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Ensaios-->Raoni.ComRabôni -- 20/04/2012 - 16:08 (Arlindo de Melo Freire) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Raoni.ComRabôni            

                                                                                                                                                           Arlindo Freire*

A sabedoria ainda está muito longe do homem que conhece apenas, 10 por cento do seu potencial cerebral, depois da existência evolutiva propalada e estimada em 12 a mais de 48 e 100 mil anos, segundo as diversas correntes da história e arqueologia, nos mais diversos centros de pesquisa e estudos espalhados pelo mundo atual.

No meio desta situação estão numerosos fatos que respondem, afirmativamente sobre tal consideração, sem o reconhecimento de quem se considera culto, inteligente e superior à fonte da ocorrência simples e humilde que desafia todas as normas e costumes mantidos nas mais diferentes épocas.

= O que se pretende dizer para explicar esta narração?

Vamos fazer uma viagem ao Norte do Brasil e Oriente Médio – para sabermos de dois acontecimentos – atual e antigo, jamais considerados, examinados e analisados como fatores do conhecimento humano, sem relações diretas, entre si, pois sempre ficaram muito distantes, no tempo e espaço, com milhares de quilômetros.

O fenômeno reside em duas palavras representativas ou que constituem os nomes de pessoas com grande projeção no cenário mundial, em conseqüência do que fizeram e continuam atuando, de formas distintas, em linhas paralelas, com a finalidade de fazer com que o ser humano caminhe com mais entusiasmo e rapidez, pela sua evolução de corpo e alma, sem baixar a cabeça diante da miséria.

Na expectativa do passado e presente – O Que pretendemos saber acerca de um indígena, assim como de um carpinteiro ou pedreiro que desafia as estruturas do poder, desde o Império Romano até os governos da atualidade, quando falam e agem sobre a Justiça, Paz, Igualdade, Solidariedade e Harmonia nas matas, florestas e nas selvas, além das cidades grandes e pequenas espalhadas pelos continentes?!

= Isto deve ser muito exagero, pois hoje em dia, não mais existe tal absurdo!

Aquele homem que não sabe aproveitar o potencial de 90 por cento da sua inteligência guardada no órgão cerebral, permanece alienado, acomodado e desconhecedor do que acontece, quase diariamente, na história mundial – sendo causa e efeito da hibernação ou do congelamento em que vive dormindo e acordado sob os lençóis da incoerência fétida e suja, na cama ou rede, coberta de lixo.

Vamos parar no sinal amarelo – parar com atenção e ver o que se passa ao lado: Raoni, o cacique maior do Brasil, de lábio inferior virado para baixo – chefe guerreiro do povo Caiapó, de Mato Grosso, com mais de 80 anos, ainda vive gritando para o mundo inteiro, igual A voz que clama no Deserto – para que as florestas brasileiras sejam mantidas, preservadas, juntamente com os indígenas e os animais.

Em nome do desenvolvimento, o poder econômico organizado pelos governos e empresários das multinacionais – fazem questão para que seja executado o projeto da hidroelétrica de Belo Monte, sobre grande área pertencente aos nativos, depois de ter sido demarcada em nome deles, como Reserva Indígena, conforme dispositivos legais em vigor.

Faz mais de 30 anos que todos os dias, Raoni não perde tempo em manifestar com insistência e decisão o seu protesto acerca das variadas formas de devastação no ambiente da Amazônia, motivo pelo qual vem obtendo o apoio no âmbito internacional, de modo bastante representativo e forte em 13 países europeus, além da ONU, onde recentemente, apresentou as suas pretensões com a solicitação para que os demais países daquela organização – 192 atuassem também no mesmo sentido.

Mas, como é que pode, um homem primitivo do Brasil, velho, cansado, de lábio inferior decadente, “sem eira, nem beira” criar projeção mundial fazendo a história solidária e verdadeira para que toda a nação seja digna e coerente com o futuro da paz e justiça?

Ahh!!! – Muito antes de Rabôni, tivemos a presença de Maria Madalena, aquela mulher que foi prostituta, culta, bonita e elegante sob as pedradas no Muro das Lamentações, na cidade de Jerusalém – Israel, quando Jesus passava por aquele local.

Os homens e mulheres presentes àquela cena pública – logo manifestaram os seus preconceitos afirmando que ela deveria ser castigada sob as pedras, pelo fato de ser uma “rameira”, pecadora e sem moral, ao contrário das demais que viviam naquela cidade dominada pelos hábitos do puritanismo judeu, juntamente com as determinações do Império Romano, no sentido de que as jovens fossem levadas ao local adequado para atender às necessidades sexuais dos guerreiros que haviam regressado das batalhas.

= Quem não tiver pecados, atire a primeira pedra!

Com essas palavras de Jesus, os puritanos e fariseus fizeram silêncio, deixaram de gritaria ou “botaram a viola no saco”, saíram correndo de cabeça baixa em companhia de outras mulheres em direção a outros locais, de preferência às suas casas, enquanto Jesus foi até Madalena para ouvir os seus agradecimentos e convida-la para outro caminho de vida, sob a companhia Dele e dos apóstolos para a constituição da Igreja.

Madalena Foi e.... Ficou! Teve fé e esperança, sempre ao lado do Mestre, ouvindo tudo que Ele dizia, recebendo a luz do Seu espírito e cumprindo as Suas orientações, levando ao conhecimento de outros apóstolos as explicações solicitadas por eles acerca dos assuntos que eram difíceis de compreensão e interpretação, em decorrência dos poucos conhecimentos que tinham na condição de pescadores.

Todos os acontecimentos dos últimos anos da vida de Jesus – foram acompanhados e testemunhados por Madalena, mediante a demonstração de confiança, fidelidade, estima e amor dela ao Senhor, assim como Deste sobre ela nas viagens da missão apostólica, no julgamento de Jesus e Sua condenação, na crucificação e na morte, além da ressurreição, sendo que neste caso ela tornou-se a mulher pioneira para anunciar ao mundo que o Filho do Homem, após sair do túmulo fora chamado por Deus para a eternidade.

Com fundamento no caráter feminino iniciado na vila de pescadores denominada Magdala, ou Aquela que Vem, do litoral da Galiléia  - a sua adesão ao Cristo foi tomada sem qualquer receio e tampouco  o medo, nem temor da opção, pois naquela oportunidade havia consciência e responsabilidade em saber o que ela pretendia, sob completa liberdade  estimulada  e assegurada, por incrível que pareça, pelo Mestre.

A decisão da mulher que ficou na Bíblia com o nome de Magdala – o mesmo de sua  pequena comunidade, onde Jesus esteve, anteriormente – estava determinada para toda a  vida, de forma definitiva, cortando ou sem a menor ligação com as raízes do passado em que as emoções faziam a alegria de viver, segundo o hábito do sentimento irracional em que Madalena estivera mergulhada sob as pedras de Jerusalém.

Naquele tempo - mais de 2 mil anos atrás, quando a mulher era subordinada, dependente, acomodada, escrava e tratada como uma coisa para a bestialidade do prazer masculino,

foi criada e estabelecida  a vontade para o respeito sobre o carinho e amor indispensáveis

à pessoa humana, sobretudo a feminina através da fibra de Madalena.

Na perspectiva madalística – encontramos nos olhos e na face da amiga e discípula, o horizonte da indecisão pelo sim-não-sim, sem aprovação do Filho do Homem que não tinha dúvidas em dizer a verdade, em qualquer circunstância, tanto aos humildes, quanto aos poderosos, em qualquer momento, com delicadeza e mansidão.

Rabôni!!! = Mestre, do hebraico – Foi assim que falou Madalena, na madrugada do domingo de Páscoa, no cemitério de Jerusalém, quando viu Jesus ressuscitado dizendo que ela não chorasse e voltasse aos apóstolos para dizer que aguardassem na casa onde estavam, a passagem Dele por ali.

Naquele instante de felicidade com a ressurreição de Rabôni, Magdala ficou sorrindo, cheia de alegria com lágrimas e a certeza de que não estava sozinha no mundo, caminhando sob a angústia e desespero, no meio da corrupção dos povos, governos, grupos e pessoas que não aceitavam as orientações reveladas pelo Cristo com a promessa de justiça, amor e dignidade para toda humanidade.

Na lógica do Tudo tem uma Razão de Ser – podemos admitir de modo sincero e coerente,

que a mensagem de Magdala tornou-se conhecida, admirada, exposta e acreditada pelo

mundo inteiro, sob as diversidades do entendimento humano, sendo que no caso do cacique guerreiro Raoni – foi gravada de forma mais precisa, concreta e determinada.

= Lá se vem a invenção - criada por falsa opinião?

Vamos com calma – pelo bom senso da alma: Rabôni ou Rabuni, vem do hebraico falado em Magdala – aquela vilinha de pescadores, de onde saiu Madalena, para Jerusalém, cidade em que conheceu e passou a viver com Jesus, após ter sido desmoralizada e apedrejada, diante da população de variadas raças consideradas inocentes e justas no plano religioso de então.

No dicionário das línguas Tupi-Guarani, de Silveira Bueno – 1998 não consta a palavra

Raoni, como era de se esperar com o nome do indígena de Mato Grosso, bem como nas páginas da Web-Internet, razão pela qual a conclusão é de que no batismo do menino que se tornou Pagé – foi aplicado o Rabôni, de mestre, sem o b – porque a língua Tupi não reconhece muita necessidade dessa letra na formação das palavras.

= E o que Madalena tem a ver com essa história?

Na linha da imaginação, apenas o fato dela haver chamado Jesus de Rabôni, daí por que ficou Raoni para o nome de batismo do homem originário da selva, disposto em perder a sua vida – derramando o próprio sangue, em defesa do seu povo e da natureza – se os poderosos civilizados não tiverem a capacidade de reconhecer os direitos indígenas e a necessidade de preservação do meio ambiente.

Aquela que Vem – Magdala, pode ter sido a inspiração para alquém que esteve presente

no nascimento do menino – 1930, a quem foi recomendado o Rabôni sem b, em honra

do Mestre Jesus Cristo que teve o sangue derramado e a morte na cruz para salvar a humanidade dos seus pecados.

= Esta conclusão tem tudo para ser vazia.

Parece, mas talvez não seja – porque até a biografia de Raoni, nas páginas do site com sua história e atividades pelo mundo, não existe qualquer referência ao seu nome de batismo, tampouco no tocante a Rabôni, motivo pelo qual temos a porta aberta para esta indicação.

As grandes distâncias aéreas de Jerusalém para Natal-RN e Mato Grosso – mais de 8 e 10milkm poderiam ser outro impasse maior para elaborar esta matéria, se não houvesse a Bíblia com o Novo Testamento circulando em torno da Terra, assim como os recursos de informações pela Internet.

Na complexidade do mundo – recorde-se que em 1825, a menina  Jandí, quando estava em companhia de sua avó Pantofa, nas serras do RN-Oeste, saiu correndo, gritando e chorando

por dentro do mato, após o assassinato daquela mulher que havia recolhido de um sítio, alguns cajus para matar a sua fome, ao rezar o Ofício de N. Senhora.

Jandi desapareceu no tempo, enquanto Magdala ficou sem Fala no silêncio do Evangelho, de maneira inexplicada, depois da morte de Rabôni – ainda vivendo por Aqui, ao lado de Raoni - o guerreiro Tupi, sem arma de Guerra para manter sua Terra

Na rima da poesia, aqui temos outra Opinião - saída do Coração e da Razão sobre as pessoas vivas e mortas que fizeram e fazem a história com os seus atos e fatos, pensando na harmonia, solidariedade, união, sinceridade, tranqüilidade, paz e justiça com bastante dignidade para que as mulheres e homens sejam alegres e felizes no universo onde vivemos

sobre a Mãe Terra – em busca da eternidade.

Esperamos que nesta União – Você venha ser o sadio Grão!

Dia do Índio-19.04.2012 *Jornalista,Sociólogo-UFRN

  

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