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Contos-->O CORPO DELA DENTRO DO MEU -- 13/04/2003 - 19:36 (Antonio Perdizes) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O CORPO DELA DENTRO DO MEU


Acordei num daqueles dias. Um enorme estado de ansiedade e um vazio se apoderam do meu corpo. O desejo por ela se faz sentir em cada pensamento. É assim todo o dia, não agüento mais.
Estou tendo meu breve café matinal, faço tudo lentamente, quase como um robô. O cérebro está em outro lugar. É apenas o hábito que me faz agir. O pensamento está no desejo louco de tê-la ali, sentada do outro lado da mesa, olhando-me de forma profunda, insinuante e provocadora, enquanto se serve de uma xícara de café.
A que bela imagem a imaginação me conduz e continua mais longe. Levantei encarando aquele olhar, louco de desejo, retirei a xícara de suas mãos e a conduzi de volta para a cama, aonde nos saciaremos de amor. Meu membro dá um salto. Sei que este desejo e ansiedade passariam se tomasse uma providência imediata. Poderia me masturbar, ou melhor, ir para a agenda e telefonar para uma das minhas eventuais ex-namoradas, algumas que mantém a esperança de me conquistar, não recusariam de sair comigo e ir para um motel. Transaria com ela, usando o seu corpo, mas pensando na mulher da minha obsessão. Ficaria um pouco aliviado, apenas por um momento. Depois, aquele vazio e, de fato, não resolveria. Somente adiaria tudo um pouco mais.

Mesmo nos anos em que fiquei casado com Leninha isso fora diferente. No inicio do namoro, quando o sexo era mais selvagem, recordo, que estava transando no banco traseiro do carro do pai dela, dentro da garagem do prédio, e me flagrava pensando nela: ela já existia há muito tempo. Quando o casamento já estava bem morno só transava usando o corpo de Leninha, tomado pelo corpo dela. Talvez isso tenha sido a causa do fracasso de nosso casamento, e de todos os casos e namoradas que tive.
Sei que é uma obsessão, nunca vi essa mulher, mas ela não me deixa e sei que um dia vou encontrá-la. Ela existe e deve estar em algum lugar esperando por mim.

Resolvo sair, vou para o consultório. Preciso trabalhar para me distrair um pouco. Não adianta tomar nenhuma providência para abafar meu desejo. Sei que ele vai voltar como sempre voltou, e hoje, não sei bem o porquê, não quero que ele passe, desejo muito que ela fique comigo e não vá embora.
Chego cedo, passo pela minha secretária e nenhum paciente me aguarda, Solicito que me deixe só. Ligo o ar condicionado, sento em minha poltrona e recosto meu corpo. Jogo a cabeça para trás, peito estufado e fico respirando fundo, procurando esvaziar o cérebro, não pensar em nada.
Perdi a noção do tempo em que estou neste estado de meditação. Sinto alguém entrar pela porta e abro os olhos. Fico alguns segundos sem entender aquela imagem que está na minha frente, mas ela se forma em meu cérebro e consigo processá-la. Um sopro passa por mim, como se recebesse o passe de um médium num centro espírita. Um tremor e calor entram no meu corpo e me fazem despertar de vez. Vejo ela, parada no meio do consultório, olhando-me docemente. Levanto da poltrona e caminho até ela, sem desviar do seu olhar.
- Até que enfim você veio, suspiro. Como você está linda!
Aproximo-me e pego as mãos macias. Sinto um perfume suave que me arrebata.
- Eu sabia que você viria e estava te esperando, sussurro.
Não resisto ao impulso de tomá-la em meus braços. Deslizo minhas mãos pelos seus ombros e puxo-a suavemente. Ela não oferece nenhuma resistência, seu peito se recosta no meu, os cabelos roçam em meu rosto, e meu corpo é tomado por um tremor de felicidade.
- Posso te fazer um carinho? pergunto com a voz suave.
Ela assente com a cabeça. Acaricio o rosto e toco seus cabelos com a ponta dos dedos.
- Que bom! Você existe.
Ela sorri, como se me perguntasse. Você tinha alguma dúvida?
Ela se aconchega mais, e eu a abraço com força. Sinto o calor do corpo, dos seios encostados no meu peito, macios e firmes, e das coxas pressionando as minhas. Aperto, ainda com mais força, com um braço ao redor de sua cintura e a outra mão segurando sua cabeça encaixada em meu ombro. Agora, que a encontrei, não vou deixar que ela fuja. Ela ficará sempre comigo. Meu coração bate forte, dando pulos de felicidade.
Afasto a cabeça e colo meus lábios nos dela. Beijo forte, um beijo apaixonado, como que, sugando-a para dentro de mim. Então, percebo que o corpo dela está se fundindo com o meu. Ela está penetrando no meu corpo. As pernas, barriga e peito estão desaparecendo dentro do meu corpo e, a medida que isto vai acontecendo, meus braços vão se fechando. Suguei os lábios e todo o seu rosto, então, todo o corpo dela desaparece dentro do meu.
Aquilo aconteceu depressa e mal me dou conta e tempo para pensar. Não tive o controle da situação, aconteceu e não sei o que fazer. Então, subitamente me vejo de pé, sozinho, com meus braços abraçando o meu próprio peito, assusto-me.
- O que aconteceu? Ela desapareceu! Não é possível! Como? E agora? Pergunto para mim mesmo.
A minha amada, a mulher que mais desejo, amor de minha vida, entrou no meu corpo.
Fico cada vez mais perplexo, à medida que tento compreender o que acontecera. Sento desolado na minha poltrona.
Estou ainda sonhando. É obvio que isso não é possível. Mais uma vez ela foi embora e fugiu de mim.
Belisco meu braço e sinto a dor. Percebo, de repente, que o desejo, que antes tomava conta do meu corpo e da minha cabeça, desapareceu. Meu membro murchou, como após um orgasmo e, agora, estava aliviado.

Estou com uma vontade forte de ir ao banheiro para urinar. Passo em frente ao espelho e me flagro dando aquela paradinha típica de mulher, quando retoca a maquiagem e ajeita o cabelo. Levo um susto quando, involuntariamente, abaixo as calças para urinar e sento no vaso. Dou, então, um pulo desconcertado e coloco-me de pé.
- Atitude de mulher, não! Grito.
Sim, é psicológico, como tudo o que acontecera. Culpa da minha imaginação, do meu desejo não saciado. Sim, esta é a explicação, agora estou para, não só imaginar, mas ter delírios com aquela mulher. É lógico, não me transformei nela e ela não penetrou no meu corpo. Estou arrependido de não haver me masturbado pela manhã, se tivesse feito isso não estaria neste estado. Agora não posso fazer nada, estou sem nenhuma tesão.

O telefone toca, a secretária anuncia o primeiro cliente, resolvo trabalhar, só assim esquecerei esse incidente.
Não sei o que está acontecendo comigo, sinto dores no peito, meus mamilos estão inchados e intumescidos, uma dor estranha na barriga, quase como uma cólica, deve ser a comida do restaurante chinês de ontem à noite. É quase meio dia, a última cliente entra e fala sem parar, se queixa de dores em todo o corpo, o que faz as minhas, se acentuarem ainda mais. Corto esse papo e passo para ela o que todo o médico faz: um batalhão de exames para o plano de saúde pagar.
Cancelo os poucos compromissos da tarde. Não estou bem, existe algo muito estranho acontecendo comigo, continuo sentindo dores na barriga. Passo na farmácia antes de ir para o restaurante almoçar.
Estou sentado à mesa do restaurante, o remédio que tomei não fez efeito e a dor se torna forte. Vem em ciclos, chega forte e depois vai embora. De repente, sinto minha calça molhada no meio das pernas, disfarço e vou ao banheiro. Abaixo a calça e vejo uma mancha de sangue na minha cueca, claro e com pedaços coagulados escuros.
Meu Deus! Logo um câncer no intestino grosso, não é possível! É uma ironia isso acontecer logo comigo, um médico, logo eu que me cuido tanto. Não faz nem seis meses que fiz um exame de próstata com toque retal e tudo mais.
Tiro a roupa para examinar melhor e me limpar. Apanho o rolo de papel higiênico, coloco uma perna sobre o vaso sanitário e passo o papel no meio das pernas, então, percebo que o sangue não sai pelo ânus, mas por um orifício novo que está situado logo abaixo do saco. Então toda a realidade, como num lampejo, vem a minha cabeça.
Estou menstruado. Meu corpo fora mesmo tomado pelo corpo dela. Aquilo que vinha sentindo durante o dia, a irritação, não era mais que a famosa TPM, e as dores de barriga, cólica menstrual. Não estou apenas possuído pelo seu corpo, ocorreram, também, modificações físicas. Ela penetrou no meu corpo, logo no dia da menstruação.
Devo voltar à farmácia, comprar um absorvente higiênico. Estremeci e imaginei, o que aconteceria se viesse a público? Seria visto como uma aberração da natureza, um hermafrodita com os dois órgãos sexuais para comprovar.
Isto é um pesadelo, vou para casa tomar um banho e pensar em uma solução para o problema. Estou muito nervoso e alterado. Tomarei dois Valium e, quando acordar, tudo isso, com certeza, vai passar.

Acordo zonzo pelo efeito dos calmantes, penso: aquilo foi um pesadelo. E esta mancha de sangue nos lençóis? Deveria ter comprado o absorvente, vou improvisar um com a toalha de rosto, enquanto penso no que fazer.
Posso consultar Eraldo, meu amigo médico, cirurgião e ginecologista. Pensando bem, não existe médico amigo de médico, isto se espalharia. Fico imaginando a repercussão do meu caso na imprensa:
“Médico hermafrodita faz cirurgia para mudar de sexo”
Seria o fim de minha carreira, um motivo de chacota para todos. Teria que mudar de cidade, ou melhor, de país. Ir para a França onde todo mundo é meio bicha e aceita com naturalidade um caso desses.
Estou desesperado, vou pensar em como resolver isto. O corpo dela não pode continuar dentro do meu.

- Carlos, que historia é essa? Você está ficando doido. O trabalho deixou você completamente estressado, pirado ou sei lá o quê. Tire umas férias, aproveite e comece a fazer psicanálise.
É claro, Leninha não ia acreditar. Ela conhece muito bem meu corpo, nós tivemos dois filhos e, no auge do bem bom, nos chupávamos e íamos a fundo na pesquisa e manipulação de nossos lugares mais íntimos. Ficou difícil imaginar a situação, um corpo de mulher dentro do meu. Não adianta, ex-mulher não resolve nada, só serve para cobrar a pensão alimentícia e cuidar dos filhos.


Aquele filho da puta, corno e bicha, sugeriu, com a cara dissimulada, que eu deveria assumir minha nova posição sexual, “sair do armário”, que eu tenho: “uma forte resistência a minha identificação sexual”, depois de apenas quatro sessões de análise.
Sempre com aquelas perguntinhas tolas, como se fosse uma pegadinha: Como foi sua infância? Quem eram seus amiguinhos? Como era sua mãe? E o seu pai? No seu nascimento, o parto foi difícil? Respondi com toda a paciência, mas é claro que não falei, nem por um milhão de reais, daquela vez em que eu e o Rodrigo, que eu nem sei mais onde anda, fizemos umas brincadeiras quando ficávamos sozinhos em casa. Lógico que isso não conta, eu só tinha oito anos, era só curiosidade.
Depois de todas as explicações sobre o acontecido, ele mantinha aquela cara incrédula me olhando de soslaio. Levantei, quis tirar as calças na sua frente para mostrar o quanto sou homem, e que aquele corpo de mulher havia, de fato, penetrado no meu. Balançar o saco e expor a anomalia, a vagina. Ele poderia, então, entender que eu sofrera com cólicas menstruais e toda aquele vazamento sanguinolento da menstruação. Ele não deixou, recuou assustado e me mandou parar. É claro que este filho da puta não estava acreditando e sairia com essa. Foi para isso que ele freqüentou a escola? Classificar todo homem de veado dentro do armário. Bicha é ele, com aquela cruzadinha de pernas e aquele jeito afetado de falar, levando a mão para o alto, com se fosse desmunhecar.
E Leninha? Ao invés de me ajudar com algo útil, sugeriu que consultasse esse analista burro, só para atrapalhar ainda mais, me fazendo perder tempo.

Difícil também fora a ida a um terreiro de umbanda. Não quero lembrar do que aconteceu. No meio daquela fumaça, daquele cheiro infernal, o Pai de Santo se aproximou para dar um passe, com um bafo de cachaça, e me chamou de Cristina. Então é este o nome dela. O sujeito só a enxergava, não me via. Foi a prova concreta de que o ocorrido é real.
Então aconteceu o pior: comecei a falar e minha voz saiu feminina. Não era eu quem estava falando, mas Cristina. Dominou de vez o meu corpo, rebolando ao som da música pelo terreiro, cantando-a com estranha voz. Acordei deitado no chão do terreiro, todos estavam olhando, tentei explicar mas não consegui. Fiz uma retirada estratégica e saí correndo.

- O menino quer um doce, um chocolate?
Um doce, um chocolate. Não sei porque essa frase sempre vem à cabeça, e lembro, então, do olhar angustiado e choroso de minha mãe, e o rosto apreensivo de meu pai. Não, isso não havia acontecido comigo. Eu lembraria, ou não? Mais tarde, perguntei à mamãe sobre homem do doce, ela ficou tão horrorizada que eu nunca mais falei de doce algum com ela.
Doce era minha mãe, sempre me protegia da tirania do meu pai. Vivia ao redor dela, sempre que meu pai viajava ou chegava tarde ia dormir na cama ao seu lado, dormia tranqüilo sabendo que ela estava ali. Quando meu pai estava em casa, não deixava.
Difícil fora entender o que aconteceu quando disseram que ela estava no hospital doente, e depois, que ela nunca mais voltaria. Não me despedi dela, nem nada, não compreendia como ela foi embora sem me levar, sem falar comigo e nunca mais voltar. Dois meses depois meu pai apareceu com aquela mulher, que morava bem perto dali, disse para chamá-la de mãe. Daquele dia em diante ela moraria com a gente, seria minha mãe.
Foi muita implicância, muita briga. Meu pai, então, mandou-me para a capital, morar com tia Zeza, foi minha sorte. Ainda não entendi, quando, na despedida, me olhou com aquela cara de desdém de sempre e disse:
- Não vai fazer com tia Zeza o que fazia com sua mãe, vê se vira um menino, um homem, um macho.
Por que? O que eu fazia de errado com minha mãe?
Eu por acaso não era um menino, um homem, um macho? Eu sou HOMEM, não só com H maiúsculo, com todo o resto também.


O táxi está rodando, atrapalhado pelo trânsito, na av Agamenon na direção do bairro de Boa Viagem. Estou sentado no banco traseiro, olhando tudo sem qualquer interesse, desanimado. A noite está iniciando. Cristina não me deixa e, também, não me deixa fazer mais nada, nem trabalhar, nem sair. Teima em estragar tudo o que eu faço, tirou toda a minha credibilidade. Preciso controlar cada gesto e palavra, estou arrasado. Ninguém compreende, não sou um veado, um desmunhecado. Não acreditam que um corpo de mulher penetrou no meu.
A mulher dos meus desejos e de todos os meus sonhos. Talvez ela seja a deturpação da minha forma narcisista. Deve ser isto, eu sempre me achei o máximo e, tal qual Narciso que se ama, olhando sua imagem refletida num espelho, a minha imagem no espelho tenha tomado a forma de uma mulher. Sim, claro, porque nunca me amaria dessa forma se a imagem refletida no espelho fosse a minha. Então, a imagem do espelho, passou a ser a dela, porque é ela que eu amo. Ela também me ama, tanto, que resolveu ficar dentro do meu corpo.

O táxi chega na Conselheiro Aguiar, avenida do bairro praieiro de Boa Viagem, com um misto de comércio sofisticado e prédios residenciais, mas durante a noite se transforma num grande puteiro, com bandos de prostitutas se oferecendo em cada esquina, tudo consentido pelas autoridades e moradores habituados a conviver com elas. Através da janela do carro, olho para um grupo delas, que me lançam um olhar convidativo. Então, tive uma idéia: para Cristina sair do meu corpo é necessário que ela deixe de gostar de mim, sinta ódio e repulsa, e uma mulher passa do amor para o ódio com extrema facilidade.
Mando o táxi parar junto a um grupo delas, são umas cinco e todas olham curiosas. Pela minha aparência relutam em acreditar que se trata de um cliente e não se aproximam. Minha camisa e calça branca me traem. Faço um sinal para elas e chamo uma, a que achei pior. É uma morena gordota, com uma saia curtíssima mostrando suas grossas pernas, de pele e cabelo sebosos. Olha-me espantada e logo se aproxima. Mostra sua cara na janela do táxi, possui um sorriso deformado pela falta de uns dentes que tenta esconder, um decote bem aberto mostrando os seios, grandes e flácidos, que se recostam no parapeito da janela.
- Quanto é o programa? Pergunto.
- É só para chupar ou é tudo?
- Tudo
Ela me olha admirada
- Cinqüenta. Tá bom?
- Dou Cem, mas entra logo no táxi, ordeno e abro a porta.
- Qual o seu nome?
- Dinalda
Ela senta ao meu lado e lança um olhar orgulhoso para suas colegas, que, admiradas, ficam olhando o táxi se afastar. O motorista só falta me trucidar com os olhos, deve estar pensando:
- Que doutor louco e tarado! Como é que pode! E eu pensando que era gay!
Mando ele seguir para o motel Sunshine, só sei ir para os melhores.


Antes de desembarcar o motorista me interpela.
-Espera aí, doutor.
Abre o porta-luva do carro e me dá um jogo de camisinhas.
- Com esta aí é melhor colocar duas de uma vez.
Eu agradeço e ignoro a provocação. Dinalda sobe a escada que conduz ao apartamento. Segue na minha frente, fazendo questão de mostrar a bunda enorme e calcinha preta entrando no rego, deixando as nádegas de fora. A saia curta não protege nada. Sinto uma forte pontada no peito com uma ânsia de vômito, mas não posso desistir.
Dinalda ainda me olha admirada, já havia transado e chupado muita gente, mas nunca um doutor. Ela quer tomar banho, mas digo que não é necessário. Aproximo-me e encaro seu olhar. Ela me olha assustada, deve estar pensando em qual seria minha tara. Seguro seu rosto com as mãos e começo a beijá-lo, vou até seus lábios, dando, primeiro um beijo leve, depois outro e mais outro, até se tornar um daqueles beijos apaixonados e cheios de desejos.
Meu peito incha, sinto um tremor em todo o corpo, parece que vou implodir.
Dinalda se entrega aos meus beijos, recosta o corpo no meu e corresponde com sofreguidão. Abraço, o corpo roliço, espremendo-o de encontro ao meu. Sinto no seu hálito um sabor e um odor indizíveis. Meu corpo está perto de explodir, e, então, consigo, meu pau está ficando duro.
Dinalda retira a saia e a blusa rapidamente. Joga-se para que eu possa continuar beijando-a. Aproveito e escorrego a mão pela sua barriga, até dentro da calcinha, enfio dois dedos em sua vagina, que está toda molhada. Penso em como ela está excitada. Retiro os dedos, vejo neles um liquido leitoso com aquele odor característico, que, como médico, devo saber do que se trata, mas relevo.
Ela me ajuda a retirar a camisa e as calças. Olha admirada para o meu peito, meus seios estão querendo saltar, todo o meu corpo está em órbita, parece que vou desmaiar. Procuro forças e continuo, lanço-me sobre ela, beijando e passando as mãos pelas suas coxas e bunda. Ela rebola se esfregando no meu pau. Jogo-a na cama e, quando vou deitar sobre ela, sinto uma dor lancinante que me deixa como que desacordado por alguns segundos.
Abro os olhos atordoado, olho para Dinalda, mas ela não está mais lá. No seu lugar está Cristina, deitada na cama, nua, com aquele corpo magnífico. Com o sorriso encantador, que amo tanto, me convida para deitar.
Antes de deitar ao seu lado dou um suspiro de felicidade. Faço amor durante toda à noite, de todas as formas e maneiras.
Que felicidade! Estou plenamente saciado, em estado de êxtase.

Que pena! Esqueci de colocar a camisinha.

Antonio Perdizes

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