Usina de Letras
Usina de Letras
                    
Usina de Letras
48 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 57091 )
Cartas ( 21170)
Contos (12604)
Cordel (10090)
Crônicas (22210)
Discursos (3136)
Ensaios - (9013)
Erótico (13401)
Frases (43733)
Humor (18475)
Infantil (3786)
Infanto Juvenil (2710)
Letras de Música (5470)
Peça de Teatro (1317)
Poesias (138298)
Redação (2926)
Roteiro de Filme ou Novela (1055)
Teses / Monologos (2401)
Textos Jurídicos (1925)
Textos Religiosos/Sermões (4885)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Artigos-->Depois do Carnaval -- 10/03/2019 - 14:57 (Lita Moniz) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

                                  Depois do Carnaval

“Depois do carnaval eu vou tomar juízoHá muito que eu preciso me regenerarLargar mão da viola, procurar batentePreciso urgentemente me estabilizar

                                                                                                        Avizinhança já está falando horrores                                                                                                       Você não me defende, ainda vem contra mim                                                                                                       Dizer que não trabalho e vivo de favores                                                                                                      Há tanto exagero, não é bem assim”

                                         Jair Rodrigues

Carnavalé um intervalo curto entre o dever e o prazer, um tempo para dar um  tempo a tanta coisa por fazer.

          A saúde que se cuide sozinha e aindapara agravar  há os exageros da bebida eda cozinha.

Acriançada a pular aprende a rir, a cantar, a dançar.

Osidosos esquecem as dores, abrem a  janelada lembrança, sem dançar entram na dança.

      Muita gente sai para a rua quase nua;outros compram um abadá e saem para  desfilar nos blocos de carnaval como se fossemSheiks reverenciando Alá.

  Nas escolas do Rio, de fio a pavio,  não há falta de dinheiro, estonteantes, brilhammais que diamantes.

        Está tudo ali: a  pobreza, a riqueza, a corrupção a minar osrecursos da nação, os fantasmas da falta de tudo a jogar lama na alegria dopovo.

    No fundo,  cada escola propõe um mundo novo, mas isso sódepois do carnaval.

Ali não!Ali é para jogar as mágoas fora, mandar a tristeza embora.

       O governo ainda não aprendeu a lição, aproveitaa hora para encaminhar projetos ao Legislativo, na surdina, aqueles maiscabeludos que só o carnaval consegue disfarçar.

  Afinal quem vai  ver!...Anda todo o mundo na folia a pular ocarnaval...

     Sónão aprovam porque nos bolsos dos  Vereadores, Deputados e Senadores não faltadinheiro para aproveitar o melhor do carnaval. -  Depois a gente pensa nisso e tenta resolver.

      E mais uma vez a culpa é do português quetrouxe para o Brasil o carnaval. O Zé Pereira, o sapateiro português JoséPereira de Azevedo  Paredes, criou  um conjunto de bombos e tambores, ele àfrente a capitanear o bloco. Passava pelas ruas principais do Rio de Janeiro.

     A música ruidosa, contagiante ia seguindo e se espalhando pelo paísinteiro.

        Música portuguesa com alma brasileira,miscegenação  perfeita.

     Não há filósofo, poeta, jornalista queresista.

          Mas hoje, quarta feira de cinzas jápassou,  a quaresma começou.

   Hora de pegar a caneta fazer as contas:muito mais débitos do que créditos.

         E volta a acreditar no Capitão

                “Brasil acima de tudo

                 E Deus acima de  todos”

 

                                                              Lita Moniz

 

 

 

 

 

 

 

 

         

                                 

Comentários

O que você achou deste texto?        Nome:     Mail:    

Comente: 
Perfil do Autor Seguidores: 6Exibido 31 vezesFale com o autor