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Poesias-->Poema em Prosa II -- 04/09/2000 - 11:10 (André Mellagi) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Na noite chuvosa, meu teto não é abrigo, mas trilha: um estreito corredor que não abafava as marteladas sobre o zinco suspenso pintado de branco e mofo. As laterais desnudas apenas cortinavam a paisagem noturna com filetes d água que escorriam do teto ondulado e poças ganhavam terreno pelo chão impondo inundações. Meu teto de passagem era morada de aranhas que faziam sesta em meio às carcaças de mariposas. Ilhas de luz esparramavam-se sobre os tijolos de concreto, mas as trevas se faziam presente em meio ao arquipélago por uma ou duas lâmpadas queimadas. Meu teto por onde os passos não param não interrompia o diálogo das gotas despenhadas das altas folhas com os gritos das rãs. Os vapores dos pântanos e a mata molhada continuavam a socar as narinas, vulneráveis como os pilares de ferro da passagem à ferrugem que tudo preenche de tempo.



Exilo-me do meu teto a interligar duas portas opostas e minha trilha em meio à chuva se rende aos mil caminhos traçados já dentro do único vestíbulo, tal os morcegos que cortam o corredor a esmo e onde a noite é a sua Gruta.



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