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Ensaios-->Os aliados ocidentais, os judeus e Israel -- 09/07/2012 - 15:14 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
 

OS ALIADOS OCIDENTAIS, OS JUDEUS E ISRAEL


HEITOR DE PAOLA


10/06/2012


Na série anterior estudei as atitudes de Stalin, cabe agora ver como foram – e ainda são – as relações dos países supostamente aliados de Israel e seus vizinhos no Oriente Médio. A relação é também bastante perturbada. Há tempos venho abordando a ambigüidade americana e européia, principalmente após a posse de Obama, culminando no expressivo apoio à chamada “primavera árabe” que, como já se antevia desde os primeiros passos, está entregando o poder ao fundamentalismo islâmico e ao mais radical fanatismo judeófobo e anti-ocidental. Tomando-se em consideração o Egito a Fraternidade Muçulmana é um movimento abertamente antijudaico, talvez o mais importante do mundo atualmente, desde seu apoio à Alemanha Nazista. É inaceitável que possa ser considerado ‘moderado’.

Apesar de falar bonito, principalmente para audiências judaicas, nenhum outro Presidente americano, inclusive Jimmy Carter, foi tão desinteressado em relação a Israel e incapaz de entender sua verdadeira natureza e interesses. Os próprios líderes de Israel não confiam em Obama, embora para efeito externo digam que sim.

Numa excelente análise Barry Rubin demonstra que mesmo as boas relações bilaterais, inclusive no que se refere a armamentos têm muito pouco a ver com Obama, pois o Congresso, o povo, as forças armadas americanas apóiam Israel e Obama está limitado em suas opções. Mesmo assim tentou o quanto pôde apoiar as pretensões ‘palestinas’ e pressionar Israel a aceitar suas exigências, mas sentiu-se forçado a recuar por total falta de reciprocidade. “Note-se que nem mesmo as repetidas humilhações a que foi submetido pelos árabes nunca os criticou abertamente, nem o fez mudar sua política para a região ou apoiar Israel mais entusiasticamente” (op.cit.).

Suas atitudes em relação aos demais países anti-Israel, através da sua política regional de apaziguamento com os países árabes, o Irã e principalmente com a Turquia e também com os movimentos terroristas Hezbollah e Hamas só tem ajudado a fortalecer o antissemitismo endêmico no Oriente Médio.

Internamente, além de mentir descaradamente ao afirmar que o Islã teve forte influência na formação dos EUA, suas políticas estimulam professores universitários a ensinar uma falsa história de Israel e do Oriente Médio, como o Professor de ciência política Farhad Malekafzali da Universidade de Illinois: um entusiasta das falsas teses orientalistas de Edward Saïd mostra Israel como o malvado, que rotineiramente ataca os árabes, suas vítimas. Esta visão já é a predominante na maioria das universidades americanas.

Mas esta situação tem uma longa história, iniciada já quando do lançamento do movimento sionista. Oportunamente retornarei a estes primeiros tempos.

Durante os anos finais da II Guerra, quando já se conhecia muito bem o Holocausto, Stalin, Churchill e Roosevelt se reúnem na Conferência de Moscou de outubro de 1943. No documento que resultou deste encontro, a Declaration Concerning Atrocities os judeus e o Holocausto sequer foram mencionados. Apesar dos líderes terem perfeita noção do extermínio em massa de Judeus, o Holocausto foi tratado somente como mais um aspecto da ocupação alemã e nenhum deles o via como uma razão em si para guerrear a Alemanha Nazista! Houve uma concordância tácita em sequer citar o morticínio seletivo, como se não tivessem sido os judeus os mais prejudicados.

A “questão judaica” não era apenas uma questão alemã ou soviética, mas também nos países aliados ocidentais a presença do anti-semitismo obstruiu o julgamento dos crimes de guerra. Parece ter havido uma concordância entre a necessidade comunista de ocultar suas políticas de extermínio, principalmente na Ucrânia, Polônia, Bielo-Rússia (hoje Belarus) e países do Báltico, e a onda de anti-semitismo que arrastou, durante a ocupação, França, Bélgica, Holanda e países da Europa Oriental tornando-os colaboradores voluntários dos nazistas na Solução Final, embora nominalmente inimigos da Alemanha. Esta distinção é importante: havia uma guerra entre países, mas uma tácita aliança anti-semita.

Nos documentos do Julgamento de Nüremberg, especialmente o Case nº 72 [1] vemos o degradante trecho: “Alguns campos de concentração possuíam câmaras de gás e fornos crematórios para o extermínio em massa dos internados e queima dos corpos. Alguns deles eram de fato usados para o extermínio de Judeus como parte da ‘solução final’ dos problemas Judaicos. A maioria de não Judeus eram submetidos a trabalhos forçados, embora as condições sob as quais trabalhavam tornavam trabalho e morte praticamente sinônimos. Os internados que adoeciam e ficavam incapazes de trabalhar, eram destruídos nas câmaras de gás ou enviados para enfermarias especiais onde recebiam tratamento inadequado, comida ainda pior do que para os que trabalhavam, e abandonados para morrer”.

É de ressaltar que a ‘solução final’ é tratada apenas como um assunto acessório e periférico.

 

Para publicação no jornal Visão Judaica, Curitiba, PR

(As partes que se seguem não serão publicadas no VJ)

PARTE II





[1] United States Military Tribunal, Nüremberg, 30th December, 1947- 28th October 1948, Parte VI (Crimes against Civilians)


 
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