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Artigos-->A cunicultura Bidiônica -- 04/04/2019 - 10:12 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A cunicultura Bidiônica 

Meu envolvimento com o agronegócio é quase uma paixão e no quesito criatório então, nem me fale! Talvez se não fosse eu, um sacerdote Bidiônico, seria um ruralista e teria minha bancada instalada no mais respeitável nível de instalações com cercas elétricas para garantir mais segurança e evitar fuga dos animais. Ao adquirir uma propriedade, acabei por descobrir mais um amor pelo agronegócio: a cunicultura. O antigo proprietário criava coelhos de diversas linhagens que iam da mais peba a mais pura. A maioria delas, aceitava bem a cenoura como prato principal na dieta diária, embora outras exigiam ração concentrada. Haviam ainda as que eram ruins de comer cenoura, apesar de toda a minha insistência e determinação para a aceitação do legume. Sempre soube que as espécies de coelho adoram cenouras e isso me intrigava. Recorri aos bancos de pesquisa no centro avançado da região Centro-Oeste do país, e lá conheci uma rica fazendeira que também fora lá buscar ajuda. Ela havia me dito que essa linhagem de coelhos que não aceitam cenouras, representa um risco maior de investimento, pois SÓ aceitam rações importadas. O argumento veio logo confirmado pelos pesquisadores da área. Resolvi então a dar prosseguimento à cunicultura com as que não provocasse aumento nos gastos. Descartei aquelas linhagens mais exigentes e investi nas que aceitavam exclusivamente cenoura e nas que aceitavam cenoura e ração nacional, pois o lucro seria bem mais vantajoso e isso, ajudaria na manutenção do Mosteiro Bidiônico. As carnes, eu forneceria tanto ao comércio interno quanto ao comércio internacional, principalmente para aquelas linhagens que tinham um ganho de massa muscular maior por conta de uma maior e melhor conversão alimentar. Mas, um certo pastor de ovelhas confusas e difusas, resolveu expandir seu agronegócio ao comércio internacional de carne de coelho, o que provocou em mim, uma certa preocupação financeira, pois representaria mais um concorrente no ramo. Determinado, consegui ultrapassá-lo graças à linhagem que eu criava e que me dava um retorno bem maior. Estou atualmente a pensar no futuro quem sabe, possa  investir no ramo da cana de açúcar e assim poderei implantar uma indústria sucroquímica no Mosteiro Bidiônico, para pagamento das dívidas com os banqueiros. Bom... isso é um projeto ainda a se pensar.

Vai a paz linhagem avessa à cenoura!

Pedro Bidião de Pilar

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