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Ensaios-->DIANTE DA TRAGÉDIA -- 22/01/2011 - 20:35 (Délcio Vieira Salomon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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DIANTE DA TRAGÉDIA
Délcio Vieira Salomon*

Si Deus, unde malum?

Já foi dito por alguém que as grandes calamidades públicas dão origem ao homem religioso, ao agnóstico, ao cético e ao ateu. Acrescentaria: não só dão origem, costumam acendrar as convicções de cada um. Frequentemente servem para aumentar a fé e até o misticismo do religioso (na linha do clamor de Jó: “o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor (Jo,1,20). Á guisa de Kant e Huxley, o agnóstico vê robustecida sua argumentação: a catástrofe constitui mais uma prova de que não somos capazes de entender como possa existir um ser superior (Deus) que permite a desgraça. O cético tal qual o agnóstico vê que não havendo resposta para o problema/dúvida de que Deus permite o mal e que apelar para o mistério ou para a aporia é o mesmo que fugir do grande questionamento, acaba se enclausurando em sua cidadela de que a melhor saída é continuar duvidando: “ignoramus et ignorabimus”. Já o ateu radicaliza: quanto mais catástrofes mais se revigora a prova da não existência de Deus. Afinal Deus é apenas uma idéia inventada pelos fanáticos, através da religião, a fim de exercerem o poder sobre os ignorantes e os humildes. Deus é uma idéia do passado. Para os secularistas do séculos XIX e início do XX o ateísmo é a condição irreversível da humanidade na era científica, como escreve Karen Armstrong em Uma história de Deus, p. 466.

Comovido diante das cenas da catástrofe na região serrana do Estado do Rio, mostradas estes dias pela televisão, lembrei-me de texto lido há muitos anos atrás. Trata-se do escritor português, nascido no Porto, Bazílio Telles: O livro de Job. Tradução em verso (Com um estudo sobre o poema), publicado pela Lello & Irmão em 1912. Foi por mim lido em Lorena, SP no final da década de 40.

Embora saiba da importância das reflexões sobre as causas dessas calamidades, da necessidade de pensar como estamos violando a Natureza, como fez Leonardo Boff em belíssimo artigo, minha angústia derivou para outro aspecto: o sofrimento. Por isso é que me reportei a Bazílio Telles.

Seu texto não mais o tenho à mão, mas, recorrendo à internet, deparo com extraordinário paper, escrito sobre esta obra por José Carlos Carvalho da Universidade Católica Portuguesa da cidade do Porto.

Lendo este estudo, logo de início encontro a razão que levou Bazílio Telles a refletir sobre o velho problema que a todos nós aflige ou há de afligir: “As grandes questões que o preocupam e que já preocuparam o sábio Jó, como são as questões do mal, do sofrimento e da injustiça sobre os inocentes, afinal questões de sempre e de enorme atualidade nesta pós-modernidade autista à memória, crítica da modernidade depois do falhanço dos grandes ideais da modernidade”, como se expressou José Carlos Carvalho. ( p. 2)

E o fez justamente diante de grande decepção e sofrimento em sua vida pessoal e política: após ter sido ardoroso combatente pela implantação da República em Portugal, percebeu, à altura dos primeiros anos da década de 1910, que sua luta foi vã e que a ganância humana pelo poder e pelo vil metal é maior que o ideal que impulsiona os revolucionários.

Sem a postura dos pensadores, notadamente dos filósofos, que colocam a problemática do sofrimento, da dor, da injustiça sobre os inocentes, enfim do mal no mundo, de forma acadêmica, notamos que a formulação de tais problemas está presente, no que chamaria, em linguajar junguiano, de “consciente coletivo” e se torna patente nos diálogos que a TV traz à tona e na narrativa dos próprios repórteres.

Quando vejo e ouço uma mulher do povo, a única que se salvou de uma família de onze membros, em Teresópolis, virar desesperada para o jornalista e indagar : - por que Deus fez isso comigo? Por que não me levou junto com meus filhos e meus irmãos? em meu entender essa dupla interrogação sintetiza o grande problema que tem atormentado a humanidade. O do mal no mundo. Problema que agudizou a preocupação de pensadores no século XX diante das duas grandes guerras mundiais e que se agravou com outras guerras, junto com tantas tragédias e catástrofes que marcaram aquele fértil período de nossa civilização e vêm penetrando desgraçadamente este segundo milênio da era cristã.

No fundo, a mesma interrogação que deu origem ao existencialismo, na esteira de Sartre, ao pensamento interrogativo de Jeanne Delhomme, e à revolta tanto quanto ao pessimismo de filósofos e escritores, como Schopenhauer, Kierkegaard, Nietzsche, Zola, Camus, Antero de Quental, Dostoievski, Leopardi, Ada Néri, Thomas Hardy e tantos e tantos outros.

Acredito até que a preocupação com o mal no mundo é o móvel e o motivo que levou o ser humano a instituir a própria filosofia. Basta atentar para o filosofar antigo, sobretudo o helênico. Todos os filósofos se ocuparam dessa inquietante problemática, como a principal de suas reflexões, a ponto de surgir escolas de pensamento para nela se deter especificamente e que permanece sob novos rótulos até hoje, como o epicurismo e o maniqueísmo. Já na era cristã, fora os livros sagrados (Antigo Testamento herdado dos hebreus e o Novo, notadamente os Evangelhos e as Epístolas, lastrados na filosofia e na teologia do Apóstolo Paulo) que fazem do mal e do pecado sua preocupação central, não podemos esquecer dois grandes pensadores cristãos dos primeiros séculos de nossa era: Origines (De Principiis, II, 9) e Santo Agostinho (Confissões), especialmente este último, de quem herdamos de forma emblemática a profunda formulação: “si Deus, unde malum?” (Se Deus existe, donde surgiu o mal?).


Tendo o mal como fulcro central, criou-se na civilização cristã, como resposta racional às inquietações metafísicas sobre a existência de Deus, sua natureza, propriedade e atributos, a abordagem denominada teodiceia. Com a contribuição de pensadores, como Agostinho, Boaventura, Tomás de Aquino, aos poucos se institucionalizou respeitável corpus teórico.


Mas inúmeros pensadores cristãos acabaram se desiludindo desse tratamento metafísico, justo porque não oferece respostas para os problemas do sofrimento dos inocentes, da injustiça, enfim do mal no mundo.
Entre tais pensadores ocupa lugar de destaque, em nossa literatura e língua portuguesa, Bazílio Telles. Para a temática do sofrimento, Telles encontrou em Jó o paradigma, cuja narrativa considera icônica de muitas outras e de muitos outros exemplos, sejam contemporâneos ou antigos. Faz eco ao clamor de Jó e como ele é “levado a negar a Deus” (óbvio o deus da teodiceia e diria até da teologia católica tomista).


Importa repassar a autoria, a estrutura e algumas passagens desse belíssimo poema. Segundo Bazílio Telles, Jó é “um semi-bárbaro, impregnado fortemente dos acres aromas da estepe, rescendendo um tanto a suaves perfumes da cidade. Civilizado no espírito, é um primitivo (...) e o poema é indiscutivelmente pessoal, uma autobiografia preciosa, um registo fiel de ocorrências que se deram com o autor, uma página de memórias”. Jó, apesar de rico, é homem íntegro e temente a Deus. Mas seu Deus é desafiado por Satanás: “Estende tua mão e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema de ti na tua face (Jo, 1:11). Deus aceita o repto. Inúmeros castigos são impingidos a Jó: perde todos os bens materiais, a saúde (“ferido duma chaga maligna, desde a planta do pé, ate ao alto da cabeça” – Jo: 1,7) e todos seus filhos e filhas, é abandonado pela mulher (Então sua mulher lhe disse: ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre” – Jo: 2,) e criticado pelos amigos. Como qualquer ser humano, em seu lugar, Jó chega a revoltar-se contra Deus. No capítulo 3 lemos: 3.2: E Jó, falando, disse: / 3:3 Pereça o dia em que nasci e a noite em que se disse: “Foi concebido um homem! Mas é no capítulo 10 que deparamos com o auge de sua revolta: “10:1 A minha alma tem tédio à minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei da amargura da minha alma./ 2 Direi a Deus: Não me condenes; faz-me saber por que me afliges / 3 Parece-te bem que me oprimas, que rejeites a obra das tuas mãos e favoreças o conselho dos perversos? / 4 Tens tu olhos de carne? Acaso vês tu como vê o homem? / 5 São os teus dias como os dias do mortal? Ou são os teus anos como os anos de um homem, / 6 para te informares da minha iniquidade e averiguares o meu pecado? / 7 Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão.

O texto entremeia fala de amigos a reprovar Jó, como Elifaz, o temanita, Bildade, o suita, Sofar o naamatita. Sobretudo, Bildade que exerce papel de verdadeiro terapeuta. A todos Jó responde mostrando que sua confiança em Deus está abalada. Após tanto sofrimento, eis que seu Deus lhe aparece num redemoinho e o consola. O poema termina com o cumprimento da promessa divina: Jó recebe em dobro tudo quando antes possuía. Conforme se lê no último capítulo: 42:12 E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; porque teve catorze mil ovelhas e seis mil camelos e mil juntas de bois e mil jumentas. / 13 Também teve sete filhos e três filhas / 14 E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da outra Cássia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque. / 15 E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. / 16 E depois disto viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração / 17 Então morreu Jó, velho e farto de dias.
Quando disse que Bazílio Telles encontrou em Jó o paradigma da preocupação de todo ser humano com o sofrimento, estava pensando que, se nosso pensador portuense vivesse hoje, por certo estaria relacionando seu pensamento à observação de nossa realidade atual, pois como assinalou José Carlos Carvalho “assistimos também hoje a uma certa tendência para secularizar estes temas (a dor, o sofrimento e a morte), pois os que sofrem, os que padecem sobretudo determinadas doenças, tal como a sida ou a tóxico-dependência ou outro tipo de drogas, e o sexo pode ser uma delas, são envolvidos numa atmosfera de desespero, que caracteriza a diabolização da existência na cultura contemporânea pós moderna, nomeadamente nas suas figurações mais duras do sofrimento, da dor e da morte”. (o.c. p. 5)

Para mim, nesse enfrentamento do problema do mal no mundo surge a grande contribuição do pensador Bazílio Telles.

Antes de rejeitar a teodicéia clássica, como vimos, o autor volta sua reflexão para o pensamento agostiniano. Segundo o Águia de Hipona, o importante não é sofrer, mas como se sofre (Confissões VII, 3.13). Colocava então diretamente o problema transcendental: “Será o sofrimento parte do plano de Deus? (Confissões VII,5). Será o sofrimento passageiro e depois ficará tudo bem? Comenta, então, Basílio Telles: “mas se assim for, como é apanágio de algumas mentes gnosticizadas e facilmente desmontadoras de qualquer aporia do real, então corre-se o risco de que o sofrimento e a dor sejam enquadrados numa visão estética do mesmo real, numa interpretação harmônica da realidade onde parece que tudo é explicável. Nesse sentido dentro desta estetização do real, o sofrimento e a dor que ele provoca podem ser vistos como uma pedagogia divina ou como meio do próprio sofrimento. Para Sto. Agostinho o mal só poderá ser um defectus boni, uma privatio boni (Confissões VII,3.512) à semelhança de Orígenes ( De Principiis, II,9). Neste ponto continua Sto. Agostinho: “Como Deus não pode não ser amor e amoroso, então o mal também não pode ser uma causa eficiente, mas tão somente uma causa deficiente.”

Não contente com a exposição agostiniana (como todos nós hoje não ficaríamos) coloca em contraposição a questão de saber qual a relação sacrifício-culpa: Sofremos pela nossa? Ou dos outros? Qual o grau de relação entre o mal, a culpabilidade e a responsabilidade? É o sofrimento ou a dor uma expiação, um pagamento, uma retribuição, de acordo com a velha teoria da satisfação vicária? Lembra a passagem da cura do cego de nascença, em que Jesus desdiaboliza a situação daquele homem : “nem pecou ele, nem os seus pais, mas isto aconteceu para que se manifestassem nele as obras de Deus” (Jo, 9,3). Entretanto, a exegese continua vendo aí o sofrimento como parte do plano de Deus. Colocação que justifica, mas não constitui resposta satisfatória.

Mas então surge a terrível questão de Dostoievski: como integrar ou aceitar o sofrimento dos inocentes? Como integrar o luto na razão? Será Deus um monstro que quer ver pago o que deu gratuitamente (a vida)? Esse o grande questionamento feito por Telles diante do texto de Jó e das Confissões de Agostinho.

Aprofundando a questão nos deparamos, tal qual colocou Camus em La peste, diante do questionamento feito pelo médico ateu Rieux ao jesuíta Peneloux, sem encontrar resposta. Afinal dizer simplesmente que se trata de mistério não é a solução do problema. Menos ainda de uma aporia. Seria mais honesto dizer com B.Telles: ”o sofrimento, a morte sem sentido têm de ser enfrentados e não iludidos, nem dissolvidos em quaisquer explicações fáceis”. Como bem acentuou: “o sofrimento também é causado pela ausência de sentido, pois não se trata de compreender a dor e o mal enquanto tal, mas de compreender que sentido tem a existência humana atravessada pela dor”.

Para quem acredita em Deus, o arremate sempre será: - Será que Deus me abandonou? Para o cético, o agnóstico e o ateu, a pergunta, ou melhor, o problema da origem do mal é um falso problema. Simplesmente se trata da fatalidade da condição humana sobre a terra. A mesma resposta que erige em lugar de Deus o Acaso e o Destino.

Essa reflexão me leva a citar novamente José Carlos de Carvalho, ao comentar a posição agnóstica de Bazílio Telles:

“A gnose contemporânea que nos é dado viver, muito semelhante ao mundo greco-romano helenizado em que são escritos os evangelhos ou à do período conturbado de 1912 (referência ao período de desilusão do autor com a República Portuguesa, que ajudou a implantar), apresenta, influenciada pelo estoicismo, como objectivo a a-patia! A finalidade epicurista do mundo helénico é a mesma de hoje: viver bem e despreocupadamente, curtir, anestesiar, fugir o mais que se possa ao sofrimento e à dor, iludi-los. A ataraxia epicurista ajuda hoje a erotizar a cultura propondo uma orientação de vida hedonista segundo a sua máxima de que o prazer é o princípio e o fim da vida feliz. É-se feliz sem patia, sem paixão, permanecendo a-pático ao sofrimento dos outros e mesmo ao nosso, nirvanizando ou cerebralizando maximamente esse momento único e liminarmente pessoal que é o sofrimento, porque nós já o diabolizamos ou os outros já no-lo diabolizaram, ou seja, já o absurdizaram completamente”. (o.c., p. 7)

Neste contexto vale a pena apontar, para possível reflexão, uma questão de natureza mais sociopolítica do que religiosa. Apesar dessa caracterização do homem contemporâneo, acima assinalada, mesmo vivendo numa sociedade dos analgésicos, onde o sofrimento é algo estranho à máquina consumista, se constata, no meio da catástrofe (grande expressão da dor e do sofrimento que caracterizam o mal no mundo), o incomensurável sentimento coletivo da solidariedade. Como se explica esse sentimento de solidariedade do ser humano? Sentimento que não raramente atinge o limite do heroísmo, na entrega sem exigência de troca, a ponto de alguém se sacrificar na tentativa de salvar quem está prestes a morrer, como no caso da busca dos soterrados na última tragédia da região serrana do Estado do Rio? Talvez Freud tivesse a resposta, mesmo para quem ainda acredita no “homem lobo do homem” do velho Hobbes. Eu não a tenho, continuo sem compreender, mas admiro e participo dessa grande dor.

Em oposição, no mesmo contexto, outra indagação. Vou formulá-la utilizando colocação de José Carlos Carvalho:

Nosso mundo contemporâneo é, para usar termo filosófico, a-pático, em que nos é dado viver, distraidamente, indiferentemente à consciência do que sofre, mundo iconoclasta da realidade da morte, portanto de total ausência da compaixão, logo desmorizado, de desrespeito pela história, sobretudo pela história das vítimas inocentes que continua a imolar nos altares do tele-lixo a intimidade mais recôndita e sagrada de quem sofre mesmo que justamente. Um mundo que apresenta hoje sinais de in(um)anidade, e padece de uma visão anti-humana da pessoa e da dor, explorando mediaticamente o que sofre, não o respeitando, um mundo em que a morte como sofrimento ou dor incurável é tida por tabu, é desviada do horizonte, em que o olhar é deslocado, permanentemente de forma patológica do que sofre para o sofrimento abstrato e despersonalizado, em que predomina a violência física e psicológica, há de se perguntar: - como compreender isso? (o.c., p. 8)

Perante esse questionamento surge evidentemente a fala nietzscheniana interpretando Zaratrusta para negar o humanismo cristão, que prega a aceitação do sofrimento e da dor com esperança e resignação. Mas será que a crítica, apesar de procedente, do louco e revoltado Nietzsche é a resposta que tanto esperamos? Por certo que não.

Em oposição a Nietzsche que decretou a “morte de Deus”, Basílio Telles aponta novo tipo de esperança fundado nas conquistas científicas: “a própria evolução da humanidade acabará por salvar Deus e justificá-lo”.(o.c. p. 23)

Apesar desse aceno de esperança, acredito que, por muito tempo, o mal no mundo fará os crentes a continuarem crentes, os céticos a permanecerem na dúvida até o aniquilamento final, os agnósticos a se fincarem na atitude contemplativa vendo a danação da humanidade e os ateus a confiarem na resposta que a ciência um dia venha a trazer.





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