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Ensaios-->Pesquisa Industrial Mensal Produção Física -- 04/11/2009 - 12:26 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil – Fonte IBGE

Ricardo Bergamini - Prof. de Economia

Base: Setembro de 2009


Produção industrial avança 0,8% entre agosto e setembro

Em setembro, a produção industrial brasileira avançou 0,8% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, mantendo a sequência de nove meses consecutivos de resultados positivos nessa comparação, período em que acumulou um ganho de 14,6%. Nas comparações com iguais períodos do ano passado, porém, as taxas seguem negativas: -7,8% em relação a setembro de 2008; -11,6% no acumulado no ano (jan-set); e -10,3% no acumulado nos últimos 12 meses (taxa anualizada).

No terceiro trimestre de 2009, o resultado foi negativo frente a igual período do ano anterior (-8,3%) e positivo frente ao trimestre imediatamente anterior (4,1%), na série com ajuste sazonal.

O acréscimo de 0,8% na produção entre agosto e setembro atingiu a maioria (17) dos 27 ramos ajustados, com destaque para máquinas e equipamentos (5,8%) e veículos automotores (3,5%). Outras contribuições relevantes vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,8%); outros produtos químicos (1,4%); indústrias extrativas (1,6%); e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (5,0%). As principais pressões negativas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-4,7%); alimentos (-1,0%); e máquinas para escritório e equipamentos de informática (-5,3%).

Entre as categorias de uso, o setor de bens de capital registrou o maior avanço (5,8%), acumulando um ganho de 14,8% nos seis meses consecutivos de expansão em 2009, seguido por bens intermediários (0,8%), que mantém resultados positivos desde o início do ano.

Os índices para os bens de consumo ficaram negativos na passagem de agosto para setembro: duráveis (-1,1%) e semi e não duráveis (-0,7%). A redução no setor de duráveis ocorreu após oito meses de crescimento, que significaram um aumento de 82,0% nesse período; já a queda na produção de bens de consumo semi e não duráveis interrompeu sequência de dois resultados positivos consecutivos.

A média móvel trimestral manteve sua expansão iniciada em março de 2009, com crescimento de 1,4% de agosto para setembro. Entre as categorias de uso, a trajetória foi ascendente, com destaque para bens de capital (2,7%), que cresce pelo quarto mês consecutivo, acumulando ganho de 8,2% nesse período. Os segmentos de bens de consumo duráveis (2,1%) e de bens intermediários (1,1%) também avançaram; e os bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) interromperam três meses consecutivos de queda.

Produção de bens de capital cresce no 3º tri, interrompendo dois trimestres negativos

No terceiro trimestre do ano (série com ajuste sazonal), a produção industrial registrou o segundo resultado positivo na comparação com o trimestre imediatamente anterior (4,1%), acumulando um ganho de 8,1%. Houve também uma ligeira aceleração do crescimento em relação à taxa registrada no segundo trimestre do ano(3,9%).

Entre as categorias de uso, bens de consumo duráveis apontou a taxa de crescimento mais elevada (9,2%), após crescer 2,1% no primeiro e 11,5% no segundo trimestres, impulsionada principalmente pelos incentivos fiscais, a oferta de crédito e a manutenção da massa salarial. O segmento de bens de capital (6,1%) interrompeu três trimestres consecutivos de taxas negativas, período em que acumulou uma perda de 27,1%. O setor de bens intermediários (3,8%) registrou o segundo resultado positivo consecutivo, acumulando 7,5% de expansão, enquanto os bens de consumo semi e não duráveis ficaram estáveis (0,0%), depois de registrarem crescimento de 1,5% no período abril-junho.


Em relação a 2008, produção segue negativa em todas as categorias de uso

Frente a setembro de 2008, a produção industrial teve recuo (-7,8%) mais intenso do que em agosto (-7,2%) – embora valha citar que setembro de 2009 teve um dia útil a menos que setembro de 2008.

A maioria (21) dos 27 setores pesquisados teve índices negativos, sendo que veículos automotores (-16,6%) manteve-se como o de maior impacto na formação da taxa global, seguido por máquinas e equipamentos (-20,0%); metalurgia básica (-13,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-21,0%); e indústrias extrativas (-9,3%). Entre as seis atividades que mostraram aumento, outros produtos químicos (4,5%); bebidas (6,8%); e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (11,9%) exerceram os impactos mais relevantes.

Ainda na comparação com o mesmo mês de 2008, todas as quatro categorias de uso apontam queda na produção. O segmento de bens de capital registrou a taxa mais negativa (-20,5%), pressionado pelo desempenho negativo de todos os seus subsetores, com destaque para bens de capital para transporte (-18,9%), para fins industriais (-32,4%) e para energia de elétrica (-39,0%).

O desempenho de bens intermediários (-7,5%) foi influenciado pelo comportamento negativo de vários dos seus subsetores, com destaque para produtos associados a metalurgia básica (-13,2%), indústrias extrativas (-9,3%), veículos automotores (-19,9%), alimentos (-11,1%) e produtos de metal (-16,1%). Vale citar ainda as pressões negativas dos insumos para a construção civil (-7,4%) e do setor de embalagens (-3,0%). As contribuições positivas relevantes vieram dos itens associados ao refino de petróleo e produção de álcool (4,9%) e outros produtos químicos (4,2%).

Em bens de consumo duráveis (-6,4%), as pressões negativas mais significativas vieram dos automóveis (-5,7%), telefones celulares (-8,5%) e eletrodomésticos (-1,6%), especialmente os da “linha marrom”1 (-23,4%), já que os da “linha branca”2 avançaram 19,1%. O resultado de bens de consumo semi e não duráveis (-3,9%) foi influenciado, sobretudo, por carburantes (-19,8%). O único subsetor dessa categoria que apresentou aumento na produção foi o de alimentos e bebidas elaborados (2,2%).


Indústria reduz ritmo de queda no terceiro trimestre em relação a 2008,

O setor industrial vem sustentando resultados negativos no índice trimestral, na comparação com iguais períodos do ano anterior, desde o quarto trimestre de 2008 (-6,3%). No terceiro trimestre de 2009 (-8,3%), porém, houve uma redução no ritmo de queda. No primeiro semestre do ano, a redução foi de -13,4%, sendo -14,6% no primeiro e -12,3% no segundo trimestre.

Nesse mesmo confronto, todas as categorias de uso mostraram quedas menos acentuadas no terceiro trimestre de 2009, quando comparadas ao resultado do primeiro semestre do ano. Esse movimento foi particularmente relevante para os bens de consumo duráveis, que passaram de -19,3% no primeiro semestre para -5,6% no terceiro trimestre, influenciados pelos eletrodomésticos (de -13,4% para 2,8%), especialmente os de “linha branca” (de -4,2% para 23,7%), os automóveis (de -13,8% para -7,0%) e os celulares (de -41,2% para -8,6%).

Os bens intermediários também tiveram redução no ritmo de queda (de -15,7% no primeiro semestre para -9,2% no terceiro trimestre), influenciados principalmente pelos itens associados às atividades de veículos automotores – autopeças – (de -32,6% para -23,7%), metalurgia básica (de -27,8% para -16,3%), indústrias extrativas (de -13,8% para -10,0%) e outros produtos químicos (de -14,0% para -1,3%).

Ainda nessa comparação, os segmentos de bens de capital (de -23,0% para -22,2%) e de bens de consumo semi e não duráveis (de -3,1% para -2,7%) mostram ganhos mais moderados.


No acumulado em 2009, 23 das 27 atividades industriais apresentam queda de produção

A taxa acumulada de janeiro a setembro (-11,6%) resulta de desempenhos negativos em 23 das 27 atividades – e de 62 dos 76 subsetores industriais. A principal contribuição negativa vem de veículos automotores (-21,9%), seguido por máquinas e equipamentos (-25,9%), metalurgia básica (-23,9%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-33,2%). Todas as categorias de uso mostraram queda na produção: bens de capital (-22,7%) registrou o maior recuo, seguida por bens de consumo duráveis (-14,5%) e bens intermediários (-13,5%). A redução foi menos intensa em bens de consumo semi e não duráveis (-2,9%).


Notas:

1 Televisores, aparelhos de som e DVDs.

2 Refrigeradores e congeladores; fogões; máquina de lavar e secadora.


Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.



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