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Cordel-->Na boca de quem não presta, meu nome não vale nada -- 05/05/2005 - 14:26 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Na boca de quem não presta, meu nome não vale nada (*)
José de Sousa Dantas, em 05/05/2005

Certo dia observei,
na tela de um caminhão,
essa velha citação,
de imediato pensei,
na vida já enfrentei
esse tipo de parada,
e atendendo a chamada,
desenvolvi a sugesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Tem pessoa desse jeito,
rebelde, ranzinza, injusta,
não aprende, não se ajusta,
não é digna de respeito,
desprovida de conceito,
vive mais dando mancada,
leviana, relaxada,
todo mundo lhe detesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Tem gente que cisma e faz
em todo canto arruaça,
se descontrola, ameaça,
é impertinente, voraz,
desumano, contumaz,
se zanga, faz presepada,
numa revolta danada,
que ofende, insulta, molesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Procura encrenca e se irrita,
insatisfeita, reclama,
critica, malha, difama,
movimenta, bate e grita,
ataca, apanha e se agita,
se junta a outra cambada,
faz greve, muita zoada,
discute, teima, protesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Tem gente que não se toca,
continua ignorante,
menospreza o semelhante,
implica, xinga, provoca
gosta muito de fofoca,
de zomba, de fuxicada,
de trote, de caçoada,
é a conduta que resta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

No seio da humanidade,
tem esse tipo de gente,
implicante e renitente,
só pensa em fazer ruindade,
cheia de ronha, maldade,
numa ação exacerbada,
imprudente e desastrada,
absurda, má, infesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Seja por perversidade,
arrogância, safadeza,
inveja, intriga, torpeza,
doença, imbecilidade,
devassidão, vaidade,
em conduta exasperada,
inoportuna, impensada,
qualquer atitude desta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Onde chega, quer falar
de mim, para ver se tem
outra pessoa também
que queira se agrupar
com ela e me destratar,
com calúnia deslavada,
indireta praticada,
se exibe e se manifesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Tem gente que é assim,
depois de ler meu trabalho,
diz que tem um ponto falho,
que todo texto está ruim,
manda mensagem pra mim,
e diz mais uma piada,
descabida e malcriada,
irreverente, indigesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Não procuro dar cartaz
a quem me fere e me trai,
por mais que tente, não vai
querer me botar pra trás,
quem não quer me ver em paz,
é triste, complexada,
invejosa, desalmada,
sem-vergonha, desonesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Uma pessoa invejosa,
não valoriza ninguém,
sempre trata com desdém,
é tacanha, mentirosa,
falsa, inescrupulosa,
grosseira, despreparada,
prepotente e depravada,
vil, antipática, funesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Não procuro me entrosar
com esse tipo de gente,
mesquinha, arisca, indecente,
sem nada para ofertar,
a não ser de mal falar,
por ser mal acostumada,
intrigante, descarada,
corrompe, atrapalha, enfesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Procuro me comportar
da melhor forma possível,
até sendo flexível,
no sentido de acertar
pra conseguir alcançar
cada meta projetada,
realizando a jornada,
sem estar criando aresta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Eu procuro trabalhar,
cumprindo com meu dever,
sempre pronto a aprender,
evoluir, melhorar,
mas tem quem queira azarar,
com palavra indignada,
que fere mais que espada,
quer desafio e me testa.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Se me ocorre um problema
com esse tipo de gente,
suplanto e prossigo em frente,
eliminando o dilema,
aplico um estratagema,
de uma forma adequada,
caminho por outra estrada,
não entro nessa floresta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Por mais que eu tenha cuidado,
de agir com precaução,
enfrento decepção,
mesmo estando preparado,
corrijo, se estou errado,
nessa minha caminhada,
na saída ou na chegada,
vez em quando um me contesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

Cada um tem sua história
na vida para contar,
nesse DITO POPULAR,
se resgata da memória
o que foi na trajetória
durante a fase passada,
numa leve pincelada,
fiz a POESIA modesta.
Na boca de quem não presta,
meu nome não vale nada.

(*) Provérbio popular desenvolvido por José de Sousa Dantas
a pedido de WALTER OLIVEIRA DOS SANTOS.
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