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Ensaios-->Jornalistas irão avaliar os primeiros 100 dias de Dilma -- 08/02/2011 - 12:15 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Jornalistas irão avaliar os primeiros 100 dias do Governo da Presidente Dilma

Gerhard Erich Boehme

boehme@folha.com.br
boehme@globo.com
boehme@r7.com
http://gboehme.blogspot.com/


Sim, mas ... ... e os engenheiros e administradores serão ouvidos para que os jornalistas possam produzir boas matérias?



Infelizmente esta não é a tradição brasileira e o Professor Stephen Kanitz, um dos mais renomados administradores do Brasil, já nos alertou para o problema, os jornalistas preferem ouvir os economistas governamentais e os políticos, pois estes falam na mesma frequência.



Infelizmente se considerarmos o espectro da população brasileira, assim entendida o termo espectro como é usado no meio farmacêutico, as nossas publicações, com destaque aos jornais e revistas semanais, bem como a mídia televisiva, mesmo os canais fechados, ao contrário de uma série de países do mundo não apresentam artigos e reportagens com administradores, os nossos jornais possuem suplementos sobre política, negócios, economia, esportes, etc. e etc. mas não sobre administração e engenharia. Mas isso tem consequências, o país passa a ser mal administrado, pois o povo brasileiro não faz uso da razão para avaliar o desempenho de nossos políticos, principalmente os que estão no executivo, passando a ser então alvo fácil da demagogia, do clientelismo e populismo, deles decorrendo a sua consequência mais perversa: a corrupção. A qual no Brasil está institucionalizada. Se não fosse assim não teríamos 37 ministérios e secretarias de Estado com nível ministerial. Com uma equipe deste tamanho é difícil administrar um governo. Ou estou errado?

Acaso os jornalistas já se perguntaram quantas vezes o ex-presimente conseguiu reunir seu ministério e formular ações e tomar decisões?



Kanitz nos apresenta uma crítica importante sobre a 'tradição' de nossa imprensa apresentar uma avaliação sobre os 100 primeiros dias do presidente. Ele acerta, pois a avaliação deveria ser pautada, assim entendo eu, nas decisões, e quando isso não ocorre, como é o caso, posto que as mesmas foram procrastinadas por uma infinidade de razões, primeiro o loteamento político do Estado e das estatais, este adiado devido às disputas acirradas e a dança dos novos políticos e sindicalistas que assumiram agora no dia 1º de fevereiro suas funções, ou seriam privilégios, na Câmara e no Senado. O clientelismo político republicano, este engendrado com a liderança do dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, se associa e ao mesmo tempo colide com os interesses da 'república sindicalista do Brasil', com a emPTização do Estdo e do nePTismo nas estatais.



'Nunca, nunca n’istória deçe pâizzz .... '. Felizmente a frase está caindo em desuso e as verdades começam a aparecer.





“É possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; o que não é possível enganar todas as pessoas todo o tempo” (President Abraham Lincoln - February 12, 1809 - April 15, 1865)





Se observarmos os desafios e problemas brasileiros, que são inúmeros, ainda que requeiram tempo, as soluções existem. Mas, dependem de pesquisa científica, projetos sérios e planejamento. Em resumo, de uma boa administração e de uma boa engenharia.



Mas, e os administradores? E os engenheiros?



Esta pergunta os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva não souberam fazer. O mesmo ocorreu com os eleitores de sua candidata terceirizada. Mas isso não é novidade, pois o Professor Dr. Stephen Kanitz, outrora professor da FEA/USP, nacionalmente conhecido como colunista em importantes jornais e revistas de circulação nacional, já nos havia alertando para a causa da má gestão pública:



http://www.kanitz.com.br/veja/pais.asp

http://www.kanitz.com.br/veja/faltam_engenheiros_governo.asp



E quando confrontamos estes seus artigos com a realidade que se seguiu, bem como com os seus artigos atuais, logo vemos que de fato além de ter sido objetivo e 'acertivo' em suas assertivas, fez suas profecias. E estas se concretizaram.





Aos jornalistas, bem a eles deve ser dada a oportunidade de reflexão, pois a partir destas palavras o desafio passa a ser maior, pois não podemos mais aceitar a avaliação de um executivo, em especial o principal executivo do país, com base na emoção, mas sim com base na razão. Cabendo aos jornalistas avaliarem as decisões tomadas e o planejamento que está sendo realizado. E temos que reconhecer, o legado é por demais cruel, pois nada foi feito de efetivo para a liberdade do cidadão brasileiro nestes últimos 16 anos. Ou seriam 120 anos?





'E a monarquia constitucional teria evoluído para o Império federalizado, como desejava o Partido Liberal. Mas, partimos para a ruptura do bipartidarismo não obrigatório (Conservadores e Liberais) e para a República, elegendo logo dois militares que se transformaram em descumpridores da única constituição liberal que tivemos (a Provisória e a clonada de 1891)'. (Jorge Geisel - jorgegeisel@hotmail.com)





De minha parte, se considerarmos somente os nomes indicados para o primeiro escalão, o que temos: o primeiro escalão do governo sendo formado por nomes inexpressivos, muitos como o do atual ministro da educação, comprovadamente incompetentes, sem a educação, formação, habilidade e experiência necessárias, quando deveríamos ter executivos de primeira e ministros com experiência administrativa, que saibam tomar decisões não por critérios políticos, mas por critérios de custos, eficiência e eficácia. Que saibam fundamentalmente observar um dos mais importantes princípios para a construção de uma verdadeira nação é a fiel observação ao princípio da subsidiariedade. Mas jornalistas são ignorantes neste campo. Desconhecem como este princípio é fundamental.



E quando citamos os primeiros escalões cabe uma crítica especial ao atual Presidente do IPEA, para que ele venha a ter o entendimento da diferença entre eficiência e eficácia, para assim poder emitir opinião sobre a produtividade do governo, pois ele ainda acredita que os funcionários públicos na esfera federal sejam mais produtivos que os trabalhadores da iniciativa privada.

Felizmente o IPEA atualmente não apenas está a serviço da doutrinação, ainda vemos que produz bons estudos: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/02/03/cada-r-1-gasto-em-educacao-gera-r-185-no-pib.jhtm



De minha parte recomendo que os jornalistas venham a avaliar os primeiros '100 dias' com base nos mais importantes indicadores que levam uma nação ao desenvolvimento e paz social, como os critérios d`The Heritage Foundation , obviamente que poderão fazê-lo também com base em outros indicadores, como os d’The Cato Institute ou do Fraser Institute.



Acesse: http://www.heritage.org/index/ranking.aspx



Se não o fizerem seguramente continuarão a cometer os mesmos erros de sempre: entre atuar na causa e no efeito, continuarão a atuar no efeito, privilegiando a cultura da lombada. Agora pergunto: Será que a cultura da lombada caracteriza mesmo os brasileiros?

Creio que não.



Funcionários públicos, como os do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, acreditam que o que liga dois pontos no espaço é a distância. Não estão de tudo errados, mas o que de fato liga dois pontos no espaço, o ponto onde estamos e para aonde queremos ir é o tempo que se gasta para tal. Tempo é o que temos e não podemos dar ao luxo de desperdiçar, pois isso abrevia nossas vidas e tudo o que retira de nós parte de nossas vidas é escravidão. Ser eficiente e eficaz é obter resultados que economizam tempo das pessoas, ser incompetente é colocar uma lombada no caminho para se evitar um potencial acidente ou poder procrastinar obras necessárias.





Lombadas consomem tempo e irritam as pessoas, danificam veículos, aumentam a poluição sonora e atmosférica, desgastam ruas, avenidas, estradas e rodovias. Mas esta é a opção dos brasileiros, acreditam que se deve atuar no efeito e não na causa. O problema é cultural.





A cultura da lombada nos é própria, entre gerar emprego, riqueza e renda optamos, ou melhor, oPTam por querer distribuir riqueza. Uma riqueza que não temos, mas que necessita de empreendedores para ser gerada, sem penalizá-los através de uma abusiva e irracional carga tributária.



E o que é uma abusiva carga tributária? É aquela que converte recursos retirados a fórceps da sociedade, dos que trabalham, e que não são convertidos em bens e serviços públicos.

E quando temos uma abusiva carga tributária o que temos na realidade é um cidadão sendo escravo de outro, pois o fruto de seu trabalho não é em benefício próprio ou de uma sociedade mais justa, mas para gerar privilégios a diversas classes especiais de pessoas que gravitam no entorno do palácio do Planalto, mesmo que para isso haja justificativas de que estamos numa democracia. Uma democracia uma pinoia, o que temos é a oclocracia. Há uma enorme diferença entre ambas. Mas os jornalistas não se dão conta disso.



Acaso os jornalistas saberiam responder a diferença entre a democracia e a oclocracia? - Seguramente que não.



Tomemos uma pessoa normal, que trabalha praticamente seus 365 dias do ano, destes 147 a 152 dias são destinados para pagar impostos, o que representa 40% de um ano inteiro. Podemos fazer uma regra de três quando existirem férias, feriados e descansos semanais, mas a relação se mantém. Oficialmente é informado que gira em torno de 36 a 38% do PIB, mas temos a bi-tributação. Muitos brasileiros são hoje penalizados com uma carga tributária que supera mais de 50%.



O Brasil é um dos países com a maior carga tributária de todo o mundo. Agora, quantos dias no ano trabalha uma pessoa daquelas que o Professor Dr. Márcio Pochmann, Presidente do IPEA, diz ser mais produtiva que o cidadão normal. Cidadão normal é aquele que é pagador de impostos, que deseja ter bons serviços públicos.

Essa abusiva carga tributária paga no Brasil prejudica não só os trabalhadores, como também o setor produtivo, e por extensão toda a sociedade e penaliza os mais pobres e miseráveis. Isso porque os produtos e serviços deixam as fábricas e escritórios com preços superiores aos que deveriam custar de fato com impostos dentro da realidade de um país em desenvolvimento, mas que também enfrenta duras realidades, como a escalada de violência sem precedentes.

Entre atuar nas causas da violência, oPTam por atuar no efeito, dando direitos e mais direitos aos que nos retiram a vida, a liberdade e a propriedade.



Entre fomentar a poupança interna e investir em infraestrutura, oPTam por acumular dívidas e culpar governos anteriores.



Entre combater o tráfico de drogas na sua origem, com firme atuação a partir de nossas Relações Exteriores e das Forças Armadas, oPTam por atuar no efeito, dando proteção estatal aos consumidores de drogas, sem mesmo antes promover a cultura da responsabilidade individual.



Entre investir no alcance e na melhoria da educação fundamental, oPTam por sustentar o mais perverso dos mecanismos de concentração de renda em todo o mundo, dos impostos pagos pelos mais pobres são financiados os estudos universitários dos que podem pagar por eles ou os financiar de forma justa e honesta.

Atuar na causa é envidar todos os esforços, seja com nossas Relações Exteriores e Forças Armadas para que não sejam produzidas as drogas nos países vizinhos e para cá trazidas, ou melhor, traficadas. Atuar no efeito é dar assistência a um jovem drogado e colocar os policiais e militares de forma despreparada para combater pequenos traficantes, isso enquanto os grandes traficantes, as principais cabeças participam de foros internacionais, como o Foro San Pablo, ou ocupam o Palácio do Planalto a convite oficial do Governo Brasileiro.



A questão é que devemos saber responder às perguntas:



1. Onde são produzidas as drogas?

2. Como e por onde elas entram no Brasil?

3. E o que necessita ser feito para erradicar a produção nos países produtores e fechar as fronteiras para que não entrem no Brasil?





Mas a cultura da lombada permeia o tecido social brasileiro, e os jornalistas, principalmente os de esquerda concorrem para que a nossa juventude seja destruída e a violência se faça cada dia mais presente. Quais são as ações conjuntas realizadas?





Outra evidência de nossa cultura da lombada é que entre a opção de criarem incubadoras nas áreas de cultura, esportes, gastronomia, turismo, etc., oPTam por um assistencialismo que cria dependência física, moral e financeira junto aos políticos no governo ou nas estatais por eles 'controladas'.



Entre ...



E se considerarmos nossa história, em especial o período de 1964 a 1985, vemos que hoje entre fazer uma boa gestão face a violência, vemos que oPTam por administrar o Brasil com base no espelho retrovisor.



Os números são assustadores, ou melhor, aterradores.



Senão vejamos:

410 mortes, todas elas com características de violência, a grande maioria com requintes de crueldade jamais vistas;
2.700 vítimas de sequelas físicas e mentais que tiveram como origem a violência;
550 vítimas de tortura.
Estes são números que não se referem ao período citado, pois este período deve ficar na história, seguramente estudado. Estes números são os de hoje, do dia de hoje. E no Brasil. Esta é a realidade brasileira atual.



Amanhã serão seguramente mais o mesmo tanto, senão mais. Consomem mais de 20% do tempo de nossos noticiários, mas não nos comovem. Fechamos o ano de 2009 com 150 mil mortes devido a violência, mais de 1 milhão de vitimas com sequelas físicas e mentais, somente devido a violência. 2010 já está fechando as estatísticas com mais de 180 mil mortes devido a violência no Brasil. Somente com a procrastinação de decisões por parte do ex-presidente Lula tivemos mais de mil mortes no início deste ano devido as chuvas: uma tragédia prevista.



E se fizermos uma visita nos hospitais públicos e centros de atendimento de urgência em todo o país seguramente veremos que a maioria, primeiro devido a falta de atendimento e depois devido a falta de recursos materias e humanos, são vítimas de tortura, um número seguramente maior que este. São brasileiros resignados. Confiavam nos serviços públicos, ou melhor, nos políticos que elegeram.



Esta é a triste realidade brasileira que vejo quando recebo uma mensagem de um esquerdista idiota, seguramente pleonasmo quando defendem a pandilha que hoje nos governam, sedentos por uma maior presença do Estado, na realidade dos 'companhero', assim promovendo a emPTização, o nePTismo e dando a continuidade ao clientelismo político, que faz com que o Brasil tenha um dono e tenha um nome: Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.



O caso recente do Militante do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), Ruy Carlos Vieira Berbert, seguramente deve causar indignação, não apenas por ter sido enterrado em uma vala comum e com nome falso, mas isso em respeito à família, pois como militante de um grupo terrorista sabia muito bem contra quem e a mando de quem lutava, e não era pela democracia, mas para implantar aqui um regime totalitário, seguramente muito pior contra o qual diziam lutar. A luta era pelo poder, naqueles tempos era feita de outra maneira, mesmo às custas da divisão de países, de milhões de mortes e muita opressão.



Veja os recursos da estrutura pública que foram usados neste caso, quando na realidade bastaria a estrutura da Polícia Civil e Técnico-científica de São Paulo para fazer a exumação e retirar amostras do corpo para fins de identificação de DNA, procedimento este rotineiro em casos similares que ocorrem no nosso dia-a-dia.



Somente idiotas ou sedentos por privilégios discutem o período citado fora do âmbito da pesquisa histórica, desconsiderando um tema consensado pela sociedade, a verdadeira história que deve ser tratada o que de fato lhe reserva, ser o ramo da ciência que se ocupa de registrar cronologicamente, apreciar e explicar os fatos do passado, em especial este de 1964 a 1985.











Os Primeiros 100 Dias da Dilma e dos Governadores


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Stephen Kanitz

http://blog.kanitz.com.br/2011/01/os-primeiros-100-dias-da-dilma.html



Daqui 100 dias, teremos várias reportagens avaliando os 100 primeiros dias do governo Dilma.

Isto é uma tradição jornalística infeliz, mas basta pesquisar o Google para ver como ela é frequente.

John Kennedy se rebelou contra esta tradição, tentando cunhar a frase 1000 dias, mas fracassou.

Avaliar um governo nos seus primeiros 100 dias, é mais um erro da imprensa mundial.

Não há nada na literatura da avaliação em administração, que estabeleça 100 dias como um período adequado.

Pelo contrário. Estes 100 dias vêm de um fato histórico que nada tem a ver com administração, que é os 100 dias da volta de Napoleão de seu exílio de Elba.

Administradores profissionais não tem 100 dias, precisam mostrar para que vieram logo no primeiro dia.

E isto é tão fácil. Diretores que esperam 10 anos para serem promovidos para a Presidência já tem uma lista pronta de 10 itens para fazer no Dia 1.

E mais 10 itens para o Dia 2.

Afinal sabem há mais de 10 anos, e não 4 meses, que poderão ser Presidentes, e sabem de cor o que pretendem fazer.

Portanto já se passaram 30 dias. O que a velha imprensa está demorando tanto para fazer uma avaliação ?

Porque todos tiveram 30 anos para fazer um MBA mas nenhum jornal ou revista achou interessante bancar a educação continuada de seus jornalistas. Deu no que deu.







O texto merece reflexão, assim espero, pois já se foi o primeiro mês de governo, o qual me parece, por ter uma visão crítica, segue a tradição não apenas da cultura da lombada, mas também o velho ditado: “O Brasil só começa a trabalhar depois do Carnaval”.



Será que a equipe da Presidente Dilma Vana Rousseff Linhares saberá fazê-lo?



A imprensa em geral e isso inclui a que os atoleimados chamam também de PIG, estes citam, escrevem que seria um tempo extremamente curto para a antecipação de qualquer tipo de avaliação. Há inclusive quem alegue que sequer a equipe de governo encontra-se plenamente formada, levando-se em conta que são muitos os cargos dos segundo e terceiro escalões ainda não preenchidos. Mas a eles, aos jornalistas, falta o uso da memória, afinal qual foi mesmo o principal lema de campanha? O qual passou a fazer parte do Programa de governo de Dilma 2011-2014 e do discurso do posse. Acaso não era o compromisso com a continuidade da mudança. Continuidade com o (des)governo Lula, naturalmente.

Neste aspecto, portanto, já poderíamos ter alguma base para o início de uma apreciação crítica das opções adotadas pelo governo federal. Porém, é em torno de medidas já implementadas nesses primeiros dias - ou de anunciadas intenções - que acredito que já possamos iniciar o necessário reconhecimento dos caminhos que vão sendo desenhados pelo novo governo. Quem esperava uma boa gestão já tem com que se decepcionar, pois o resultado não é nem um pouco animador. E estas palavras não são só minhas.



Na área fiscal, o governo ainda não concluiu o estudo que faz para anunciar os chamados cortes orçamentários, mas fontes do ministério divulgam que o mesmo deverá ficar entre 35 e 40 bilhões de Reais, tendo também um caráter definitivo, não existindo a possibilidade de parte desse corte vir a ser descontingenciado ao longo do ano, dependendo da arrecadação.

Infelizmente o Brasil necessita de uma reengenharia, um orçamento tomado com base zero talvez seria uma boa opção. A inércia dos gastos públicos é irracional, pois sustentam programas contra os quais dom Pedro II já lutava, como os que alimentam a “indústria da seca”, hoje com nomes pomposos como “transposição”, mas que seguem a mesma práxis dos que outrora colidiam com o espírito empreendedor de D. Pedro II. Esta foi inclusive uma das causas de ter simpatizantes, principalmente nas Alagoas, a favor da “república”. Não foi só contra a abolição, que tirou privilégios dos senhores de escravos, estes republicanos de primeira hora é que mudaram o rumo do Brasil, e como nas ferrovias não era possível colocar lombadas. Como as ferrovias eram a marca de nosso Império, estas foram combatidas, quando vieram as estradas passaram então a se realizar, puderam colocar fisicamente as suas lombadas. Até então se resumiam aos entraves promovidos nos gabinetes.



Enquanto esses cortes não se definem, o governo Dilma já tomou a decisão inédita de apenas disponibilizar aos ministérios 1/18 do orçamento por mês, diferenciando-se da liberação de 1/12, típica desse período em que o governo ainda não definiu o orçamento final com que pretende trabalhar. Simples, uma decisão que pode ser até interpretada como inteligente, mas sem critérios técnicos. E temos ainda as ameaças referentes ao valor do “salário mínimo”, ou melhor, salário do aposentado, pois este mínimo é um referencial para tal.



Sem contar a enganação ou jogo de cena com as Centrais Sindicais para esse novo valor, em troca da atualização dos valores da tabela de descontos do Imposto de Renda da Pessoa Física.



Sem alternativas o Banco Central por sua vez teve que elevar a taxa básica de juros de 10,75% ao ano para 11,25%. Se não o fizesse o imposto inflacionário volta a se fazer presente e não podemos esquecer que ele é o pior imposto, pois penaliza cruelmente os mais pobres.



Um triste cenário, muito embora o ex-Governador Roberto Requião, hoje Senador, não acreditar nisso, sua incompetência endossa maior presença do Estado, mas ele na se dá conta que a contrapartida a eles são recursos tirados da população e o governo o faz através de uma das seguintes maneiras:



1. aumento de impostos;

2. endividamento interno e externo;

3. emissão de moeda – o imposto inflacionário;

4. superfaturamento dos produtos e serviços das empresas estatais;

5. apropriação indébita do patrimônio do cidadão, seja relativizando o direito à propriedade ou outro artifício político-demagógico;

6. emissão de títulos públicos - emissões de títulos da dívida, como agora, sem limites pré-definidos;

7. corte dos investimentos em bens e serviços públicos, o que acarreta no aumento de violência, problemas com a saúde e baixa qualidade do ensino fundamental.



Aumentos de impostos escravizam o cidadão, pois ele passa a trabalhar não para si, mas para fazer frente a estes saques, que hoje ultrapassa dois quintos dos infernos. Não somos mais escravos em tempo integral, isso devemos ao Império, mas estamos nos tornando escravos em tempo parcial, e não apenas devido às lombadas, mas pelo fato de pagarmos tentos impostos e estes não retornarem ao cidadão em bons serviços públicos.



Endividamento transfere o “abacaxi” às futuras gerações.



Emissão de moeda – o imposto inflacionário – gera miséria, cria incertezas que penalizam os mais pobres.



Produtos e serviços das estatais penalizam a todos, como gasolina que já é uma das mais caras do mundo, compramos impostos e ganhamos um pouco menos da metade em uma gasolina de má qualidade, ou um Diesel que mata, um etanol que faz seu passeio irracional pelo Brasil e o GNL que alimenta paraísos fiscais.



A relativização da propriedade, inclusive a intelectual desestimula o empenho, a criatividade e o empreendedorismo, gera uma sociedade de irresponsáveis que passam a ser mais avessos a cobiçar a propriedade alheia, ou a pregar a “distribuição de renda”.



A emissão de títulos alimenta a especulação, quando não estimula o golpe por parte do governo, não respeitando contratos estabelecidos.



Mas a emenda sai pior que o soneto, pois elevar os juros estimula a especulação, faz com que haja a entrada de dólares e acentua a tendência à valorização do Real frente ao dólar. Com isso passamos a regredir, nossos produtos com valor agregado, os que efetivamente geram emprego, riqueza e renda, perdem mercado, inclusive o interno, hoje infestado de produtos chineses, e direcionam nossa economia para as commodities, deixamos de ser criativos e passamos a ser cada vez mais copiativos.





Nossos engenheiros, quando muito, passam a se empenhar em fazer engenharia reversa, que é o termo técnico de se fazer cópia, quando não mudam de ramo ou empreendem a diáspora econômica brasileira, ou como menciona o genial Luciano Pires, passam a ser refugiados éticos.



O problema do câmbio, assim, passa a ter mais um vetor a estimular a sua valorização e aponta para consequências graves nos resultados projetados para o saldo da balança comercial para esse ano.

Nesse sentido, tendo como objetivo deter a queda no preço do dólar, a Secretaria do Tesouro Nacional já definiu que serão realizadas novas emissões de títulos da dívida, sem limites pré-definidos, para o financiamento da compra de dólares pelo Fundo Soberano do Brasil, o que elevará, ainda mais, o nosso explosivo endividamento. Transferimos irresponsavelmente o problema às gerações futuras.



Só que agora tem um sério porém: A nossa população não está mais crescendo, de forma que possa diluir esta irresponsabilidade.



E o que é pior, entre os jovens encontramos o maior número de desempregados, os que estão na economia informal ou os que estão ainda para se iniciar no trabalho, posto que duas ou três décadas atrás o jovem com curso superior entrava no mercado de trabalho com 22 a 24 anos, agora está entrando com idade entre 28 e 30 anos em média.



Ao mesmo tempo, o Banco Central reintroduziu as polêmicas operações de swapp cambial reverso, equivalentes à compra de dólares no mercado futuro, entre as suas medidas para atenuar um processo – a valorização do Real – que é estimulado pela própria autoridade monetária, quando eleva a taxa básica de juros.



Os esquerdistas logo apontarão os problemas para a economia de mercado, e os que defendam a liberdade apontarão para um Estado inchado, paquidérmico, incompetente e ineficaz, mais afeto ao clientelismo político, com seu capitalismo de comparsas, sem mercado, e seu socialismo de privilegiados, sem compromisso com bens e serviços públicos, a educação fundamental de qualidade principalmente. Um Estado que cada dia mais se centraliza e alimenta a corrupção e a diáspora brasileira.





'Bens e serviços públicos têm como característica essencial a impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele ou a impossibilidade de limitar o acesso a eles através de restrições seletivas, com uma única exceção eticamente aceitável: o privilégio ou benefício dado aos portadores de deficiência física ou mental, incluindo as advindas com a idade ou aquelas resultantes de sequelas de acidentes ou fruto da violência.' (Gerhard Erich Boehme)





Resta saber quem está certo? Eu sei a resposta, o problema é que o brasileiro, assim dito no atacado não opta pela razão e pela responsabilidade, ele acredita em um outro mundo possível, talvez no desejo de se criar o céu na Terra.

Desta forma deixa de reconhecer as causas dos problemas, opta, ou melhor, oPTa, por apontar uma política econômica neoliberal como fonte de todo mal. Resta então ao jornalista explicar melhor o que vem a ser este termo “neoliberal”, pois os princípios liberais são, pelo que eu saiba, os mesmos que foram postulados há muito tempo. E neste ponto cabe aos jornalistas voltarem um pouco na história, pois essa história teve início nos séculos 17 e 18, com o liberalismo clássico, que nasceu da revolta contra a tirania dos reis absolutistas, e não constitucionais, e a opressão do Estado sobre o indivíduo. De forma simplificada, o liberalismo surgiu para implantar cinco princípios: 1) liberdade de profissão, de empreendimento e de comércio; 2) submissão dos reis e governantes às leis votadas pela população representada –monarquia constitucional; 3) perda do direito do rei e do Estado de confiscar bens e condenar pessoas sem processo e sem o direito de defesa; 4) garantia constitucional do direito de propriedade; 5) proteção judicial aos contratos juridicamente válidos.



Esse arcabouço legal libertou os indivíduos da tutela e da opressão do Estado e criou a maior revolução econômica, científica e tecnológica da história da humanidade.

E as possíveis inconsistências que surgiram com o tempo foram solucionadas quando se passou a ter o claro entendimento da importância de observarmos o princípio da subsidiariedade para compor as soluções na sociedade. Esquecem que está na raiz do princípio da subsidiariedade as soluções contra o poder de governantes populistas e demagogos, e aqui cabe entender o real significado desta palavra ou o poder de grandes grupos transnacionais, inclusive os que estão sendo criados com ajuda governamental, tráfico de influências e financiamento do BNDES.



Os dilemas e contradições, portanto, da condução da política macro-econômica ficam evidentes. Mas temos outras ameaças, a recente crise internacional nos foi favorável, mas como tantas outras, estão sendo superadas, os impactos se fazem ainda presentes em sociedades tão irresponsáveis como a nossa. Foi assim com os portugueses, espanhóis, turcos, gregos, egípcios, etc..

E o mais grave, estamos perdendo mercado. Mas sem mercado, teremos impactos nas nossas contas externas. A balança comercial já pende para o lado errado, o melhor sinal é o turismo, já gastamos mais lá fora que os “gringos” gastam por aqui. E quando a situação é desfavorável aumentam as remessas de lucros e dividendos das empresas estrangeiras, o que é obvio, pois nenhum investidor está disposto a perder dinheiro. Ou podemos condená-los por isso? Ou seria lícito nos apropriarmos da propriedade alheia?

O resultado de 2010 foi negativo, ficou em US$ 70,6 bilhões. Somente de remessas de lucros e dividendos, enviamos para fora do país US$ 30,4 bilhões.

Mas o mais preocupante não são apenas essas medidas de curto-prazo, nas áreas fiscal, monetária ou cambial nesse início de governo que preocupam.



As intenções anunciadas são igualmente graves.



A Presidente Dilma Vana Rousseff Linhares já se manifestou favorável a uma diminuição – ainda que gradual – da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pessoal de 20% para 14%, ao mesmo tempo em que o “ministro” da Previdência defendeu a criação da idade mínima para as aposentadorias, como forma de se viabilizar o fim do fator previdenciário.



Miriam Belchior, “ministra” do Planejamento, declarou que o governo irá priorizar a aprovação do Projeto de Lei Complementar que estabelece um limite para o crescimento dos gastos da União com pessoal, comprometendo na prática, desse modo, qualquer processo de recuperação de perdas nos vencimentos de diversas categorias dos servidores, ou a necessária expansão do número de funcionários públicos, através da realização de concursos.



Enquanto isso, Edson Lobão, o “ministro” de Minas e Energia – na realidade o fiel preposto do dono do Brasil, o Sr. José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.



E a irresponsabilidade se volta aos nossos recursos, a Presidente Dilma já declarou a sua intenção em retomar de imediato os leilões de petróleo das áreas do pós-sal, ao mesmo tempo em que espera a regulamentação do imbróglio sobre a distribuição dos royalties entre os estados para deflagrar os primeiros leilões do pré-sal, sem se saber a viabilidade técnica de sua exploração ou o potencial de desastres ambientais.



E para quem ainda acha pouco, foi também divulgada a intenção do governo em enviar ao Congresso Nacional proposta de Emenda Constitucional alterando o atual monopólio da União sobre as atividades do setor nuclear. O objetivo seria o de contar com investimentos privados, inclusive estrangeiros, para se levar à frente a idéia de se construírem quatro novas usinas nucleares no país.

E ainda se critica o nacionalismo de nossos militares, eles ao menos não eram tão irresponsáveis, muito embora o tenham sido, ao menos poderiam nos ter legado uma mentalidade focada na liberdade econômica como o fez Pinochet. Ou o investimento em educação fundamental de qualidade.





'Só é digno da liberdade, como da vida, aquele que se empenha em conquistá-la'. (Johann Wolfgang von Goethe 1749-1832 - Escritor alemão, um dos maiores vultos da literatura européia)





E qual é a liberdade pela qual devemos lutar? Bem, assim entendo eu, é aquela que não nos torna escravos, onde o fruto de nosso trabalho é nosso, sem apropriações indevidas como o excesso de tributos que não retornam em bens e serviços púbicos de qualidade e muito menos que retiram de nós o nosso tempo ou a nossa propriedade, pois quando somos furtados, seja este furto feito por um ladrão de galinhas ou um político na Esplanada, somos igualmente escravos, pois nosso trabalho não retorna em bens e serviços públicos de qualidade.





Aos nossos jornalistas faço ainda a seguinte pergunta:



Quando finalmente entenderão que a única alternativa de fato que pode levar ao desenvolvimento sustentável do Brasil é quando soubermos seguir outras nações que de fato o conseguiram, e o fizeram através da observação de regras claras de garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado?


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