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Cordel-->Daniézim indoidô mêrmo -- 19/12/2003 - 22:15 (Zé Limeira) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O Daniézim Fiúza
Tá inté mêi rabujênto
Falando do prêto véi
Açunto sem fundamênto
Ô querêndo dá prá Iêu
Num jeito quiném é sêu,
Um diprôma di jumênto.

Iêu tava no isolamênto
Vagando purôtras isféra,
Ninguém alembrava di Iêu,
E nem di minha miséra,
E Iêu vagava perdido
Quinêm um dôido varrido
Num sabia nem quêm era.

Tive inté na tua casa,
E ti vi imagricido,
Visitei Meste Rubêno,
Jorgim Sale e Meste Egido,
Tive até em rusarim
Visitando o Gerardim,
E num framboiam quirido.

Da usina foragido
Num visitava, nem lia,
Mais na sumana passada
Vim só por curiosia
Pruquê eu quiria lê
Mode tentá intendê
O qui o Meste sintia.

Na ôta segunda fêra
Quiéra dia 15 então,
Iêu li do Dotô Rubêno
Aquéla convocação,
E tuve qui arrêspondê
Fôsse dêle ô di Vóismicê,
Ô inté da Mãe do cão.

Vóismicê num têm razão
No sêu inscrivinhamento,
Eu tênho sabiolênça,
E um bom dicirnimênto,
Numca fui capiciôzo,
Posso inté sê ardilozo,
Maiz num sô gorofobento.

Li têu inscrivinhamênto;
“ Prugunte ao zé Limêra”
maiz tu num pruguntô nada,
siria a máilho bestêra,
meté a minha cuié,
isto é côisa di Muié,
e só si fô fofoquêra.

Se dicesse di primêra:
“ Puguntas pru zé Limêra”
Iêu tiria arrespostado
Da primêra a derradêrra,
Cum todos “erres i esse”
Ainda qui Iêu num subesse
É verdade Verdadêra.

Milhó cumê pêlas bêra,
Quiném come mingáu quente
Do qui falá sem pensá
Côisas qui magôa a gente,
Qui a luz seje tua guia
E qui a santa filuzumia
Ti aprume daqui práfrente.


Um abração dêsse prêto véi infumaçado,
Qui já morrêu, i num têm inveja di quêm tá vivo.

Limêrinha do Tauá

limeirinhadotaua@yahoo.com.br



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