Usina de Letras
Usina de Letras
18 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 

Artigos ( 61956 )

Cartas ( 21333)

Contos (13252)

Cordel (10444)

Cronicas (22529)

Discursos (3235)

Ensaios - (10258)

Erótico (13560)

Frases (50363)

Humor (19994)

Infantil (5388)

Infanto Juvenil (4724)

Letras de Música (5465)

Peça de Teatro (1375)

Poesias (140713)

Redação (3290)

Roteiro de Filme ou Novela (1062)

Teses / Monologos (2435)

Textos Jurídicos (1956)

Textos Religiosos/Sermões (6141)

LEGENDAS

( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )

( ! )- Texto com Comentários

 

Nota Legal

Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
cronicas-->Vinho -- 10/11/2002 - 10:05 (ADRIANA) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Vinho, rosa, espinho, orvalho, paixão, proibido, sexo, gemido.. o vermelho e o branco.... o contraste!


Vinho e sangue sobre uma pele branca têm o mesmo efeito, o efeito da sedução do vermelho sobre o branco, o efeito do pulsar de dois corações envolvidos de paixão. O vermelho sobre uma pele branca representa o pecado sobre a candura. Ah! que pecado bom, antes pudesse eu ser toda envolvida de tanto vermelho. O vermelho representa o amor, a paixão, o desejo, é a cor mais forte de dois amantes.
Sobre a pele branca a rosa vermelha, que contraste, que desejo. Sobre a pele branca escorre o vinho gelado, sobre as curvas, devagar, vem descendo fileiras finas de vinho gelado, a pela se arrepia, o corpo quente sobre o gelo... o contraste. O vinho começa do colo, passando pelos seios brancos, vinho este que tem um desejo enorme de ser chupado, para que só reste o gosto sobre aquela pele macia e as gotas de vinho vão descendo tal qual as frutas molhadas pelo orvalho da manhã, frutas estas que têm o imenso desejo de serem provadas, pois o orvalho as torna atraente, vinho este que como o orvalho sacia a sede, que como o orvalho é capaz de ser doce e levar à terra dos Deuses... O vinho, rosa, espinho, orvalho, paixão, proibido, sexo, gemido.. o vermelho e o branco.... o contraste! tudo isso em uma gota de vinho.
O vinho passa aqueles seios e desce, passa os seios como se fossem obstáculos criados pela sociedade para que duas pessoas se amem, aquele vinho gotejando sobre os seios, aquelas gotas de vinho pedem para que alguém as chupe e as gotas restantes descem aquele corpo branco, descem em sinfonia pela barriga, vinho gelado, boca quente, ardente paixão, tudo na vida é assim, ao extremo, e o sexo entre duas criaturas não poderia deixar de ser da mesma forma... extremos, orvalho e suor misturados ao vinho.. fruta apetitosa pedindo para ser devorada...
E o vinho vai descendo, cai pelo umbigo, forma um pequeno poço, tal qual as miragens do deserto, água, aquele vinho representa o gosto de matar a sede, o gemido do prazer da água e do vinho.. água e vinho? De novo o incolor e o vermelho, de novo duas cores fortes, tal como a boca ardente e a pele macia. A boca que suga o vinho, a alma e a pele que espera que se sugue o vinho ... tal qual o mundo.. o dominado e o dominador.. e aquele vinho que escorreu dos seios até o umbigo, percorreu um longo caminho... gelado misturado ao quente da paixão e do amor, tal qual a vida que é composta de amor e de ódio, sentimentos mil, sexo e paixão, sexo proibido, tal qual aquele vinho que começou gelado e que agora já começa a esquentar, tal qual aquele vinho que estacionado está sobre o umbigo em forma de poça, mas que logo será chupado pelo desejo.. mais vinho vem escorrendo, mais vinho, só que estas gotas não tomaram o mesmo caminho.. estas gotas vêm escorrendo dos seios, passando pela barriga e indo direito para a paixão, para o ponto melhor do amor de duas pessoas, mais vinho, mais vinho, mas embriaguez de amor, a boca chupa todo o vinho.. o vinho que entra nas entranhas junto com a boca quente.. e o corpo se contorce de tal maneira que pode até desfalecer de prazer.. no ar o aroma do vinho, misturado ao aroma da rosa, misturado ao aroma do corpo, misturado ao aroma do sexo, misturado as extremidades da vida, do proibido e do prazeroso
O vinho, rosa, espinho, orvalho, paixão, proibido, sexo, gemido.. o vermelho e o branco.... o contraste!
A tempestade do amor sobre a calmaria do vinho sendo sugado.. calmaria.. que calmaria gostosa, que relaxante....não se contentando de prazer será jogado vinho sobre as pernas, sobre os pés, sobre os dedos, só que desta vez o corpo de pele branca já pulsa mais, já está desfalecido de prazer, os pés são chupados, a perna é toda tomada de um imenso prazer... a rosa em suas mãos já tem suas pétalas caídas, a mão já sangra toda cortada pelos espinhos da rosa, pois aquele corpo se contorceu todo, perdeu a noção de tudo, pelo vinho, pela paixão e pelo desejo...
O vinho, rosa, espinho, orvalho, paixão, proibido, sexo, gemido.. o vermelho e o branco.... o contraste!
Aquela fruta fresca de orvalho, já não tem o néctar dos deuses, pede para ser possuída, pede para que este vinho adentre as suas entranhas.
O vinho, rosa, espinho, orvalho, paixão, proibido, sexo, gemido.. o vermelho e o branco.... o contraste!
Ah vinho, vinho este que me toma, tantas vezes o desejei, tantas vezes o quis.


Adriana
Primavera de 2001.



Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui