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Poesias-->Ode à Ilusão -- 12/04/2003 - 23:34 (Alyne Roberta Neves Costa) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Aqui jaz tombada a inocência cega

Coração, gruta vítima da ingratidão

Que pelo mar da indiferença, navega...



Aqui jaz perdida a taça da ilusão

E que venham os vermes se arrastando

A festa agonizante da solidão...



Eu sou a lâmina que fere a pele

Eu descobri os lobos nos cordeiros

E rogo ,convicta, à morte que acelere

Preferia entre os porcos que carneiros



Eu sou o grito do ódio ressucitado

Porque só mal reproduz seu igual

Sou um verso imbecil e mal cantado

Sou a navalha, a mortalha e o cal.





Salvador, 11 de abril de fevereiro



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