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Ensaios-->A comunização da Educação brasileira -- 09/05/2011 - 16:54 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A Comunização da Educação, através de livros didáticos e sob orientação do atual Governo Federal‏

 
 

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Prezado amigo,

 

Enviamos ao Sr. a análise do livro didático “HISTÓRIA HOJE”, um exemplo de como o atual Governo Federal deseja levar o Comunismo ao estudante brasileiro.

 

Pedimos que o Sr. medite e que estude a possibilidade de difundi-la, para auxiliar a proteger nossa juventude da pérfida ideologia.

 

Um forte abraço,

 

Reynaldo De Biasi Silva Rocha – Cel

Presidente do Grupo Inconfidência

 

Obs: Caso o Sr. decida retransmitir essa análise, solicitamos apagar os textos de encaminhamento que aparecem no início deste email, evitando desse modo acréscimos desnecessários.

 

 

 

 

 

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LIVRO DIDÁTICO “HISTÓRIA HOJE” (HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA E

HISTÓRIA DO BRASIL – SÉCULOS XIX E XX)

 

DESTINADO À 7ª SÉRIE

AUTOR: OLDIMAR PONTES CARDOSO

EDITORA ÁTICA

 

CAP. 2 – O MOVIMENTO OPERÁRIO E OS SOCIALISMOS

 

O Capítulo analisa o movimento operário surgido na Europa durante o Século XIX.

- Narra a tentativa inicial de melhoria de salários e condições de trabalho pelos operários, que chegam à conclusão que seria necessário criar um mundo socialista, para que não mais existisse a exploração dos trabalhadores pelos patrões.

- Expõe, para comparação dos alunos, as gravuras abaixo, a primeira representando um bairro operário sob um viaduto ferroviário em Londres no Século XIX e a outra, o Palácio de Cristal, magnífica estrutura construída na mesma cidade, para abrigar a Grande Exposição de 1851.

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  - Descreve a situação do operariado no Século XIX, com jornadas de até 20 horas diárias, e terríveis ambientes de trabalho, onde a segurança era precária, patenteada pelo esmagamento dos membros dos operadores pelas máquinas de tecnologia incipiente..

Cita que nas minas de carvão e ferro o quadro era ainda pior.

- Salienta que nas fábricas existiam muitas crianças, que freqüentemente colhiam retalhos de lã no chão sob o risco das máquinas, que eram espancadas quando não conseguiam acompanhar o ritmo, e que podiam ser acorrentadas e enviadas à prisão, caso conversassem com outras ou se atrasassem.

- Ao final, menciona que os comunistas lideravam o movimento operário do Século XIX.

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  Comentários: são citações realmente constrangedoras e comoventes que visam, em um crescendo, criar o ódio ao Capitalismo. Induz também nos alunos a afeição e admiração pelos pobres e trabalhadores, atraindo-lhes com naturalidade a expressar esses sentimentos pelo Comunismo, considerado pela propaganda marxista, o “defensor dedicado” daqueles.

 

 

 

 

 

CAP. 3 – IMPERIALISMO E NEOCOLONIALISMO

 

O Capítulo trata do fenômeno da conquista de várias regiões da África e Ásia, ao final do Século XIX, titulando seus executores de “imperialistas” ou “neocolonialistas”.

- Contém imagens a serem confrontadas.

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* A da esquerda, uma gravura que mostra dois soldados representantes da França e da Inglaterra, sobre esqueletos humanos, que brindam a conquista de regiões da África em inícios do Século XX.

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Personifica, pois, o “imperialismo” europeu.

* O da direita, uma fotografia da manifestação em São Paulo, 2003, contra a invasão do Iraque pelos EUA, na qual se evidencia uma grande faixa “FORA BUSH!”.

* Há uma pergunta ao aluno: “Na opinião de vocês, há relação da gravura da página ao lado e a fotografia desta página? Qual?”.

* No MANUAL DO PROFESSOR (2ª parte do livro; sugestões do autor ao professor, na condução de seus estudantes), lê-se em relação às figuras em questão, como resposta “adequada”, que o ponto comum é que em ambas há acusação da “dominação de um território estrangeiro”: Marrocos e Egito, pela França e Inglaterra; Iraque, pelos EUA, sendo pois, “imperialistas” os conquistadores.

Comentários: não queremos discutir o termo “imperialismo”, nem sua atribuição aos EUA, representante do Capitalismo. Desejamos afirmar, sim, que o autor foi parcial, por não ter também incluído no livro a URSS, que simboliza o Comunismo, por ser a maior potência “imperialista” do Século XX, em razão de haver, após a II Guerra Mundial, dominado a Bulgária, Tchecoslováquia, Hungria, Polônia, Romênia e Alemanha Oriental, impondo-lhes um regime comunista mantido a ferro e fogo até 1989/1990.

 

CAP. 12 – A FORMAÇÃO DA ITÁLIA E DA ALEMANHA E A COMUNA DE PARIS

 

O Capítulo descreve, em um de seus trechos, a Comuna de Paris.

- Relata esse episódio, ocorrido em Paris em 1871, quando sua população, humilhada com a derrota na guerra franco-prussiana e insatisfeita com as precárias condições de vida, instala nessa cidade um governo revolucionário, tido como o primeiro exemplo de Estado “socialista” comunista. Manteve a revolta de março a maio desse ano, sendo ao final vencida pelo governo da República.

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 - Exalta o heroísmo das mulheres participantes e apresenta as “Resoluções dos “comunardos”” em que pinçamos as frases: “Considerando que sem os senhores tudo será melhor para nós” e “...nos decidimos tomar o poder”.

 - Glorifica a música “A Internacional”, de letra criada por um membro da Comuna e que tornou-se o hino do movimento comunista, citada como “cantada no mundo   inteiro”.  De   seus  versos,  selecionamos:  “O  mundo  vai

mudar pela base: nós não somos nada, sejamos tudo!” e “ A Internacional será o gênero humano”.

- O autor pergunta: “Vocês (alunos) conhecem outra versão do poema A Internacional? Em que língua? Onde vocês ouviram?” e insiste novamente no MANUAL DO PROFESSOR, quando diz: “Para aprofundar os conteúdos desta atividade com seus alunos, vocês podem ouvir versões da Internacional em francês e português, disponíveis na internet...”.

Comentários: as “Resoluções” e “A Internacional” revelam os desígnios dos “comunardos”: a tomada do poder para constituição de uma sociedade sem senhores.

Asseveramos que o autor, nesse fato histórico, procurou açular a aversão aos capitalistas, objetivou incutir no estudante o culto à experiência comunista da Comuna, buscou motivar as mulheres a aderir de corpo e alma a uma ação revolucionária quando ocorrer e, através da admiração do educando pela bravura e espírito de sacrifício dos “comunardos”, trabalhadores e pobres, visou atrair o jovem para a esfera do Comunismo, dito “protetor e defensor dos necessitados”.

 

CAP. 18 – O MESSIANISMO NO BRASIL

 

O Capítulo aborda, em uma de suas partes, a guerra contra Canudos.

- Historia o movimento messiânico de grandes proporções ocorrido no sertão bahiano em 1893, em um local conhecido como Canudos, onde se desenvolveu um arraial articulado à figura de Antônio Conselheiro. Conselheiro, retratado como monarquista e fanático religioso, passou a criticar o novo regime, que separara a Igreja do Estado, estabelecera o casamento civil e permitira aos municípios a criação de impostos.

- Diante do crescimento de Canudos, que evoluíra para ser a segunda cidade da Bahia, o governo federal decidiu eliminar o aglomerado em 1896, por temer o surgimento de um novo foco a favor da monarquia.

008.jpgConselheiro, ao final

 - Destaques do texto: “Canudos caiu... quando caíram seus últimos defensores... na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados”, “Muitos prisioneiros (em Canudos) morreram degolados pelos militares” e “Canudos tornou-se o símbolo da luta dos oprimidos no Brasil”.

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Igreja destruida por canhões

Comentários: os governos brasileiros tinham sido ameaçados anteriormente por revoltas no período da Regência (Cabanagem, Farrapos, Sabinada e Balaiada) e pela Revolta da Armada (1893-1894) e Revolução Federalista (1893-1895), esta última de cunho monarquista.

* Como Conselheiro era monarquista e Canudos muito populoso (25.000 habitantes), o governo, que defrontara rebeliões em 1893, para evitar o risco de sua continuidade, resolveu aniquilar o arraial. As frases em relevo “...rugiam raivosamente 5 mil soldados” e “...degolados pelos militares”, destinam-se a instilar no jovem aluno a repulsa ao Exército Brasileiro, na atualidade o grande opositor do Comunismo, e disseminar a afeição pelos “oprimidos”, que no momento, pela propaganda, são associados ao Marxismo.

 

 

LIVROS E FILMES (RECOMENDADOS PELO AUTOR)

 

* Observações: os comentários sob cada um, são nossos pareceres sobre o propósito do autor em indicá-los ao leitor. Constituem-se em produções realçadas, entre outras.

LIVROS  

- Germinal (Emile Zola – Companhia das Letras)

   Instigar a aversão aos patrões capitalistas (donos de minas de carvão) e afeto pelos operários (mineiros tiranizados).

- A Rússia dos sovietes (Sonia Irene – Atual)

   Exaltar a formação da Rússia comunista.

FILMES  

- Metrópolis (Alemanha, 1927). Direção: Fritz Lang

   Incitar, ao longo dos tempos, através de um filme de ficção que se passa em 2026, o ódio aos capitalistas (descritos como uma elite de patrões que goza de todos os privilégios no topo dos arranha-céus) e a afeição pelos operários (retratados pela classe trabalhadora que vive oprimida no subterrâneos da cidade).

- A Batalha de Argel (Argélia, Itália, 1965). Direção: Gillo Pontecorvo

   * Transmitir uma verdadeira aula de guerrilha urbana, onde as técnicas, artifícios e táticas da população argelina revoltada contra os franceses, são apresentadas em mínimos detalhes.

   * Conservar o rancor pelo colonizador (francês) e despertar a admiração e simpatia pelo colonizado (argelino), no contexto rico x pobre.

- Guerra de Canudos (Brasil, 1997). Direção: Sérgio Rezende

    * Estimular a hostilidade aos militares brasileiros, que destruíram em 1897 o arraial de Canudos, núcleo de camponeses chefiados por Antônio Conselheiro, líder religioso que se opunha à República.

   * Concitar a repulsa ao poderoso e a estima pelo pobre (luta de classes).

   * Estabelecer, por extensão, a ligação entre a Igreja e o pobre, para reflexão das autoridades eclesiásticas do agora.

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