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Artigos-->CORREIOS, PRIVATIZA BOLSONARO -- 01/09/2020 - 04:51 (HENRIQUE CESAR PINHEIRO) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

 

 

                Esta semana vi na internet uma placa dos grevistas dos Correios com a seguinte inscrição: “Fora Bolsonaro, sabe por que sua correspondência está sendo entregue com atraso? Porque não há concurso para os Correios desde 2011.”

                Os sindicalistas, em quase sua totalidade, no Brasil sempre buscam enganar os sindicalizados e jogar a população contra governos, principalmente, quando se trata de um governante conservador, como Bolsonaro. Para isso apelam para mentiras, mesmo quando a mentira não pode ser sustentada, e ela mesmo desmente sua afirmação, como fica evidente nas próprias palavras estampadas no cartaz mencionado.

           

            De 2011 a 2018 quem estava no poder eram os petistas, Bolsonaro assumiu em 2019. Alguns dirão: a Dilma saiu em 2016, mas o poder era petista, porque Temer era o vice da chapa do PT e vice não tem voto, assume quando o titular sai. Portanto, quem o pôs lá foi o PT; ele não se elegeu, e a responsabilidade é de quem o alçou à condição de vice-presidente, chegando à presidência por irresponsabilidade do titular. Desta forma, quem não fez concurso foram Lula e Dilma e não Bolsonaro, a este não cabe qualquer cobrança ou responsabilidade.

                        Mas independente de concurso ou não. A frase e até mesmo a atividade desenvolvida pelos Correios merecem comentários:

  1. Para se entregar um pedaço de papel Brasil afora não é necessária a existência de uma empresa estatal, qualquer pessoa que se interessasse em prestar tal serviço, poderia fazê-lo, basta ter condições, os meios para transportar a correspondência e pessoal. O custo para o País seria bem menor;
  2. Imagine a estrutura que tem os Correios para fazer isso, com centros de triagem, agência de Correios para receber correspondências, venda de selo, pessoal administrativo, uma estrutura enorme, sem contar que ainda dá prejuízo. Em 2016 e 2017 foram 4 bilhões de prejuízo. Quem assume? O contribuinte;
  3. Concurso para carteiro? Acho que é desperdício, sem demérito aos carteiros, mas para entregar um pedaço de papel ou outro objeto qualquer não há a necessidade de concurso em nenhum lugar do mundo. Aqui mesmo as empresas de transporte, que entregam cargas muito mais valiosas do que uma carta, contratam entregadores e motoristas que saibam ler e escrever e o serviço é executado;
  4. Saber ler e escrever seria o único requisito, no meu entendimento, para a profissão de carteiro, no máximo, um bom preparo físico, para andar e correr de cachorros, no mais saber entrar em lugares perigosos. Agora se monta uma estrutura fabulosa para entregar carta e nós bancamos o emprego dos outros.

A entrega de uma carta pelos Correios tem um custo absurdo para o cliente, conforme a tabela abaixo:

Gramas

Básico

Registro

 

 

 

Reg.+AR

Reg.+ MP

Reg.+AR+MP

 

 

 

Até

 

20

     2,05

     8,40

   14,75

   15,90

   22,25

Mais de

20

até   50

     2,85

     9,20

   15,55

   16,70

   23,05

Mais de

50

até 100

     3,95

   10,30

   16,65

   17,80

   24,15

Mais de

100

até 150

     4,80

   11,15

   17,50

   18,65

   25,00

Mais de

150

até 200

     5,65

   12,00

   18,35

   19,50

   25,85

Mais de

200

até 250

     6,55

   12,90

   19,25

   20,40

   26,75

Mais de

250

até 300

     7,50

   13,85

   20,20

   21,35

   27,70

Mais de

300

até 350

     8,35

   14,70

   21,05

   22,20

   28,55

Mais de

350

até 400

     9,25

   15,60

   21,95

   23,10

   29,45

Mais de

400

até 450

   10,10

   16,45

   22,80

   23,95

   30,30

Mais de

450

até 500

   11,00

   17,35

   23,70

   24,85

   31,20

                Agora, imagine o seguinte, somente a título exemplificativo, um litro de gasolina custa em média R$4,20, e para se ter gasolina nos postos é necessário o transporte do produto para e de diversas parte do Brasil, sem contar que determinado percentual do petróleo para fabricação da gasolina é importado de longínquo lugares do mundo; fora a tecnologia necessária para extração do petróleo bruto e sua transformação em gasolina. O peso de um litro de gasolina é em torno de 800 gramas, e por ela, como dito acima se paga R$4,20, enquanto o transporte de uma correspondência de 20 gramas pode custar até R$22,25.            O raciocínio é bem simplório, e tem por finalidade mostrar que nós reclamamos daqui que nos afeta diretamente; como hoje em dia não se usa quase remeter correspondência pelos Correios, não temos ciência do problema que essa estatal traz para a população mais carente, em benefício de meia dúzia de empregados, que querem manter benefícios, serem abraçados pelo Estado brasileiro numa forma de se manter para sempre num emprego, sem mais preocupações e a empresa servir de cabide de empregos para apadrinhados de políticos inescrupulosos, que usam a estatal como forma de trocar favores com governantes em apoios no Congresso ou nas assembleias legislativas, como tem ocorrido ao longo dos anos.

            Portanto, estou plenamente de acordo com Bolsonaro e Paulo Guedes no trabalho que eles vêm desenvolvendo para privatizar os Correios. O Brasil tem que se livrar, o mais rápido possível, de muitas estatais, para aliviar os cofres públicos e combater a corrupção, o desperdício. Em fotos recentes, foram mostradas na internet milhares de veículos de transporte como bicicletas, motos, van, pertencentes aos Correios, tudo sucateado.

            Mas nós brasileiros, uns por bandidagem – políticos que se locupletam com as estatais - , outros por ideologia – os imbecis de esquerda que têm nível escolar alto, mas raciocínio de anta, e querem nos transforma numa Venezuela,  e outros por ignorância – o povo que não entende nada de economia -, vivemos querendo manter estatal sob a alegação de manter o nacionalismo da empresa. Outra falácia!

            Sobre as estatais, como Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa, o governo tem somente o controle acionário. O quê é isso? As estatais são classificadas em dois tipos de empresas: as empresas públicas, quando o governo detém 100% do capital, criadas com a pseuda condição de administrar recursos estratégicos, como se somente pessoas do governo fossem honestas; e as  empresas de economia mista, quando o governo tem o controle acionário, mas a empresa também tem acionistas privados, e as ações da empresa são negociadas em bolsa. (BB, Petrobrás)

            Desta forma, as empresas de economia mista não são nacionais, no máximo tem-se o controle acionário. O que significa isso?  Nas empresas com ações negociadas em bolsa, existem dois tipos de ações: ordinárias e preferenciais. As ordinárias têm direito a voto e compete aos portadores das ações ordinárias da empresa sua administração; as preferenciais têm direito à preferência na distribuição de dividendos, ou seja, na hora de se pagar dividendos quem tem ação preferencial recebe primeiro, sem no entanto, ter direito a voto nas decisões administrativas da empresa

O governo pode ter somente vinte e cinco por cento do capital da empresa, mais uma ação. Explicando melhor, valor supor que a empresa tenha 100 ações, 50% ordinárias e 50% preferenciais. Para ter o controle acionário, ou seja, ter direito de administrar a empresa,  o governo precisaria somente de 25% das ações ordinárias, mais uma ação e teria maioria administrativa. Porém, o restante do capital, perto de 75%, poderia estar nas mãos estrangeiros, visto que as ações são negociadas em bolsa e qualquer investidor pode comprar.

            Por outro lado, empresas de grande porte, como no caso da Petrobrás, necessitam de aportes financeiros vultosos, para desenvolver novos produtos, novas tecnologia de exploração e o dinheiro necessário para altos investimentos é captado no mercado, tanto interno como externo. Se captado no mercado externo, os juros e o principal pagos saem do nosso país para outros países, indo nosso dinheiro de qualquer forma para o exterior, assim como os dividendos pagos a investidores estrangeiros. Capital não tem pátria.

            Dito isso, voltemos aos Correios. Em 2016 e 2017, a empresa amargou um prejuízo de 4 bilhões de reais, como já falamos,  valor que o governo assume, e o dinheiro sai do bolso do contribuinte; afora 6 bilhões de déficit do Postalis, fundo de pensão dos empregados dos Correios, mais uma bomba para o governo e consequentemente para o povo.

            A história de manter o controle administrativo sobre ponto estratégico e manter preço mais baixo para o consumidor é outra balela. Vamos aqui citar somente o exemplo da telefonia no País. Há alguns anos, existia apenas a Embratel prestando serviço de telefonia ao consumidor, serviço caro e de péssima qualidade. Hoje, embora o número de empresa operando na telefonia aqui ainda seja bem pequeno, as tarifas são bem mais baratas e quase toda população tem celular. No passado, o povo tinha que se conformar com telefones públicos quebrados e para pagar tarifas mais brandas em ligações interurbanas ligava sempre depois das dez horas da noite. A privatização foi uma dádiva.

            Desta maneira, para que possamos ter tarifas bem mais baixas e serviços de melhor qualidade, além de não se ter que assumir o custo da irresponsabilidade e a corrupção de alguns dirigentes no futuro, temos que dar força a Bolsonaro para que ele privatize imediatamente os Correios e o dinheiro que se gasta com remessa de pedaços de papel seja empregado em outras áreas mais necessitadas.

            O mercado gira, e quem não for para os Correios, vai para as empresas que se decidirem a prestar tal serviço. No passado tínhamos datilógrafos, ascensoristas, telefonistas, tudo foi substituído e o mercado se adaptou. O progresso chega, e nós devemos buscar qualificação para não sermos engolidos por ele, e não nos apegar ao passado para manter emprego, se assim fosse, ainda estaríamos acendendo fogueiras, cavando a terra com enxada, caçando, para suprir nossas necessidades básicas.

 

 

                                                           HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO

                                                                       AGOSTO DE 2020

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