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Ensaios-->Zumbi - Um Escravocrata, o Movimento Negro e os Quilombolas -- 26/11/2009 - 15:56 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Zumbi - Um Escravocrata, o Movimento Negro e os Quilombolas

Félix Maier

No dia 20/11, comemorou-se em todo o Brasil o Dia da Consciência Negra e e esse dia já passou a ser feriado em centenas de municípios. E o Dia da Consciência Amarela, quando é? Dia da Consciência, sim: mas não negra, nem branca, nem amarela, nem vermelha, muito menos azul! Apenas, DIA DA CONSCIÊNCIA!

Trecho de meu texto 'Bantustolas: Os bantustões dos quilombolas, o MST dos negros' (Cfr. em http://www.webartigos.com/articles/3103/1/bantustolas-os-bantustoes-dos-quilombolas-o-mst-dos-negros/pagina1.html):

'Antropólogos da Universidade de Brasília (UnB) criaram um mapa do Brasil com a existência de 2.228 quilombos. A Fundação Palmares, ONGs e bantustolas já aumentaram esse número para próximo de 5.000. FHC concedeu, em oito anos, um Estado de São Paulo inteiro ao messetê, a um custo de cerca de R$ 25 bilhões. Nesse favelão apocalíptico, somente 9% dos assentados conseguem viver de seu próprio trabalho, 91% vivem de passeatas e cestas básicas. O insumo agrícola que esses falsos trabalhadores rurais recebem não é grão de milho ou de soja, mas pano vermelho, para confecção de bandeiras, bonés e camisas. Os 5.000 bantustões negros requeridos pelos bantustolas têm uma área superior a cinco Estados do Rio de Janeiro. E assim, de `carambola` em `quirombola`, os quilombolas criados pelo Incra deitam e rolam. Felizes bantustolas!'

'Barreto lembra como o movimento negro substituiu a bondosa Princesa Isabel por Zumbi, um escravocrata que espalhava o terror nas populações vizinhas a partir do Quilombo dos Palmares. O autor apresenta uma prova de que `Zumbi mantinha escravos de tribos inimigas para os trabalhos do quilombo`, tirada do livro Divisões Perigosas, de José de Souza Martins (Ed. Civilização Brasileira, Rio, 2007, pg. 99): `Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniqüidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia. As etnias de que procederam os escravos negros do Brasil praticavam e praticam a escravidão ainda hoje, na África. Não raro capturavam seus iguais para vendê-los aos traficantes. Ainda o fazem. Não faz muito tempo, os bantos, do mesmo grupo lingüístico de que procede Zumbi, foram denunciados na ONU por escravizarem pigmeus nos Camarões`' (Nelson Ramos Barretto, in A Revolução Quilombola, pg. 20).

'O racismo quilombola teve grande impulso com FHC que na deliberação do Programa Nacional dos Direitos Humanos, criado em 1996, deu início à divisão do Brasil em um país bicolor: `Determinar ao IBGE a adoção do critério de se considerar os mulatos, os pardos e os pretos como integrantes do contingente de população negra`. Assim, os negros mestiços, ainda que tenham 50% de sangue europeu, passam a ser tratadas como africanos puros, um absurdo! Com uma penada, FHC pretendeu acabar com uma instituição nacional, a `mulata`.'

'`Com este jogo de conceitos, o censo, que apresentava 51,4% da população brasileira como sendo branca, 5,9% como negra e 42% como parda, com o advento da nova expressão fez com que a população negra passasse a constituir 47,9% dos brasileiros. Diante dos números aima, foi criado o slogan: ‘No Brasil a pobreza tem cor, e ela é negra’. A causa da pobreza dos negros seria um ‘racismo escondido’. O governo, em vez de combater a pobreza com os instrumentos clássicos de educação de qualidade, geração de emprego, fortalecimento da família e de valores morais, com amor ao trabalho e à poupança, vem criando uma série de programas de incitamento à revolta, resultando em invasões de propriedades e desrespeito às decisões judiciais` (pg. 11-12).'

'O racismo quilombola tenta se aperfeiçoar ainda mais, com base no Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 213/2003, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que `institui o Estatuto da Igualdade Racial`, uma constituição paralela para os negros, como diz Barreto, um verdadeiro Apartheid: `Não se trata de igualar os direitos para todas as raças, mas de fazer uma divisão, um verdadeiro Apartheid, separando os negros em seus direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à cultura, e em todos os demais, como se isso já não fosse garantido na Constituição a todos os brasileiros sem distinção de raça` (pg. 33). Um desses projetos segregacionistas já em vigor é o sistema de `cotas raciais`, em que estudantes têm direito a ingressar na universidade por conta apenas da cor de sua pele negra ou nem tão negra assim – um ato inconstitucional que os juízes do STF já deveriam ter derrubado logo no início, caso não estivessem comendo moscas e aceitando a demagogia e a pilantragem do movimento negro.'


Obs.: 'Bantustola' é um neologismo que criei. Significa 'bantustão' + 'quilombola' - obviamente, trata-se dos quilombolas fajutos, não os verdadeiros, que merecem nosso respeito e têm o direito de preservar sua cultura e suas terras, como manda a Constituição (F. Maier).


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