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Artigos-->Vida de galo no Brasil americanalhizado -- 17/11/2017 - 09:12 (Padre Bidião) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Vida de Galo no Brasil Americanalhizado...



Eapois! “Zé Galo”, é assim como já chamam o proletariado Brasileiro. Seu templo sagrado é as redes de supermercados nos dias de promoções de galinhas e frangos. Daí, o brasileiro já não tem mais pêlos e sim penas na vida do ser galináceo pela atual conjuntura política social econômica da terra de Cruz Santa. Fui para Recife ver o desfile madrugador do companheiro Galo da Madrugada, mas prefiri ficar nas esquinas do mercado São José esperando as galinhas na oferta do dia Capital. Era dia de promoção no sábado de Zé Pereira e lá fiquei aguardando o seu Zé galinheiro abrir a venda. Sentado estava quando de mim se aproximou outro freguês da promoção. Ficamos assistindo aos pequenos blocos que passavam para tomar a perimetral refeição com o senhor galo madruga.

Recebemos o seu Zé galinheiro e o ajudamos a abrir a venda. Enquanto aguardávamos o abate das galinhas, continuamos nossa conversa e aproveitamos para trocar receitas que nos dessem a impressão de estar comendo algo diferente de galinha. Quando seu Zé veio ao balcão, trouxe nada mais que duas galinhas recentemente abatidas e saímos fugindo daquela folia de carnaval para praticar receitas diferentes de galináceo, pois todos os dias era canja. Mais garanto que, nem eu e muito menos a galinha já não aguentávamos tanta canja. Ao preparar outra opção de receita, percebi algo estranho na pele. Ao invés de perceber pêlos, senti que saía dos poros, um talo semelhante a haste principal das penas. Comecei a ficar preocupado, pois temia o pior: será que havia sido contaminado pela febre do galo? Temia o cocoricó nas minhas cordas vocais, mas ainda deveria dar graças a Deus por ainda ter condições financeiras de comprar galinha e ter ainda o que comer.

Como era sábado de carnaval, não haveria lugar para a tristeza, pois o Brasil ri sua dor e o Galo é o frevo que anestesia o sentir gente com humor, frevo estampando a alegria e dor. Olinda na beleza dos bonecos a cada careta um bobo sem máscara. No frevo, vai tudo da Rainha da Inglaterra as meninas da casa de IRENE. Até o venta louca com pau da venta serrado no serrador dele dá para enganar os eleitores da terra dos Marechais de pijama. No frevo pode mangar lá, manga cá no calor tropical da manga ação. Cocoricó lá Zé Galo na metamorfose ambulante camaleando e dando nó no vento para cidadão ser.

De pele a pena.
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