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Cordel-->NO MATO SEM CACHORRO -- 08/11/2004 - 11:22 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
NO MATO SEM CACHORRO

Tou no mato sem cachorro, sem comida e sem colchão
José de Sousa Dantas, em 08/10/2004

Quem se encontra nesse estado,
imagina uma saída,
para escapar na vida,
sem ficar desanimado;
mas estou preocupado,
na triste situação
de difícil solução,
por isso, peço socorro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Meu DEUS, não imaginava,
cair nesse sofrimento,
sem casa, sem alimento,
que a cada dia se agrava,
a situação é brava,
estou numa depressão,
com fraqueza, inanição,
se continuar, eu morro !
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Já avistei muita gente
passar por essa agonia,
mas nunca esperava um dia
eu mesmo ser penitente
numa pobreza inclemente,
sem ter água, sem ter pão,
esse quadro de aflição
neste poema, eu discorro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Perdi emprego do prédio,
fiquei logo sem guarida,
sem dinheiro pra comida,
nem pra roupa e pra remédio,
sofrendo de tanto tédio,
fui pra outra região,
procurar ocupação
e ainda hoje eu percorro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Eu não moro na cidade,
vivo no meio rural,
ambiente natural,
na minha propriedade,
mas uma calamidade,
destruiu a plantação
perdi toda a produção
e não sei a quem recorro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Eu fui fazer caminhada,
num lugar desconhecido,
caminhei, fiquei perdido,
sem saber mais a estrada,
passei por uma lombada,
um riacho, um boqueirão,
estou numa cerração,
subo morro e desço morro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Trabalhava na fazenda
nos serviços de vaqueiro,
sem passar por desespero,
contente na minha tenda,
recebendo boa renda,
mas um ato do patrão
me levou à demissão
além de me dar esporro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Eu sou humilde, sem terra,
sem teto, sem voz, sem nada,
estou numa encruzilhada,
sofrendo no pé de serra,
a seca cruel não encerra,
tou passando precisão,
eu só tenho um matulão,
um cinto velho e um gorro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Do jeito que estou agora,
pisando em cima espinho
sofrendo no meu caminho,
sem ter nenhuma melhora,
levo fora toda hora,
é grande a decepção,
com tanta perturbação,
se me enlouquecer, eu corro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Busquei o melhor caminho,
pra seguir minha viagem,
trabalhando com coragem,
com cuidado e com alinho,
mas depois me vi sozinho,
no meio da multidão,
fui procurar um irmão,
me disse, não lhe acorro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

Sempre gostei de bebida,
cerveja, ron e cachaça,
não há ninguém que me faça
deixar de beber na vida,
já briguei com a querida,
que jurou separação,
pra viver na solidão
vou tentar se não concorro.
Tou no mato sem cachorro,
sem comida e sem colchão.

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