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Artigos-->A DIGNIDADE HUMANA DO PRESO -- 18/03/2017 - 10:48 (benedito morais de carvalho(benê)) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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Mais que compromisso com os direitos humanos, é o entendimento desse processo de crescimento que permitirá saber o que precisa ser mudado. Enquanto políticas de segurança alterar a ação policial, as velhas práticas policiais de trocar tiros em qualquer lugar a qualquer hora e por qualquer motivo persistiram. As Leis inadequadas continuam a encher prisões com homens jovens, moradores de favelas e periferias. Acusações de tráfico que compõe 90% das prisões feitas em flagrante, são dadas com base na palavra do policial despreparado, prepotente, arrogante, fonte de extensa corrupção que ocorre entre "policiais" e jovens moradores das cidades. A maior parte dos presos provisórios que vão para audiências de custódia continua encarerada até o julgamento por fornecer o endereço duvidoso, por não provar ter um emprego formal, os endereços fornecidos pelos presos, tais como Becos, Passagens, Travessas, Vielas que constam na maioria das Favelas, não são levados a sério pelo o Magistrado do asfalto, por isso permanecem em presídios até o julgamento, em média, 50% deles, esperando ali meses a fio.


Nesses presídios, as celas são coletivas, alojando mais de 50 homens, permanentemente trancados, com banho de sol uma vez por semana, não se surpreende que ali as explosões emocionais que podem resultar em mortes por eles. Por isso, uma das preocupações fundamentais de qualquer preso é assegurar alguma proteção para não ser morto por outro preso psicopata. Compra-se de tudo ali dentro, inclusive a mudança de cela e de unidade penal. A cantina vende o que o preso precisa para ter o minimo de conforto, de comida e de higiene, lá dentro existe uma sociedade á parte, que desenvolve suas próprias regras e valores, na cadeia também existe a economia informal, que cria a exploração do trabalho de presos CAÍDOS demonstrando um poder interno de presos sobre presos que julgam e punem, sem piedade.


Fora e dentro da prisão, os maiores beneficiários do dinheiro ganho pelos os traficantes, são os policiais e agentes penitenciários corruptos. O traficante no fundo não deixa de ser um empregado barato no mundo do crime, ele tem de pagar altos valores como pedágio para evitar a prisão ou permanecer vivo dentro ou fora dela. Não existe traficante rico ou poderoso porque ele paga um alto preso pelo o seguro na prisão e não há dinheiro algum no mundo que que compre a liberdade. Ser o todo poderoso chefe de uma facção com a cara espremida na grade de um presídio, extorquido por agentes penintenciários, uma especie de dom quixote montando num celular clandestino, é de uma idiotice risível. As narrativas são infindáveis e as negociações imprevisíveis, com os traficantes do varejo passando a maior parte do seu  tempo negociando e pagando caro pela liberdade de ficção deles mesmos e de seus parceiros, mas, apesar disso, é a única possibilidade de alguma proteção quando forem apanhados pelos os "agentes" da lei, que podem matar, ou enviados para um presídio, onde podem morrer por nada.


Enquanto os atores institucionais nesses jogos forem contra o estado de direito, os envolvidos no mundo do crime não perceberão que não há saídas sem riscos. Estes vão continuar dando a volta na Lei para lidar com a corrupção e a guerra entre eles e policiais. Já se sabe que a violência e o crime não é gerado pela a pobreza, mas pela omissão do Estado. Nenhum pobre nasce bandido, ele é transformado em bandido pela sociedade omissa, pelo policial corrupto, pelo o Juiz preconceituoso, criado no asfalto, que julga levando em conta o status do acusado, se ele for mulato, morar numa favela e trabalhar como biscateiro por não arrumar emprego, fatalmente será esquecido pela cega Justiça, com seu processo engavetado, ele vai  continuar preso por tempo indeterminado, antes mesmo de ser julgado. É preciso mostrar que há alternativas para garantir o direito à vida, ao trabalho, a uma sentença justa dos acusados. E, se condenados, uma  vida digna sem extorção e ameaças de morte a cada instante na prisão.
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