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Artigos-->ECLETISMO IDEOLÓGICO E POLÍTICO -- 13/04/2013 - 19:02 (Délcio Vieira Salomon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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ECLETISMO IDEOLÓGICO E POLÍTICO


Délcio Vieira Salomon

Desde que o PT conseguiu o poder e a realização de ocupar espaço em todos os setores desta república federativa chamada Brasil, tenho notado a implantação do que poderia se denominar de o pior “ecletismo ideológico e político”.


Constato que meu velho professor de filosofia tinha razão: “o ecletismo é como cesta-de-lixo: tem de tudo um pouco, mas tudo é lixo”.


Em meu livro A maravilhosa incerteza, em determinado momento de reflexão sobre o ecletismo conceitual e o método dialético, fiz referência a Henry Lefebvre, ao escrever sobre o ecletismo (seja filosófico ou político):


“Volto aqui a Lefebvre. Merece ser lembrado, pois sua observação é bem atual, sobretudo para o momento político brasileiro: “Essa ideia do compromisso eclético impeliu politicamente a democracia para a crise que iria causar sua perda. A esperança de compromisso entre o fascismo e a democracia - a segunda intenção de misturar certos aspectos do fascismo com certos princípios da democracia - foi, no plano ideológico e filosófico, uma razão da não-resistência à Alemanha hitlerista por parte de muitos democratas amantes do ecletismo político! “(LEFEBVRE, 1975, p. 229) ‘Mutatis mutandis’ estas palavras servem de reflexão quando deparamos com este ecletismo ideológico e político no poder, na conjuntura atual brasileira (socialismo com social-democracia com neoliberalismo!).( grifo meu) (A maravilhosa incerteza, p. 60).


Meu comentário tinha como alvo o governo FHC, ao fazer alianças espúrias para se sustentar no poder. O que vemos hoje com o PT é mil vezes pior.


Há algum tempo escrevi artigo comentando entrevista de Boaventura Sousa Santos, em que o notável sociólogo lusitano dizia: “estamos a entrar numa sociedade politicamente democrática, mas socialmente fascista, em que as classes sociais mais vulneráveis verão as suas expectativas de vida dependerem da benevolência e, portanto, do direito de veto de grupos sociais minoritários, mas poderosos. O fascismo que emerge não é político, é social e coexiste com uma democracia de baixíssima intensidade.(...) A direita no poder não é homogênea, mas nela domina a facção para quem a democracia, longe ser um valor inestimável, é um custo econômico e o fascismo social é um estado normal”.


No texto me referia à constatação de o PT ter-se tornado um partido de direita, por falta de princípios filosóficos definidos (como, aliás, soi acontecer com os demais partidos políticos que já assumiram o poder neste pais “grande e bobo” como diria nosso cronista Eduardo de Almeida Reis) mas, sobretudo, por ter pisoteado a bandeira da ética de sua fundação. Tal guinada o tem levado a acobertar o nepotismo, o peleguismo e a se aliar ao que de pior existe no empresariado brasileiro, interessado em “comprar aliados” para empreendimentos escusos. Assim permitiu que a corrupção praticamente se institucionalizasse em muitas das instituições e esferas constituintes da estrutura do poder (haja vista o mensalão e o caso da Rosemary com Lula).


Teoricamente hoje se pode dizer que Lula e seu PT refletem o mais sórdido “compromisso eclético”, talvez pior ao referido por Lefebvre. Temo que, no futuro, aconteça o que ele presenciou na Alemanha, no período nazista: a derrocada da democracia. 

Em nossa realidade política, o ecletismo político-ideológico assume forma muito mais grave do que o “compromisso eclético” alemão, porque o pseudo ecletismo costurado pelo PT e demais partidos de sua coalizão, para se sustentar no poder, já está jogando a democracia brasileira reconstruída a partir de 85 nos braços do pior dos nazismos, o apontado por Boaventura Sousa Santos: o nazismo social sustentado politicamente por uma caricatura de democracia. Desde 2006 estamos assistindo a uma autocracia, disfarçada em regime democrático. Afinal quem manda neste país são os banqueiros e os empresários que sabem comprar a consciência da maioria de nossos políticos.
 

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