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Artigos-->Analise da obra de MASSAUD -- 10/02/2013 - 17:08 (Alan Carlos Dias) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
. Na idade média no Romantismo, a palavra aparece muitas vezes ligada como termo da medicina, no sentido de “crise” e doença “crítica”.

Garret concebe escrever um poema acerca de Camões, mas interrompe-o para se dedicar à elaboração de Dona Branca. 1825 – última e publica o longo poema narrativo Camões, dividido em 10 cantos e escrito em decassílabos brancos. Garret com a sua obra passou a ser o introdutor do Romantismo em Portugal, pelo fato da obra possuir as características como, subjetivismo, culto da saudade, o sabor agridoce do exílio, a melancolia, a solidão, as ruínas, etc. Neste prefácio Garret sabia que sua obra continha novidades. “A índole deste poema é absolutamente nova e assim Massaud não teve exemplar a que me arrimasse, nem norte que seguisse. Percebeu que a obra analisada estava fora das regras; e que se pelos princípios clássicos o quiserem julgar, não encontrarão aí senão irregularidades e defeitos. Porém Massaud não olhou as regras nem a princípios clássicos somente observou em suas análise, ele foi além. E quando questionado declarou não ser clássico. Já o Renascimento, a palavra foi novamente usado no seu antigo significado.

Scoliger (1484 – 1558) , parece ser a principal fonte da nova concepção de crítica naquela época. Na sua obra póstuma poética (1561), todo o sexto livro intitulado, “critico”, é dedicado a uma vista geral de poetas gregos e romanos comparando-os , oferencendo-lhes valor e classificando-os (Welleck, 1973)

Welleck, fala acerca da confusão estabelecida em relação ao uso do termo crítico, ao longo do tempo, bem como, a diferença metodológica contida em vários países.

Mas para ele, “crítica” literária trata-se do estudo das obras concretas na literatura, com ênfase na avaliação das mesmas. Ele acredita ainda que se deva conservar a distinção, categoria, modelo e etc., a crítica como discussão de obras concretas.

SAIANTE_BEUVE, dá o ponta pé inicial no que se refere à crítica moderna tendo como base a crítica em jornais com métodos que assemelham-se a ciência, ou seja, um tipo de crítica que não se torna obscura diante de um conceito pessoal, ao contrário, tomada por impessoalidade, através de pesquisas investigativas, não caindo assim em equívocos desnecessários.

A crítica no decorrer da história por vários momentos de transações que influenciaram por pensamentos e ideologias de vários críticos, entre eles podemos citar Jules Lemaitre, Anatole Fasse, Remy de Gournant, além de muitos outros que tinham como principal fundamento de que a crítica deveria permear em torno do entendimento do leitor, a respeito da obra analisada, ou seja, a mesma deveria vir se apresentar de forma mais desvinculada de preceitos já pré-estabelecidos por outros críticos que monopolizaram por muito tempo métodos condicionados ao padrão que recaiam em críticas de anglo monótono.

Já se tratando da crítica de forma contemporânea, cria-se um conceito de que a posição diante da crítica literária em específico,a impressionista , releva-se o conjunto de preconceitos visto de diversos anglos que esta deve ser posta de modo mais idealista como visão subjetivada de que é relevante a experiência particular do artista como se retrata na obra em função da análise do crítico literário.

A crítica literária de Moisés Massaud teve como objetivo principal, dá ênfase ao percurso da crítica no decorrer da história descrevendo a mesma de forma sistemática e metodológica.

Entre outros méritos, a obra de M. Moisés dá uma valiosa contribuição para a desmitificação de um dos maiores lugares-comuns da crítica literária, segundo o qual a Literatura Portuguesa não dispôs, através dos tempos, de teorização estético-literária própria. À luz deste generalizado estereótipo cultural, esta constatação seria explicável, em boa medida, pela carência de espírito crítico e filosófico, já diagnosticada por Fidelino de Figueiredo no ensaio sobre as Características da Literatura Portuguesa (1914). No entanto, seria compensada por uma longa e enraizada predisposição lírica, que faria de nós um país de poetas . Em suma, segundo esta precipitada visão, teríamos uma rica literatura poética e narrativa, mas seríamos falhos na criação teatral e sobretudo na reflexão estética. É, sobretudo esta última idéia que devemos questionar: a falta de doutrinação estética dos vários ismos literários.

Percebe-se na análise da obra de Massaud que não possuímos uma Literatura muito rica em reflexão teórica, materializada em grandes obras, em tratados de profunda, sistematizadora e influente filosofia estético-literária da qual se apropriam acadêmicos e pessoas interessadas em literatura. No entanto, é inconteste a afirmativa de que possuímos uma literatura extremamente rica e critica do ponto de vista cultural e da diversidade brasileira, a qual alcançou, mesmo dentro das divergências, um consenso no qual nos deparamos nos dias atuais.

Certamente, Massaud Moisés já tem seu nome escrito na tela dos grandes teóricos da literatura brasileira e estrangeira. Portanto, a leitura de suas análises serve, sem dúvida, para enriquecer os conhecimentos literários dos leitores. E, aliás, ainda podemos acrescentar, com toda a segurança possível, que as análises de Massaud são verdadeiras fontes de conhecimento cultural e que não podem faltar nas pequenas bibliotecas de nossas academias.

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