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Cordel-->DO JEITO QUE A MUSA QUER -- 20/04/2005 - 07:03 (Andarilho) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Número do Registro de Direito Autoral:131438347238715700

DO JEITO QUE A MUSA QUER
Silva Filho



Também quero a ventura
De amar como bichanos
Gozando, sem fazer planos
Arranhando com ternura;
Em completa travessura
Quando aquilo está na mão
Mas depois com reversão
Pra deixar a mão naquilo
Sem dar tempo ao cochilo
Que vem como trapalhão.

Cumpre bem o seu papel
Uma mão bem atrevida
Mas a boca quer comida
Quer o leite e quer o mel;
Num banquete sob o céu
Em tapete de esteiras
Sem saber de cabeceiras
Quem souber não interfira
Numa rede de embira
Vou comendo pelas beiras.

Mas logo vem um estágio
Sem um espaço pra mão
Sendo a vez do vergalhão
Que perpassa sem pedágio;
Sem receio, sem presságio
Bem aos trancos e barrancos
Pela frente, pelos flancos
Lambendo a beira do cais
Quando gosta pede mais
Saciando seus arrancos.

Do jeito que a musa quer
A minha verve balança
E o seu corpo não se cansa
Quando brinca de mulher;
Pra cumprir o seu mister
Ela canta uma toada
Bem devassa ou prendada
Soprando no meu ouvido
Dum jeito que até cupido
Quer entrar na galopada.

Quando ela quer amor
Vem falar com seu arqueiro
Pedindo um tiro certeiro
Com sua flecha indolor;
Que lhe acerte com vigor
Que lhe fure no umbigo
Ou talvez noutro postigo
Pouco abaixo do primeiro
Mas que seja por inteiro
O seu gostoso castigo.

aasf


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