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Cordel-->Prá qui tu vêi mexê cum iêu, Dotô? -- 16/12/2003 - 08:33 (Zé Limeira) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Dotô Rubêno Macelo,
Fí di Nênzinha Olivêra
É um Pau di dá in doido,
Que num inscreve bestêra,
Mêrmo tando misquivando
Sendo Êle mi chamando
Mi apresento di primêra.

Por num gostá das bêstêra
Qui aqui tava acontecendo,
Fui vága purôtros lado
Di qui andava mi isquecêndo,
Vaguei muito no sertão
Nos canto qui Lampião
Andô, ainda vivêndo.

Pelos caminho fui vendo
As coisa qui mais gostava,
Iscuitando os passarim
Qui já num hai quaje nada,
Pois os cabra escopetêro
Matô muitos por dinhêro
Numa preversa cruzada.

Fui Vê té a rumerada
Qui no dia de finado
Incosta no Juazêro
Chegândo di tôdo lado
E no Ciará desova
Modi visitá a cova
Do Padrim Abençoado.

E andando pru ôtro lado
siguí inté o Canindé
Modi di vê São Francisco
Um Santo qui boto fé,
As vêiz vô cuma fumaça
Mais pruquê num acho graça
Findo caminhando a pé.

Passei in Ricife inté
Mode vê Gerardim Lira
Cabra qui mi adumira,
Mais sabe cuma êle é,
Modi mantê aparênça
Prucauso di sua crença
Diz qui Ineu num bota Fé.

Andei lá por rusarim
E fui inté a esquina
Esperei vê Gerardim
Do posto di gasulina
Num entrei na sua erdadi
Pruquê da privacidade
Qui izeje, num declina.

Vi Jorgim em vila velha,
E Rubêno in mato grosso,
Daniézim in Sampaulo,
Magro, qui só tá o osso,
Hoje só têm, coisa dura,
A metade da grussura
Quiêle tinha no pescôço.

Também tive arguns dias
Lá em Belém do Pará
Ao lado do Meste Egido
Qui só fazia chorá,
Prucauso di um cobrêro
Passei lá um meiz intêro
Sem vê êle Miorá.

Pió qui também vi lá
Seus parênte já murrido,
Seu Pai do lado da cama
Junto ao seu avô quirido,
Sua mãe, D. Ditoza
Também tava toda proza
Julgando o fim difinido.

Flavim, seu fiím querido
Na sua mão agarrado
Foi êle qui cum onze anos
Faliceu atropelado
E Lucinha, uma anjinha
Do zói azu, i branquinha
Num saia do seu lado,

Tava lá seus ente amado
Tios, tias, e seus amigo,
Todos pêssoas educadas
Qui cunversaro cumigo,
Certos quiêle ia inbarcá
Vinhéro mode levá
O Meste pro nôvo abrigo.

Porém passô o pirigo,
Êle tá quaje curado,
Tá vortando a puetá,
No mêrmo palavriado
Qui é cuma sempre fazêu,
O Mestim é quineu Iêu,
Cabra do bofe virado.

Aqui já dei meu recado,
Do mêrmo jeitim normá
Qui gosto di fazê verso,
E agora vô desejá
Sem mardade nem ingano
Um bom i filiz novo ano,
E um alegre Natá.

Aqui também vô manda
Cum a aligria custumêra,
Um abraço pro Rubêno
E a sua famía intêra
I qui ninguém leve a má,
Um abraço especiá
Em Nenzinha di Olivêra.

Um abraço prá tôdo Mundo, dêsse Prêto véi infumaçado, qui ja morrêu, mais num tem inveja di quêm tá vivo.

Limêrinha do Tauá


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