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Cordel-->LASCADO DE SAUDADE -- 15/12/2003 - 17:48 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
LASCADO DE SAUDADE
Livro de Vicente Nascimento, lançado em dez/2003, em João Pessoa - PB, contendo versos de outros poetas.

VICENTE FRANCISCO DO NASCIMENTO é natural de Salgueiro – PE, caçula de 16 irmãos, trabalhou na agricultura, foi fotógrafo, Patrulheiro Rodoviário Federal, aposentado, residindo em João Pessoa.

Apresentação do poeta repentista,
Oliveiras de Panelas

Em LASCADO DE SAUDADE
você vê tanta poesia
de fazer inveja a Dante,
Píndaro de Alexandria,
Camões, Homero, Pretarca
e Castro Alves da Bahia.

NASCIMENTO é um poeta,
pela sensibilidade,
eu vou continuar lendo
livro dessa qualidade.
e assim levar a vida
ME LASCANDO DE SAUDADE.

Um livro feito com arte,
com gosto e desprendimento;
poeta de toda parte,
aqui expõe seu talento;
repentes feitos na roça,
no alpendre da palhoça,
na hora do sol poente;
assim que a Ave Maria
tocava ao final do dia
as esperanças da gente.

NASCIMENTO
Eu por exemplo fiquei
pensando na mocidade
foi aí que a saudade,
quando chegou eu lembrei,
então eu lhe perguntei,
o que é que ela fazia ?
ela disse que trazia
dor no peito a vida inteira
A saudade é companheira
de quem não tem companhia.

NASCIMENTO
No meu tempo de criança,
joguei pinhão e castanha,
brincava de perde e ganha,
sem perder a confiança,
inda guardo na lembrança,
eu fazia um currazim,
de vaca e boi de ossim,
pra dizer que era gado
Recordando o meu passado
tive saudade de mim.

NASCIMENTO
Não posso vê nunca mais
o que vi quando criança,
as fantasias da vida,
e uma grande esperança
apenas ficou gravado
no arquivo da lembrança.

NASCIMENTO
Minha aposentadoria,
graças a DEUS consegui,
sofri muito e aprendi
trabalhar em parceria;
com chuva, sol, noite e dia,
nunca cheguei atrasado
fui um ótimo empregado,
sem conhecer meu patrão.
Já cumpri minha missão,
hoje estou aposentado.

JOSÉ ALVES SOBRINHO
Quando a saudade me aperta
vou me deitar muito cedo,
fico sonhando em segredo,
por debaixo da coberta,
uma força me desperta,
naquela oportunidade,
lembro de uma amizade
que eu levei ao abandono.
Troco minutos de sono
por momentos de saudade.

VALDIR TELES
Lá em casa não tinha geladeira,
guarda roupa, sofá, nem energia,
mas tinha um pote revendo água fria,
enganchado num tronco de madeira;
o chapéu de papai andar na feira
e a roupa da gente passear,
por não ter um lugar para guardar
enganchava num gancho de cambito,
Meu passado infantil foi tão bonito,
que eu faço questão de me lembrar.

PANAGEIRO
JOÃO DE BARRO construiu,
num gancho de pau estreito,
fez um serviço bem feito,
com o barro que adquiriu,
um tamanduá subiu,
pra olhar a construção,
ficou prestando atenção,
pensando que era cupim,
com a unha fez assim
e a terra caiu no chão.

ANTÔNIO BEZERRA
Com a morte de PINTO DO MONTEIRO,
cantador pode andar desassombrado,
que a estrada do verso improvisado
ficou livre pra todo aventureiro,
sem porteira, sem cerca e sem vaqueiro,
dedicado, fiel e competente,
e a surpresa do verso inteligente
já é quase figura do passado.
Não há mais cascavel de bote armado
na vereda apertada do repente.

JOÃO FURIBA
Aquela casa pequena,
lá na beira da estrada,
foi a Igreja Sagrada,
de mamãe rezar novena,
hoje o cupim lhe condena,
comendo a madeira dela,
acabou porta e janela,
no chão só restou a traça.
Hoje só resta a carcaça
da casa que nasci nela.

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