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Artigos-->Indo de Trem para Paris -- 03/02/2019 - 13:22 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Indo de trem à Paris!





Já acostumado com a sistemática europeia, fomos nos preparando a cada viagem para conhecer Paris, visto que o idioma seria um entrave para a nossa plena visitação na Cidade Luz, tantas pessoas alertaram sobre o comportamento do parisiense, que fomos protelando o plano de conhecer essa bela cidade, nos preparando ao máximo para essa grande e suntuosa aventura.

Uns diziam que o povo de lá era encrenqueiro, mal humorado, não queira muito contato com o turista, tantos adjetivos, se formos mencionar tudo não terminaríamos o texto.

Dessa vez inovamos, saímos de Milão diretamente para e estação ferroviária parisiense, embarcando numa grande aventura de passar de um país a outro pelos trilhos.

Quão interessante foi, chegar e ver que tinha uma espécie de beliche para os passageiros, com não estamos acostumado dormir em trem ,já imaginávamos oito horas de viagem, singrando a noite de inverno.

Tinha uma brasileira – brasileiro tem em todo canto – que falou com a gente que no meio da noite, era para não nos assustarmos, pois o pessoal da alfândega costumava bater nas cabines para pedir o passaporte, o que não ocorreu, pois uma funcionária os recolheu para não ter esse entrave.

Interessante que estávamos parecendo vivenciar um daqueles filmes de locomotiva, a cada minuto era uma novidade, cada cabine cabia cerca de quatro a seis pessoas, aquela brasileira que mencionamos, tinha ficado com cinco homens, o pior que estavam com aquele aroma característico de “pinto molhado”, ela estava aterrorizada, mas a administração resolveu tudo, colocando-a numa cabine extra.

É tudo muito organizado, tem cabine só para lavar as mãos, outra para fazer as necessidades fisiológicas; falando nisso no meio da madrugada resolvemos satisfazer uma dessas necessidades, no entanto não tinha “gravado” o número da cabine!

Foi muito difícil, o que iríamos fazer agora?

Resolvemos conversar com a funcionária que prontamente foi procurar o nosso número e assim pudemos nos recolher, embalados pelo balanço do veículo, chegando a dormir!

Fato inédito, foi muito bom, pois chegamos na França com toda energia!

Em outro vagão, tem um restaurante, com mesas, bar e tudo que era necessário, fazendo um desjejum, para dentro de instantes, vislumbrarmos a paisagem parisiense, acolhendo-nos com pequenos flocos de neve, parecendo nos saudar, com um abraço quente como um café matinal e lindo como um dia de cartão postal.













Marcelo de Oliveira Souza,IwA

2x Dr. Honoris Causa em Literatura







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