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Cordel-->ÀS VEZES O QUE CENSURA É O PRIMEIRO A ERRAR -- 29/01/2004 - 11:01 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
ÀS VEZES O QUE CENSURA É O PRIMEIRO A ERRAR
José de Sousa Dantas, em 29/01/2004

Tem gente que não se vê,
critica o que o outro faz,
é renitente e mordaz,
faz o maior fuzuê,
vai em jornal, em TV,
em rádio, em qualquer lugar,
começa a se exaltar,
cometendo uma loucura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Muitas vezes tenho ouvido
um falar do companheiro,
mas noto ser o primeiro
a errar e ser metido,
desatinado e atrevido,
que quer se manifestar,
tornando baixo e vulgar,
critica, mente e perjura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Pode prestar atenção,
onde estiver uma pessoa,
fazendo uma crítica à toa,
comprove quem tem razão,
na minha avaliação,
já pude verificar,
quem só vive a criticar,
é um boçal sem postura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

A crítica gratuitamente
significa heresia,
falta de sabedoria,
uma atitude indecente
de um ser inconseqüente,
sem ao menos procurar,
se olhar e se tocar,
! que mesquinha criatura !?
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Em toda localidade,
tem sujeito petulante,
imbecil, ignorante,
que não tem identidade,
é cheio de vaidade,
gosta de menosprezar,
discutir, caluniar,
praticando travessura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Ao invés de corrigir
o defeito que detém,
só fala o que não convém,
não procura evoluir,
nem tampouco transmitir
virtude para agradar,
onde chega dá azar,
causando grande amargura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Tem gente que tem defeito,
só fala da vida alheia,
tem a doença na veia,
inquietação no peito,
não é digna de respeito,
não quer se recuperar,
se dana a vagabundar,
é ranzinza e não se cura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Fica velho e não aprende
a proceder com decência,
nem desperta a consciência,
ao reclame, não atende,
se assemelha a um duende,
um farofeiro sem par,
deveria repensar,
deixar de tanta frescura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

É um caluniador,
sujeito desagradável,
pedante, vil, intragável,
sem vergonha e sem pudor,
não vê seu interior,
nem procura se aprumar,
vive mais a praticar
desprazer e diabrura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Onde passa, todo mundo
percebe a sua besteira,
por conversar tanta asneira,
se passa por vagabundo,
um leviano e imundo,
que não quer se transformar,
pois só vive a difamar,
e melhorar, não procura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Quem critica os colegas
talvez seja um invejoso,
divergente, presunçoso,
nojento, falso, piegas,
que vive pelas adegas,
todo tempo a debochar,
sem exemplo para dar,
é incauto e sem cultura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

Critica governador,
empresário, presidente,
patrão, garçom e gerente,
cordelista e escritor,
fazendeiro, professor,
copeira e dona do lar,
encarregado do bar,
contador de prefeitura.
Às vezes o que censura
é o primeiro a errar.

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