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Contos-->Teresa, a Ninfo do Sexo Virtual -- 29/05/2003 - 12:03 (Antonio Perdizes) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




TERESA, A NINFO DO SEXO VIRTUAL


Estava apreensiva, despachara os filhos para a escola após o café matinal e ficara ali, sentada à mesa do café, pensando em como havia deixado isso acontecer. O motivo de suas preocupações tinha nome, lugar e hora: Hans Truddel, Aeroporto dos Guararapes, 10:30 horas.
Nunca acontecera antes, sempre houvera uma regra; a de não revelar a identidade. Com Hans que morava distante, na Alemanha, fora pouco a pouco, na troca de e-mails, se envolvendo e, quando ele disse que viria ao Brasil nas férias, ela não pode deixar de dizer que o receberia. Agora estava chegando a hora.
Tudo começou após o divórcio, quando ela partiu para a guerra. Seu corpo bem torneado conservava ainda a áurea de mulher jovem e gostosa. O namorado, dez anos mais jovem, que arrumara, despertou nela a explosão da sua sexualidade. O envolvimento, ainda, com um outro namorado casado, foi uma experiência maravilhosa para ela em termos de cama. E, quando teve que acabar com o namoro se sentiu só. Então, uma crescente onda de desejos sexuais, intensos e imperiosos, que nunca sentira antes, tomara conta de seu corpo e mente, e ela procurou um meio de saciá-los.
Vinha de uma família religiosa, de rígidos tabus e padrões morais. Sua infância e adolescência aconteceram sob forte repressão sexual. Seus pais controlavam todos os aspectos de sua vida, era uma vigilância pesada. Casou virgem aos 19 anos com o seu primeiro namorado, filho de um amigo de seu pai, numa enorme festa de casamento.
Após 20 anos de convívio, dividindo uma cama fria e sem graça, com sexo regulamentado com hora e dia, em que a maior variação, após o papai-mamãe, era uma deitadinha de lado, isto porque, ele estava barrigudo e pesado para ficar por cima, o divórcio foi o caminho natural.

Colocara um anúncio no site de encontros “Par Perfeito” com a esperança de arrumar um namorado, um homem romântico e livre, mas só colecionou decepções. Todos só queriam levá-la para a cama já, no primeiro encontro. Todos a faziam acreditar que buscavam um relacionamento sério. Um deles se passando por divorciado chegou a dizer as lindas palavras mágicas.
- Não importa se você é gorda, baixa, branca, preta.... me importa apenas a pessoa que existe dentro de você.
Ele quase a estuprara na garagem do motel, onde a tinha levado a força no primeiro encontro.
Sentiu-se ludibriada e enganada por todos, nem um dizia que só queria sexo. Todos prometiam encontros românticos com um tempo para se conhecerem melhor, mas no encontro era só sexo o que desejavam.
Descobrira na UOL um jeito novo de realizar suas fantasias, sem se expor, sem que um homem grosseiro usasse seu corpo de forma violenta, e sem lhe dar o prazer que ela queria sentir e saciar. Colocou um anuncio com o apelido de Ninfo Virtual.
Montara em seu quarto uma sala com webcam. Era lá que ocorriam seus encontros, ouvindo, vendo, mostrando.
As possibilidades eram ilimitadas, lidava com seus desejos e realizava as mais loucas e insuspeitas fantasias, sem precisar se expor ou quebrar a imagem de mulher ilibada, que passava para os que a conheciam. No segredo de seu quarto, penetrando no mundo virtual, dava permissão para a mulher quente, que descobrira dentro de si, se expressar, sem pudores e vergonhas, sem limites. O que seria muito difícil num encontro real.
Nos últimos meses tinha encontrado amantes maravilhosos, de diferentes partes do mundo: portugueses, argentinos, italianos e Hans este alemão que agora viria para o Brasil, todos homens quentes, criativos e, capazes de dar todo o prazer possível numa sala de cyber-sexo.
No início eram os dois amantes despidos, sussurrando loucas sacanagens com a voz sensual, que ela sabia muito bem fazer. Masturbando-se um para o outro, gemendo e gritando quando atingiam o clímax. Gostava de ver o jato de esperma do seu amante saindo e inundando a lente da câmara.

Sua fama correu o mundo, seu nome voava de e-mail para e-mail e sua caixa postal vivia lotada de mensagens e propostas. Isso aconteceu depois que ela comprara uma webcam mais anatômica e adaptou uma luz de fibra ótica, para a iluminação. O ritual de enfiar a câmara pesquisando os lábios, clitóris e o interior da vagina, gemendo e indo até onde a câmara podia penetrar, tirou o sossego de muita gente. E, quando ficava de quatro, com a bunda empinada, passando lentamente vaselina, abrindo o rego o mais que podia e, então, enfiava devagar a câmara no interior do ânus, entrando e saindo. Urrava como uma louca e seu amante virtual ficava acabado de tanto gozar.
Com a procura havia dispensado os nacionais, agora só transava com amantes de outros países. Para o sexo não precisava entender outras línguas, e com seu pequeno conhecimento de inglês e francês conseguia, muito bem, se comunicar com todos.
Hans despertara sua atenção, desde o início, para uma coisa que agora lhe causava arrepios. Ele se autoflagelava durante a masturbação, dando chicotadas com uma cinta de couro nas costas, que deixavam marcas que ele gostava de exibir. Isto fazia com que ela sentisse uma contração gostosa na vagina, um frio e uma falta de respiração, que a faziam gozar diferente, mais gostoso e deixando-a um pouco esgotada, mas plenamente satisfeita.
Agora percebera que na realidade aceitara se encontrar com Hans por uma expectativa de algo diferente e não convencional, que agora lhe dava medo, e um certo terror difícil de explicar. Percebera, também, que havia esgotado as possibilidades de algo diferente com o sexo virtual. Já havia inventado todas as formas, e os amantes se repetiam na maneira e jeito. Possuía uma coleção de vibradores, e toda a parafernália disponível de um sex-shop. Começava a ficar entediada, com a insistência de alguns na pratica de velhas fórmulas.

Ainda guardava a esperança de encontrar um amor verdadeiro, que, além de romântico, seria um bom amante. Não era um problema de penetração, pois sabia, que para gozar um vibrador é muito mais eficiente do que o melhor pau do mundo. Fazia falta o peso do corpo de um homem sobre o seu, o cheiro de um homem na hora do sexo, se bem que, ela havia encontrado, por indicação de um amigo virtual, um perfume que imitava um pouco isso. Não era igual, pois cada homem tem um cheiro diferente. O sexo oral também era melhor com um homem. Nunca havia encontrado alguma coisa eficiente para fazer este trabalhinho, bom e estimulante.

Hans desembarcava em Recife com a maior das expectativas, havia feito até um curso de português, uma língua chata e difícil. Seria umas férias de arromba. Na pequena cidade onde morava, no interior da Alemanha Oriental, tudo era controlado e regulamentado. As mulheres eram exigentes, e todas as pessoas se conheciam, não tinha chance com elas.
Recife era diferente, o calor, praia e os costumes locais deixavam as mulheres a vontade. Poderia pegar quantas quisesse, todas estavam disponíveis para uma boa transa. Tudo fácil bastava convidar. As brasileiras são todas uma putas que gostam de uma sacanagem, e a colheita seria farta. Apesar dos avisos que recebera de que era contra a lei local, ouvira falar que era possível, por uns trocados, conseguir uma menina de 14 anos ou menos, virgenzinha, pronta para deflorar e armar a maior das festas.
Lembrou-se da cena de penetração com a câmara, patrocinada por Teresa, e que fora indicada para todos os motoristas de caminhão da empresa onde trabalhava. Descrita como a 8ª maravilha do mundo, uma super produção. Quando anunciou que iria para o Brasil, todos ficaram pasmos e com aquela cara de invejosos.
Foi através da sua amiga que alugara um pequeno apartamento mobiliado, melhor do que num hotel, aonde poderiam fazer restrições para a entrada de mulheres. Ela iria buscá-lo no aeroporto, seria apenas a primeira, logo de saída, o primeiro prato, porque em um mês ele desejava comer umas trezentas mulheres, tirar o pau da miséria.

A primeira bofetada não fez só com que ela ficasse meio zonza, mas também, com que ela ficasse com raiva de si mesma, da sua estupidez em aceitar ser a anfitriã, de ter quebrado a regra de não se envolver pessoalmente com seus amigos virtuais.
Tentou acalmá-lo, fingindo fazer o jogo dele, mas a segunda bofetada, bem mais forte, fez com que ela rodopiasse e caísse sobre a mesa, derrubando uma garrafa e uns copos que se espatifaram no chão. Enquanto tentava recuperar as forças e ficar consciente, sentiu o gosto de sangue de um corte nos lábios e as mãos dele arrancando sua saia. Depois a fez girar e deitar de bruços no chão. Sentiu o membro duro penetrando no lugar onde só a sua webcam havia penetrado, pois antes, não havia cedido nem para seus namorados este prazer.
Enquanto um ódio infinito se apoderava dela, sentia os braços dele enlaçando sua barriga e puxando-a com força de encontro ao corpo dele. Suas mãos encontraram no chão um pedaço do copo despedaçado, esperou pacientemente ele gozar. Quando ele se levantou sorrindo, com aquele ar de vitorioso, ela se virou e, num golpe rápido, agarrou o pau com uma mão enquanto a outra encostou o caco de vidro, cravando de leve para ele sentir quem era a dona do poder. O primeiro impulso dele foi de se afastar, mas quando fez este movimento, sentiu o vidro penetrando forte e teve consciência da situação. Ela estava disposta a decepá-lo e gritava.
- Não se mexa, vou cortar.
A aflição marcou o seu rosto e ele teve medo. Implorava para que ela soltasse. Tentava abaixar as mãos para agarrar os braços dela, porém, sentia a pressão maior do vidro, e a ameaça dela.
-Vou cortar.
Pensou, repentinamente e muito tenso, que isso fizesse parte do jogo, e que ela agora estava querendo participar. Não era apenas dele o direito de bater e humilhar. Com esta mulher o jogo era para ser partilhado a dois, coisa que ele nunca havia feito. Sempre era ele quem batia e comia. Seu prazer era ver a mulher submissa e derrotada, enquanto ele, poderoso e dominador, mostrava a sua força e virilidade. Pensou em aceitar este jogo e levantou os braços. Ela, então, mandou que ele deitasse de costas, sempre com o vidro fazendo pressão.

Teresa girou seu corpo sobre o dele, ficando com os braços dele por baixo de suas pernas, quase sentada sobre o rosto dele. Ele viu a xoxota dela passando por sobre o seu rosto, parando sobre a sua boca e se aproximando. Quando abriu a boca, pensando ser um ato de felação, ela mijou. A surpresa fez com que ele sorvesse um gole daquele jato forte, sentindo sobre seu rosto o resto do líquido quente.
Ela ordenou, ainda, que ele abrisse as pernas, e, sem afastar o caco de vidro, agarrou a garrafa caída no chão e tentou enfiar o gargalo no ânus. Ele fechou as pernas, ela gritou para que ele abrisse, aumentando a pressão do caco de vidro. Fez mais um corte que começou sangrar forte, ele cedeu, só lhe restava relaxar. O gargalo da garrafa penetrou no seu corpo, chorou pedindo clemência.
Passou então, pela sua cabeça, a vez em que havia saído com um conhecido gay da cidade vizinha, só para sodomizá-lo. Quando estavam agarrados, o pau do gay endurecera. Depois, só para experimentar, trocara de posição com ele.
Percebeu que gostara, fora a única vez. Isso fez com que, agora, ele aceitasse e relaxasse com aquela garrafa, apesar de ser muito humilhante. Hans chorava soluçando, sentindo a garrafa enfiada, preocupadíssimo com o corte causado pelo caco de vidro, e com a possibilidade de ficar sem seu pau.
Teresa deu um salto e ficou de pé, olhou para ele deitado no chão chorando, com a garrafa enfiada e uma grande mancha de sangue, que melava o saco, pernas e garrafa, e que faria com que ele retornasse para a Alemanha, demorando um bocado de tempo para poder usá-lo. Nunca mais tiraria férias longe de casa, principalmente no Brasil.
Sentiu-se poderosa, vingada, uma super mulher com mais experiência. Já estava pensando no seu próximo anúncio:
- TERESA A DEUSA DO SADO-MASOQUISMO.

Antonio Perdizes

Leia “Crista de Galo”.


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