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Cordel-->DO BERÇO DO MEU SERTÃO -- 23/02/2004 - 17:53 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
DO BERÇO DO MEU SERTÃO
Pombal - PB, em 23/02/2004

Mensagens em versos dos filhos de Pombal para o Poeta conterrâneo, DOMINGOS MEDEIROS:

. Geraldo Alves
. Luizinho Barbosa
. Terezinha Almeida
. Alcides Gomes
. Zé da Onça
. Mané de Inaça
. Laercio da Silva
. DANTAS
. Conterrâneos de DOMINGOS mandam um abraço.

Em 21/02/2004, viajei de João Pessoa para Pombal, município onde nasci e fui criado, num percurso de 480 Km, e passando por Paulista –PB conversei com o poeta repentista GERALDO ALVES, que me ofereceu um café recheado de rapa de queijo feito na hora, espécie de gergelim, manteiga da terra, queijos de manteiga e de coalho e frutas.
GERALDO, da família de LEANDRO GOMES DE BARROS, improvisou as seguintes estrofes:

Daqui do berço atraente,
do meu céu, meu paraíso,
da viola, do repente,
do sonho, do improviso,
da flor que perfuma o campo,
aberta como o sorriso.

Daqui desse chão que piso,
incorporando as entranhas,
dos estandartes poéticos,
das valorosas campanhas,
da crista da serra azul
fitando o chão do Piranhas.

Das pequeninas montanhas,
dos caminhos tortuosos,
dos facheiros escondidos,
nos matagais espinhosos,
dos riachos periódicos
e dos rios caudalosos.

E dos ventos rumorosos,
dando rasteira nos galhos,
subindo os talhados lisos,
enveredando os atalhos,
fragmentando as folhas,
na solidão dos cascalhos.

Arrebentando agasalhos,
a chuva pesada veio,
igual a máquina embalada,
que ninguém pisa no freio,
dando trombadas nas pedras,
rasgando açude no meio.

Pra quem saiu desse meio,
que foi e não pôde vir,
se o mensageiro não veio,
eu mando a mensagem ir,
pra lembrança não morrer
e a cultura não cair.

LUIZINHO BARBOSA
Professor, poeta, compositor, cantor, vereador, animador cultural em Pombal.
End. Rua Cel. Cândido de Assis, 507, Centro, CEP. 58.840-000, Pombal - PB

Em alguns minutos com DANTAS,
Vi na sua caderneta, versos e mais versos,
Purificados pelas mentes, pelas mãos
Dos nossos amigos e irmãos.
Logo entendi, que era uma homenagem
A um filho ilustre do nosso torrão.

ANÍSIO preparou o chão
E plantou no coração de sua paixão
Mais uma semente do amor,
Que germinou, cresceu
E com o vento em outras terras floresceu.
Hoje POMBAL se orgulha
Do filho ilustre que é seu.

Versejando livremente, trilhei caminhos,
Passei nos jardins da fantasia,
E numa viagem de trenzinho
Observei as cores do mundo e a realidade de Maria.
Na diferença das nossas idades
Compreendo o dom da criação,
Convicto de que é assim, que caminha a humanidade.
Parabéns! Na oportunidade, faço a ti a minha saudação.

Me despeço com satisfação,
Mesmo sem te conhecer,
Deixo a minha impressão,
Na certeza que posso eu dizer,
Tá na hora meu conterrâneo
De rever a sua terra natal,
De construir novas pontes,
De beber nas nossas fontes,
Engrandecendo a nossa querida POMBAL.


PRECIOSIDADE
Luizinho Barbosa, em 31/01/2004
Sítio São Francisco

Oh! Que bela
E infinita natureza
Que maravilha, singela,
Poder contemplá-la com destreza

Ontem eu vi
O mato seco, a poeira na minha mão
E o sol escaldante
Torrando o meu rincão.

E num piscar de olhos
O tambor divino ressoou
Anunciando do campo aos abrolhos
Que o inverno chegou.

As nuvens, os pássaros
Bailam nos ares, alegria geral.
Raios cortando os céus,
Na terra amedrontam os réus.

Água descendo a serra
Tem sonoridade fenomenal,
Molhando toda terra
É beleza sem igual.

Água cristalina, PRECIOSIDADE divina
Correndo nas veias,
Borbulhando na terra nua
Restaura o verde, traz a ceia.

Eu vi sem ilusão
Campos verdes alagados,
Corpos felizes banhados
Pela água transbordando o paredão.

Eu vi pingos de cristais com a terra em comunhão
Que a natureza não depende do progresso,
Confirmando fielmente
A supremacia do arquiteto do universo.


FELICIDADE
Luizinho Barbosa, em 16/02/2004

A felicidade
Bateu a minha porta,
Com muita alegria,
Eu abri
Dei um salto para o futuro
Eu juro que senti
A maldade não me importa
Se eu tenho de volta
A minha paz
Eu sou capaz de amar
Só preciso do teu olhar.


SOLO MAL AMADO
Terezinha Almeida, Professora, escritora, poetisa, autora dos livros: “Páginas da Vida”, “Um Anjo entre Nós”, “Brasil 500 anos – Raio X da nossa História”.

Teu solo antigo, antiga emancipação,
Teatro de muitas rixas... bajulação.
Filhos ilustres, luz brilhante noutras terras,
Longe de ti, cavam o sucesso, a guerra.

O amor materno, deixado ao abandono,
‘Inda perdura, recebendo novos donos,
Certo de que um dia, nova ousadia
Levará esses rebentos a outra freguesia.

Quem desenhou este destino tão cruel,
O desejo da vitória em terra estranha?
Ou esse grande desamor ao lar materno?

Só se sabe que lá fora alguns venceram,
Aguçando a ambição de uns outros tantos
Que arrasam a vez alheia em urro eterno.

ALCIDES GOMES disse;

POMBAL nesse momento,
já recebeu muito inverno,
o campo está todo verde,
o panorama moderno,
todos nós agradecemos
ao nosso Pai Eterno.

É a força do inverno
da divina natureza,
que promove a agricultura,
que nos traz muita riqueza,
nos enchendo de alegria,
e expulsando a tristeza.

O sertão mostra beleza,
na sua fauna e na fora,
num inverno como este,
tudo aqui logo melhora,
é a chuva que chegou
e a seca que foi embora.

Do jeito que está agora,
melhorou o ambiente,
todo dia um torreão,
amarela no nascente,
soltando água com força
Para o riacho dar enchente.

ZÉ DA ONÇA manda esses versos;

O sertão tá diferente,
o clima já melhorou,
depois que a natureza
abriu os olhos e chorou,
mandando rios de lágrima,
que todo açude sangrou.

A semente germinou,
tem mais pasto no roçado,
o gado solto na manga,
o milho no chão plantado,
pra quando tiver maduro,
a gente comer assado.

Todo chão está molhado,
ajudando a agricultura
a produzir muitos grãos,
depois da safra segura,
e todos agradecemos
a essa grande fartura.

Acabou a amargura,
sertanejo está contente,
pela chuva que chegou,
por ordem do Onipotente,
que nos traz tanta riqueza
e melhora a vida da gente.

A cidade de POMBAL
é berço dos seresteiros,
qual foi o Pai de DOMINGOS,
o vate ANÍSIO MEDEIROS,
que partiu deixou saudade
pra todos seus companheiros.
É berço de violeiros,
que no sertão se cultua,
não esqueceu o poeta
que hoje é memória sua,
em uma placa de bronze
tem o seu nome na rua.


MANÉ DE INAÇA

No mundo de tudo existe,
parece ser desigual,
rico, pobre, bom e ruim,
que para o povo é normal,
pra mim no plano de DEUS,
o processo é natural.

Na minha observação,
que vem da adolescência,
eu tenho verificado,
sob a luz da consciência,
que DEUS fez tudo bem feito,
e o homem faz divergência.

Se você observar,
com devida profundeza,
o sol, a lua e a terra,
e o mar com sua grandeza,
isso tudo é um exemplo
das obras da natureza.

Eu comecei minha vida
trabalhando de pedreiro,
completava com a roça,
e ainda fui carpinteiro,
toquei sanfona e brincava,
além de tudo ferreiro,
depois vim para a cidade,
e não sou mais beradeiro.

Já fiz portas e caixilhos,
fiz cangalhas e cancelas,
das porteiras lá do sítio,
fui eu que fiz as tramelas,
e hoje eu sinto saudade
das vezes que eu passei nelas.

Relembrando essa estrofe de um poeta, disse:

O amor e a saudade
são irmãos por natureza,
o amor traz a paixão,
a saudade traz tristeza,
enquanto a saudade acusa,
o amor faz a defesa.

LAERCIO DA SILVA, poeta repentista

Nem os valores históricos
do saudoso Bonaparte,
a grandeza doutros vultos,
erguendo seu estandarte,
nem Nabucodonosor
possui o grande valor
que têm os mestres da arte.

Valores em toda parte,
no globo terrestre tem,
desde a origem cristã,
de Messias de Belém,
mas tem o gênio poeta,
que faz a trova completa,
sem aprender com ninguém.


DANTAS

Do berço do meu sertão,
desse lugar oriundo,
eu reuni os poemas,
que têm sentido profundo,
e os coloquei na USINA,
mostrando pra todo mundo.

Nesse meu sertão fecundo,
município de POMBAL,
fui à casa dos meus pais,
na bela área rural,
revisitei os amigos,
num encontro fraternal.

Eu vi em todo local
os efeitos da enchente,
nas roças, vales, lombadas,
pisei em água corrente,
revivendo num instante
meu tempo de adolescente.

Eu vi torre no nascente,
ouvi canto do carão,
uma rã rapando a cuia,
e o pipoco do trovão,
vi nuvem cobrindo o céu,
e a chuva molhando o chão.

Senti o cheiro do chão,
das flores da catingueira,
de jurema, de mofumbo,
de velame e de aroeira,
de camará, marmeleiro,
perfumando a área inteira.

Eu vi na nossa ribeira,
sabiá e juriti,
joão de barro e socó boi,
jaçanã e paturi,
casaca de couro e garça,
papacu e bem-te-vi.

Cenários bonitos vi
pela nossa redondeza,
as flores de xiquexique,
rosa-choque com pureza,
todo o campo colorido,
encantos da natureza.

O sertão está beleza,
só vendo pra acreditar,
quem ainda não conhece,
aqui vai se deleitar
com um pouco dessa terra,
que aqui não se encerra,
tem muito mais, venha olhar !

Conterrâneos e parentes de DOMINGOS MEDEIROS mandam um abraço:
Cecinha Medeiros, José Medeiros, Verônica Medeiros, Maria Helena, Laura, Júlia, Graziele, Zé Roberto, Sales, Ivan, Zezim, Maria Brilhante, Maria do Nascimento, Maria do Socorro, Ana Gilda, Rilmara, Filomena, Tibério, Danilo, Zé Antônio, Cabrinha, Railma, Paulo Roberto, Alan, Jeane, Tião, Manuela, Abdon, Rita, João Paulo, Tales, Eurídice, Eucária, Caio, Kátia, Elizabete, Constantino, Mateus, Mariana, Doca, Simão, Nerci,Ismael, Nael,Veneziano.





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