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Artigos-->Professor francês morre por causa de aula sobre a liberdade -- 09/11/2020 - 15:47 (gisele leite) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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No dia 16 de outubro, na sexta-feira, novo episódio de crime de ódio foi perpetrado resultando na decapitação de um professor após ministrar aula sobre liberdade de expressão[1]. O mestre abordava sobre os valores da liberdade e, mostrou caricatura de Maomé, que é o profeta do islamismo.

 

Ressalte-se que fazer caricaturas de Maomé é tipificado como grave pecado para tal religião. O principal suspeito do crime é jovem com apenas dezoito anos de idade de origem chechena. O algoz gritou "Alah é grande" antes de ser morto pela polícia francesa.

 

E, ainda não se sabe, se este matou o professor por causa da caricatura de Maomé, mas essa é a atual e principal linha de investigação da polícia francesa. A exibição das caricaturas durante a aula para alunos de 13 anos, na semana passada, havia causado indignação de alguns pais.

 

Um deles chegou a tentar prestar queixa contra o professor e postou um vídeo no YouTube para denunciar a postura em classe. As imagens podem ter estimulado o agressor, que foi morto pela polícia logo depois de cometer o assassinato.

 

Ainda de acordo com a polícia, o jovem estava com uma faca a alguns metros do local da decapitação. Como ele se negou a entregar a faca, os policiais tiveram que imobilizá-lo. O assassinato aconteceu nos arredores da escola, que fica em Conflans Saint-Heroine, nos arredores de Paris.

 

Esse crime novamente afeta os sentimentos do povo francês, pois há pouco tempo atrás, com a execução dos jornalistas do Charlie Hebdo que causou comoção no país, onde também se publicou caricaturas de Maomé[2].

 

O presidente francês, Emmanuel Macron, já marcou uma reunião de emergência. Já o ministro do interior da França, Girals Darmanin, está em uma viagem internacional para Marrocos. Mas ele já anunciou que está voltando com urgência para o país.

 

O ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, que estava no Marrocos, decidiu voltar a Paris imediatamente e determinou a criação de uma unidade de crise.  O presidente francês, Emmanuel Macron, foi no local do ataque, de acordo com a Presidência. O ministro francês da Educação afirmou categórico: "É a República que está sob ataque."

 

O assassinato ocorre três semanas após um ataque a faca na capital francesa perto da antiga sede da revista Charlie Hebdo, que publicou essas charges.

 

Infelizmente, mais um professor paga com a vida, o direito de livre exercício profissional. Seja por expor ideias contrárias as dominantes, ou simplesmente, por se arriscar em ir em escolas, universidades e instituições localizadas em verdadeiras faixas de Gaza, onde a possibilidade de ser alvejado é iminente em face a contínua e aterrorizante onda e violência e insegurança pública nas comunidades urbanas brasileiras.

 

Um questionamento permanece irrespondido, como alguém que prestigia tanto deus e ao divino, entende que tem o direito de ceifar a vida de alguém?

 

[1] Liberdade de Expressão é o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões sem medo de represálias. Igualmente, autoriza que as informações sejam recebidas por diversos meios, de forma independente e sem censura. Ou seja, ela significa o direito de exteriorizar a opinião pessoal ou de um grupo, sempre com respeito e respaldada pela veracidade de informações. Esse direito é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

[2] Maomé, cujo nome completo era Abu al-Qasim Muhammad ibn 'Abd Allah ibn 'Abd al-Muttalib ibn Hashim, foi fundador da religião e civilização islâmica. Nascido em 571 d.C., na cidade de Meca, localizada na Península Arábica, Maomé pertencia à tribo dos coraixitas, especificamente ao clã dos hachemitas, também conhecido pelo nome Banu Hashim, como explica o orientalista David Samuel Margoliouth, em sua obra Maomé e a ascensão do Islã:

Maomé era o filho de pais nascidos em Meca. Consta que seus nomes eram Abdallah (Servo de Alá) e Aminah (A Segura, ou A Protegida). A mãe pertencia aos Banu Zuhrah, e o pai era filho de Abd al-Muttalib, do clã chamado Banu Hashim. É certo que o pai do futuro Profeta morreu antes de o filho nascer, segundo dizem, quando visitava Yathrib, mais tarde conhecida como Medina. A mãe não sobreviveu por muito tempo ao marido, e seu túmulo, como afirmam alguns, encontra-se em Abwa, um lugar a meio caminho entre Meca e Medina, onde, cerca de cinquenta anos depois, seus ossos corriam o risco de ser exumados.

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