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Cordel-->MANIFESTO EM DEFESA DA LITERATURA DE CORDEL -- 20/10/2005 - 11:49 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
MANIFESTO EM DEFESA DA LITERATURA DE CORDEL

Carta do Juazeiro do Norte – Ceará

A literatura de Cordel nordestina faz parte do patrimônio nacional, tendo chegado ate nós através do colonizador sendo desenvolvida no Nordeste, onde foi recriada, mostrando a riqueza e diversidade cultural de um povo sofrido e explorado, mas através da voz dos poetas populares e da bravura dos vendedores de folhetos souberam honrar esta arte milenar da oralidade e da escrita popular.

Nós, poetas e pesquisadores, adiante subsescritos, participantes do “I Encontro Sesc Cordel – Romaria dos Versos”, na cidade do Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, nos dias 03, 04 e 05 de outubro de 2005, resolvemos nos manifestar contra omissões e lacunas institucionais que tanto prejudicam esses autores e suas obras, sendo assim requeremos das autoridades municipais, estaduais e federais a quem endereçamos as seguintes propostas,a partir das proposições do escritor cordelista Domingos Oliveira Medeiros, contidas no seu livro “COM HUMOR E COM AFETO - A Charge Literária na Era Lula”, das quais algumas foram incluídas na íntegra (nº 12, 13, 14, 15 e 16), já comentadas e divulgadas por ocasião do I Congresso Internacional sobre Literatura de Cordel, realizado no mês de setembro/2005 em João Pessoa - PB:

1 - Que o Cordel seja levado pelos órgãos estaduais para as escolas publicas, universidades e outras instituições afins, para ser estudado de forma sistemática e permanente, bem como preservado em coleções em suas respectivas bibliotecas;

2 – Que as instituições publicas ou privadas deverão facilitar e estimular a participação dos poetas e pesquisadores nos seminários, encontros e congressos que versem sobre literatura;

3 - Que o parlamento nacional apresente lei para regulamentação da profissão de poetas populares, com todos os benefícios da lei de previdência social;

4 – Que as instituições financeiras, principalmente as ligadas ao setor publico, apõem e financiem produções de Literatura de Cordel, incluindo projetos individuais ou coletivos de parte de associações ligadas aos poetas populares;

5 – Que seja assegurado os mesmos direitos de igualdade nas apresentações de projetos junto aos fundos de incentivo fiscais e leis municipal, estadual e federal, levando-se em conta a descriminação que sofre o poeta de bancada, diante de sua simplicidade e falta de estrutura para uma melhor elaboração e apresentação de seus projetos;

6 – Que seja elaborado um programa urgente de editoração e distribuição de Folhetos por parte de governos e instituições culturais afins, para que a produção do Cordel se mantenha sempre vivo;

7 - Que seja instituído o dia QUATRO DE MARÇO, oficialmente, e pela via de anteprojeto de lei, após consulta prévia a todas as instituições e pessoas ligadas ao tema, numa justa homenagem ao pai da literatura de Cordel, o poeta paraibano Leandro Gomes de Barros, nascido em 04 de março de 1865, no município de Pombal;

8 – Que sejam observados e respeitados os direitos autorais dos poetas populares, através do Ministério Publico, Procuradorias e outros órgãos de Justiça com punições de acordo com a lei vigente de direitos autorais;

9 – Que seja criado pelo Minc um cadastro nacional permanentemente atualizado dos poetas e pesquisadores da Literatura de Cordel, criando bancos de dados com o objetivo de facilitar o acesso dos estudiosos do assunto;

10 – que sejam inseridos nos temas transversais dos conteúdos programas pedagógicos inserindo o Cordel na grade curricular, levando em consideração a qualidade e respeito às regras básicas da Literatura de Cordel;

11 - Que seja promovido anualmente, pelas secretárias de cultura o reconhecimento dos Mestres do Cordel, conceito este já inserido às outras categorias da cultura popular;

12 – Criar uma revista dedicada ao Cordel, a novel nacional, e Boletins Informativos, a nível, de cada Unidade da Federação, para promoção e divulgação de eventos afins, com participação e patrocínio do empresariado local;

13 – Criar uma Agenda de Eventos Anuais, em datas permanentes, a ser inserida no calendário turístico de cada cidade ou Estado, para divulgar ações do tipo: cantorias, lançamentos de livros, folhetos, premiações, concursos, festivais, feiras, encontros, seminários, bienais de Cordel e outros eventos afins, que poderiam, inclusive, agregar outros itens da nossa cultura popular como a música, a pintura (xilogravura), a dança, a culinária, a escultura e o artesanato de modo geral;

14 – Adoção de políticas de incentivo ao Cordel, a começar por privilegiar o seu uso a partir da utilização de Folhetos em campanhas governamentais, de combate e de informações de interesse publico, como, por exemplo: vacinação de crianças e idosos, AIDS, DENGUE, Diabetes, Hanseníase, Pressão Arterial, Colesterol, Saneamento, Higiene Bucal, Desnutrição Infantil, Alimentação e Nutrição, Tabagismo, Alcoolismo, Educação no Trânsito, Educação de Adultos;

15 – A s Universidades, a exemplo de algumas experiências bem sucedidas, poderiam criar, em suas estruturas, Núcleos de Estudos de Literatura de Cordel; Estes núcleos ficariam encarregados, dentre outras responsabilidades, de manter o Núcleo Central do Ministério da Cultura, devidamente informado sobre todos os estudos e ações por eles desenvolvidos. De posse desses dados, o Núcleo Central teria condições de preservar o acervo de publicações e estudos sobre Cordel, e estabelecer a integração e a divulgação daquelas informações para todo o país;

16 – Agendar um encontro com representantes do governo (Ministério da Cultura) e da comunidade envolvida com a cultura popular especialmente a Literatura de Cordel, com vistas a levantar o primeiro diagnóstico e criar condições para estabelecer um programa de ações sobre as questões aqui arroladas.

Que este Manifesto seja lido e amplamente divulgado nos diversos veículos de imprensa deste país.

Assinam este documento:


Irani Medeiros
Guaipuan Vieira
Gutenberg Costa
BuleBule
Antônio Barreto
Carlos Joel
Vânia Freitas
Fanka Santos
Cleydson Monteiro
Arlene Holanda
Maria do Rosário
William Brito
Jozenir Lacerda
Daniel Walker
Abraão Batista
Pedro Bandeira
João Bandeira
Jesus Sindauex
Hélio Ferraz
Salete Maria Silva
Cícero Amorim
Ione Severo
Hildênia Onias Sousa
José Lourenço
João Dantas
José Costa Leite
Antônio Lucena
Manoel Monteiro
Marcelo Soares
Antônio Américo de Medeiros
Rodrigo Apolinário
Francisco Campos
Francisco Diniz
Varneci Nascimento

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