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Crônicas-->A vida, a vila e a brincadeira -- 31/12/2002 - 01:18 (Georgina Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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. Ontem fui informada quanto ao repentino falecimento de Dona Emília. Creio que você não deve ter lido a minha crônica "A vida, a vila e a brincadeira..." e conhecido melhor a afável criatura que ontem nos deixou. A última vez em que a visitei foi após uma obra que ela havia feito em sua casa. Havia ficado hospedada na casa da filha e dispus-me a cuidar do seu cachorro Bandit até o término do transtorno.

Bandit chegou assustado...Apesar de bem tratado pela dona, ela o havia habituado como a maioria das pessoas antigas o fazem, ou seja, apenas no quintal. Após dar-lhe um bom banho, passei a brincar muito com ele, a ponto de ficar perdidamente afeiçoada pelo animal. Com tanta manifestação de carinho, é óbvio que o vira-latinha branco demonstrou toda a sua carência...Queria subir no meu colo o tempo todo (apesar de não ser tão pequeno...) e ganhou o privilégio de assistir televisão ao meu lado. Enfim, fizemos uma feliz parceria e por ocasião de seu retorno ao lar ficou triste e inapetente. Dias após fui visitá-lo e à Dona Emília...Fiquei feliz por revê-los e ela me contou um pouco de sua vida. Seu pai era fazendeiro no interior do Rio de Janeiro e ela formou-se em professora. Possuia cavalos e adorava galopar, vindo a ser uma amazona de destaque na região. Ao casar-se, veio para a capital, onde ganhou os seus filhos. Aos oitenta e dois anos, sentia saudades da infância feliz e procurava sentir-se mais próxima dela através das suas plantas e do seu cãozinho. E agora...não mais a Dona Emília da qual os filhos tanto gostavam, a comidinha eventual feita para o Bandit em alternativa à ração, o aplacar de sede das azaléas viçosas...A filha entristecida pergunta se eu não poderia ficar com o cão...Apesar do meu shar-pei, não posso negar-lhe isso. Ele me conquistou, juntamente com a sua maravilhosa dona e não me permito ignorar sentimentos genuinamente provocados. Amanhã abrirei a porta para o meu carinhoso amigo e faremos uma bela trajetória. Certamente sentirá saudades de sua doce amazona...Livre de mazelas e cansaços, provavelmente ela percorre agora uma extensa e fértil fazenda em seu lindo cavalo alado... Leia também: A vila, a vida e a brincadeira

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