sai de casa depois que tomar café direito. O médico disse que foi uma mistura de falta de glicose com ...com menstruação - a mãe finalmente se manifestara, com o ar de alívio rotineiro.
E namorado colocou um embrulho colorido sobre o colo dela. Sorriu.
- Eu ia te dar isso ontem. Mas daí teve esse imprevisto...espero que goste, eu sei que o que você tinha se queimou.
Ela rasgou o papel de embrulho vagarosamente; era um secador de cabelos.
- Que legal...dê-me um beijinho...quando eu fico de alta?
- No final da tarde. - o pai olhou para o relógio e viu que faltava pouco para o meio-dia. - você está se sentindo bem?
Ela observou um por um; o namorado sentado na borda da cama, amassando o papel rasgado; a mãe, sorrindo para o nada, e o pai, escondendo o ressentimento pelo acidente sem sentido aparente. Um de seus joelhos estava dolorido, mas a cabeça permanecia intacta. Ainda estava no soro. Havia uma televisão ligada no quarto, passando desenho animado.
- Eu estou melhor do que nunca. Não se preocupem. Alguém poderia mudar de canal? Desenho de Ursinhos Carinhosos a essa hora me dá enjôo...

* * *

Sobre dor.
Mal conseguia sentir seus membros; o mundo desfocava junto com o ar em seus pulmões. Tentou gritar na maca por duas vezes, mas não existia ressonância. Os enfermeiros transitavam pelos corredores do ambulatório apressadamente, enquanto um médico a examinava durante o percurso.
Pressão, batimentos cardíacos, pupilas contraindo. Nenhum osso quebrado, lesões superficiais mínimas. Ela observava as pessoas que também precisavam de atendimento, dispostas pelo caminho. Sentiu um primeiro choque, a nível de mandíbula; um velho segurava a mão mutilada berrando, durante as suturas na sala de porta aberta. Outro espasmo, ao redor de seus seios; coma alcoólico em uma das maca soltas no corredor, convulsão. O terceiro choque foi mais forte, em seu abdome, descendo até a pelve, circulando suas terminações nervosas com um impulso erótico terrivelmente bizarro. A dor envolvia todos os lados: crianças subnutridas, acidentados de carro pelo corredor, luzes, seringas de injeção, gestantes com bolsa rompida. A sinestesia mais estranha que viera a deleitar.
Chegou finalmente na sala de radiografia; colocaram-na sobre a mesa, já estava despida. Era tudo rápido demais, exceto as pulsações difusas pelo corpo. Quando foi bombardeada para a primeira chapa, teve um orgasmo devastador; um espasmo muscular que tentou ejetar suas vísceras para fora. Sentiu-se leve, junto das imagens congeladas dos momentos de desespero e necessidade que habitavam o corredor de urgências. A segunda, a radiografia de seu tórax, foi mais constante. Trincou os dentes de excitação, com a lembrança fixa da agulha penetrando na carne do velho...e vieram os ferimentos do passado: quando seu irmão mais novo quebrara o braço, atingindo o chão vagarosamente; o tombo da árvore, a queda da bicicleta, a primeira menstruação no lençol, o dente mole caindo, a queimadura, o arranhão na testa, a incisão na barriga de sua mãe para o seu nascimento. A sensação de tesão se multiplicava, consolidando-se a flor da pele. Devorada pela eternidade de algo tão indecente, mas infinitamente gratificante.
Terminada as radiografias, perdeu a consciência de vez; a última impressão após a grande gozada foi o susto dos enfermeiros ao remove-la da mesa encharcada de suor e sexo.
Frigidez? Nunca mais.
* * *
Em casa, finalmente; dois dias de repouso. No final do prazo para a recuperação, o namorado ligou.
- Oi.
- Já está pronta para sair comigo?
- Eu não sei se meus pais vão deixar. Você sabe, eles ficaram muito assustados com esse acidente.
- Quer que eu fale com eles? Ou você prefere deixar para sair a semana que vem? Não tem problema, realmente foi algo muito desagradável...
Justificativas.
- Não, não. Eu falo com eles. Espera.
Minutos duradouros; o namorado aguardou na linha farejando o cio da menina; afinal, era apenas um humano. Finalmente, ela retornou.
- Alo? Tudo certo, mas eu não posso voltar depois das onze. É só um passeio?
- É...eu passo aí as oito, está certo?
- Tudo bem, beijinho.
Clic. Ela passou algum tempo escutando o ruído do telefone, imersa no profundo azul do quadro da sala. Esgueirou-se até o seu quarto, vagarosamente.

* * *

Outro telefonema. A voz da garota não era a de sua namorada.
- Alo?
- Sou eu.
- E então, você vem me ver hoje? Sua namorada, como está?
- Ela está melhor. Mas antes de passar aí eu vou dar uma saidinha com ela. É rápido, antes das onze eu te pego.
- Ah, mas você vai transar com ela? Olha, se faltar fogo para mim, nunca mais falo com você.
Sorrisos.
- Não, não...você sabe, ela é difícil...frígida como uma barra de gelo. E sabe também o quanto eu prefiro o teu apoio sexual...mas ainda assim, eu gosto muito dela.
- Sei... Até secador de cabelos você deu para ela.
Novamente, sorrisos.
- Liga não, você é a melhor filial que um cara pode ter. Eu também te adoro.
- Está combinado depois as onze?
- É. Eu chego aí nesse horário, é só eu deixá-la em casa.
- Então tá. Vou esperar. Tchau.
- Tchauzinho.
Clic.

* * *

O quarto fechado, a síntese de um pesadelo. Ela escolhia a roupa que iria usar mais tarde, antes de entrar no banho. A televisão estava ligada no noticiário da noite. Palavras, imagens e mais palavras; não conseguiam quebrar sua atenção. Quando decidiu-se entre o vestido curto vermelho combinando com a sandália, entrou no banho.
A água estava quente; um costume antigo. Durante o sabonete, encontrou a casca de um arranhão do acidente, na altura de uma das costelas. Pequeno, logo abaixo de um dos seios; aumentou a temperatura da água. Subitamente, vieram-lhe os batimentos da radiografia, e logo após, um incansável desejo por estímulos. A dor não se adapta nunca. Com a unha um pouco comprida, arrancou a casca de sua ferida, durante gemidos de desconforto e início de prazer. O sangue foi muito pouco, nem ao menos escorreu...mas foi suficiente para ativar o mecanismo de auto satisfação. Desligou a ducha e saiu sem se importar com toalhas.
Lá estava, imoralmente posicionado sobre a pia, o secador de cabelos. Ainda não tinha estreado desde então. Colocou na tomada e ligou, sentindo o ar quente expelido continuamente. No auge de sua perversão, introduziu-o sem medo na vagina; dentro, fora, dentro, fora, na masturbação mais caótica que pudera conceber naquele momento. Com poucos instantes de prazer e hedonismo patológico, o cheiro de carne queimada subiu até suas narinas. Não havia dor, simplesmente superara a inadaptação do impulso em nome do orgasmo. Pela porta do banheiro aberto pode ver na televisão as cenas dos mortos de um acidente em um prédio. Rápidas imagens de pessoas feridas gritando e sendo removidas. Aquilo foi decisivo para leva-la a mais desejo e necessidade sexual; queimava-se, a mucosa já estava bastante ferida. Foda-se. Era bom, era sexy para ela estar ali, de pernas abertas para o aparelho, sem tocar o pé no chão para evitar um choque.
Quando finalmente gozou na boca do secador de cabelos, removeu-o e guardou sujo com sua secreção vaginal. Nem sequer se importou com os ferimentos, anestesiada pela obsessão. Terminou de se arrumar e desceu para a sala, esperar seu príncipe.
Sonhos o caralho, sexo justifica tudo.

* * *

Campainha, onze horas da noite; mas não exatamente em ponto. A garota "filial" abriu a porta e encontrou alguém. O maior susto do ano.
- Ah?! Oi, tudo...bem?...o que...o que você faz aqui a essa hora?... - constrangimento impossível de se esconder, mesmo com dois cromossomos X.
- Posso entrar? - a visita vestia um lindo vestidinho vermelho; simples, mas belo.
Não foi preciso diálogo algum para que a namorada entrasse e fosse se acomodar no sofá da sala. A outra permaneceu pasma, até se sentar na cadeira diante da grande surpresa.
Alguns instantes de silêncio, e a primeira frase.
- O que faz aqui, a essa...hora?
- Não tenho certeza, mas meu namorado me disse para vir para cá, encontrar com ele aqui. Você sabe do que se trata? É alguma brincadeira dele? - sorriso.
- O que exatamente ele lhe disse??
Mais sorriso. Sem hipocrisia.
- Para eu vir para cá. Estranho, não? Será que ele vai demorar?
Frustração, constrangimento absoluto, dúvida. A garota se levantou coçando o cabelo.
- ...liga para o celular...pode deixar que eu ligo...ele é muito amigo meu, desde infância, sabe? Deve ser alguma brincadeira dele...
- Tudo bem, você tem o número?
- Ali, na agenda da mesa do telefone... - foi até lá e discou o número, disfarçando procura-lo na agenda; sabia-o decorado. Tremia um pouco, temendo uma baixaria no seu apartamento. Sorte morar só.
Surpresa número dois: o telefone chamou nas costas dela, indecentemente alto. Quando se virou, a namorada estava com o celular dele na mão, banhado de sangue. Assustou-se e deu um pulo para trás.
- Que está havendo?? O que você fez? - quase gritos.
- Eu não fiz absolutamente nada. Ele fez por mim, e disse que você também faria. Por favor, seja gentil comigo. É uma nova fase da minha vida. E até agora, tudo foi muito maravilhoso.
A garota tentou compreender o que se passava, mas a razão não vinha. Respirou fundo para manter controle.
- Olha, por favor...nunca aconteceu nada... Ele gostava de mim, vinha aqui, a gente conversava. Nada mais.
- Você não está me entendendo - sorriso; ela apenas sorria, sugerindo movimentos irônicos com o celular que pingava. - Eu sei que você fode com ele, por isso mesmo vim pedir tua ajuda.
- ??
- Você tem algodão aqui?
- Algodão??
- É, algodão. Traga. Vamos até o carro lá embaixo, ele está lá.

* * *

O casal estava no carro, parado diante do parque. A iluminação era boa, mas não o suficiente para tornar ocasionais intervenções sexuais públicas. Conversavam, tranqüilamente.
- Como você está se sentindo? Lembrou de como aconteceu o acidente?
- Não. Deixa para lá, agora está tudo bem.
- Eu fiquei muito preocupado, nossa. Pensei que tivesse sido algo grave... - o namorado partiu para as carícias de perto; ela aceitava todas, imparcial. E clicou no acendedor de cigarros.
- Vai fumar? Essa eu não sabia... - ele ficou surpreso.
- Ai, não fala nada lá em casa, por favor...chega mais perto...aqui.
Finalmente ela manifestava algum interesse. Sem hesitar, o rapaz avançou com carinho e desejo. Trocavam beijos e toques íntimos naquele espaço tão apertado, mas suficiente para a transa. Momentos de euforia crescente e ele prestes a remover a segunda alça do vestido vermelho dela.
Foi então que, com um movimento discreto, ela pegou o acendedor em brasa e comprimiu contra um dos olhos dele. Um grito e tanto; a temperatura daquilo foi suficiente para não haver sangue nenhum. Berrou e tentou se afastar o mais rápido possível, com os mecanismos de defesa ativados e debilitados pela dor. Jamais a entenderia.
- Pelo amor de Deus, pelo amor de Deus...você enlouqueceu, eu estou cego...ah, está doendo muito, você enlouqueceu, enlouqueceu... - o fôlego ia acabar logo. O ferimento era horrendo, enorme, provocador.
Ela olhou-o encolhido, tentado achar o trinco da porta para sair, mas sem conseguir. A expressão mais desejosa que viera a ter. Passou a mão na coxa dele, consumindo-se em desejo.
- Você ainda me ama, mesmo sabendo que fiz isso de propósito?
- Você está louca, doida...ahhh meu Deus... - ele urrava alto, perdido em temores.
- Faz isso por mim...pensei sobre esse momento a tarde toda...só você para quebrar a minha frigidez. Eu te amo.
Afundou o acendedor ainda quente no dorso da mão dele, carne queimada; o cheiro da cauterização subiu mais intensamente e o rapaz gritou mais, quase desmaiando por causa da dor no olho despedaçado. Não reagira a agressão em momento algum. Ela roubou um beijo violento, mordendo suavemente os lábios dele, aproveitando o máximo as emoções que transpiravam. Saiu do carro, deu a volta e arrastou-o com dificuldade para fora; o parque estava deserto, perfeito para os instantes de juras amorosas.
O celular dele tocou. Ela puxou para si, observando o namorado rolar no chão, perdendo movimentos. E veio a idéia do sexo perfeito.
- Faça-me gozar essa noite, meu amor. Não desmaie, por favor. - enquanto se declarava, puxou as calças dele até a altura do joelho. E com o domínio total da situação em suas mãos, junto com o telefone tocando, enfiou no ânus do namorado com toda a força que conseguiu encontrar. A medida que o ruído do toque abafava dentro dele, ela sentiu o que sentira no hospital, vendo todas aquelas pessoas sofrendo. Ele reagia apenas com berros roucos e tosse de alguém muito ferido. E a namorada se emulsionava em orgasmos múltiplos; puxou o vestido para cima, sentou-se em cima dele e prosseguiu na sua festa. Em instantes, cobriu uma mão com sangue e a outra com seu suor vaginal. O toque do telefone parou no momento em que ela atingiu o clímax.
Ergueu o pescoço sensualmente, delirando um pouco com toda aquela carga de prazer; a obsessão não era pelo o medo dele, mas pela dor. Sorriu sozinha sob o luar encantador, no parque dos amores despedaçados.

* * *

- Por que? - a namorada chorava, arrasada. Injusto era o mínimo que poderia dizer para aquilo. Em suas mãos, estava a toalha vagabunda de motel.
- Fique calma, por favor...não é meu, isso foi colocado no carro acidentalm...
- Cala a boca! Seu escroto safado...eu nunca te trai esse tempo todo que estamos juntos e você faz isso comigo...diz quem é ela, fala, fala!
Ele não saberia jamais onde esconder a cara. Foi pego em flagrante com aquele brinde no porta luvas, guardado para ser eliminado posteriormente. Porém, ela encontrara antes.
- Eu te amo, juro. Eu te amo. Foi só uma vez, foi horrível. Eu estava mal por sua causa...você disse que era frígida, a gente tentava se relacionar melhor em sexo e eu nunca conseguia te realizar...tenta entender, por você mesma... - argumento de primeira.
Ela segurava o rosto inconformada. A crise de violência aparentemente já passara.
- Eu...quero...o nome dela. Só o nome.
- Mas...
- Diga.
Silêncio.
- É uma amiga minha. Você conhece, já fomos no apartamento dela uma vez.
- Eu sabia... - o choro retornou, tão dolorido quanto antes.
- Não chora, eu...nossa, estou me sentindo péssimo, desculpe-me, eu faço o que for preciso para você esquecer essa merda. O que você quiser.
Ela saiu do carro correndo; no meio da rua, desmaiou no chão.

* * *

Enema.
Ambas entraram dentro do carro; a namorada ficou no banco do passageiro, enquanto que a garota "filial" tentou acomodar o seu desespero no banco do motorista.
- Cadê ele...ele tá bem? Fala...eu...eu vou embora, vou chamar a polícia. - tentava descobrir porque acompanhara a outra até o veículo.
- Então liga. - a namorada estendeu o celular ensangüentado; quando a garota olhou, caiu em prantos. Sorriso.
- Pára com isso...pára...cadê ele...
- Eu meti o telefone no cu dele e gozei.
Confusão absoluta.
- Acha que é mentira? Abre o porta-luvas.
A garota abriu e lá estava a toalha do motel que ela iria esconder. Soluçava.
- Abre.
A medida que puxava o tecido branco, manchas vermelhas foram se revelando; o volume flácido em suas mãos era um grande pedaço de intestino; terrível, quente, retirado precariamente. Deu um grito mal sucedido, abafado por um golpe em sua cabeça contra a direção do carro. Supercilio devastado e a consciência se esvaindo aos poucos. Bem devagar.
- Eu o amo. O resto está no porta-malas, te esperando. Hoje é o melhor dia da minha vida, não sei se vai durar até amanhã. Mas eu descobri o que é tesão finalmente. Você entende?
A garota balançou a cabeça, fragilizada pela tontura da pancada.
- Ótimo...eu quero ser sua amiga, mas você vai ter que me ajudar em tudo que eu vier a fazer. Pega esse algodão, tira a calcinha. Coloca dentro, no rabo também. Ninguém vai ver nada; antes de nos livramos do corpo, eu preciso sentir aquilo mais uma vez. Nunca pensei que seria capaz de fazer com mulher, mas você vai ter que aceitar, é uma necessidade de urgência. Vai doer, muito, muito mesmo. Quanto mais melhor...não deixaremos muitas marcas, não é mesmo?
Não havia forças suficientes para outro grito, reações, nem mesmo para fazer o ordenado. Mas ela ainda assim o fez, desesperada, soluçando um temor por ter vindo com a namorada até ali sem reclamar. Ninguém aparecia para socorrê-la; tarde demais, todos dormindo. Viu a sua companheira puxar os instrumentos que deveriam estar no porta-malas: chaves, alicates e outros artefatos que o namorado fazia questão de manter no carro para caso de necessidade. Tentou murmurar algo, mas não conseguiu.
- Comecemos pela chave de boca. Ai, eu estou molhadinha só de pensar...se quiser gritar, grita; o vidro está fechado. Eu sou você. Não gaste a dor chorando...
Tudo justifica sexo.
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