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Artigos-->ENRIQUECIMENTO PELA POLÍTICA -- 13/01/2013 - 18:45 (Délcio Vieira Salomon) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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ENRIQUECIMENTO PELA POLÍTICA

Délcio Vieira Salomon

Corre pela internet velha anedota com sabor de atualidade, a desvendar a realidade da política brasileira, ou melhor, os subterrâneos existentes sob as intenções e as ações de nossos políticos.


Certo ministro brasileiro foi convidado a visitar colega da mesma pasta na república de Portugal. Em Lisboa, concluída a parte formal, o português convidou o brasileiro para jantar em sua residência. O ministro daqui espantou-se com a bela vivenda do de lá, em bairro chiquérrimo, com piscina, vasto jardim e garagem repleta de carrões.
- Com um ordenado que não chega a cinco mil euros, como é que você conseguiu tudo isto? Já eras rico antes de entrar para o governo? O ministro português sorriu, chamou o brasileiro para uma janela:


- Estás a ver aquela auto-estrada?


- Sim.


- Pois ela foi construída por 100 milhões, mas, na verdade, só custou 90..., entendeu?


De volta à Brasília, semanas depois, o brasileiro retribuiu a cortesia e convidou-o para jantar em sua residência: um palacete com 3000 m2, varandas voltadas para o poente, jardins orientais, piscinas em cascata, quadra de tênis, campo de futebol-society, heliporto e um corpo de 55 empregados. Pasmado, o português não acreditava no que viam seus olhos e gaguejou:

- Como é possível um homem público manter uma mansão assim?

O brasileiro levou-o à janela:


- Está vendo aquela rodovia?


- Não.


Discutindo outro dia com um petista sobre o mensalão, ele me disse: - Não sei por que se escandaliza com o que ocorreu com a direção do PT para conseguir o apoio dos políticos ao governo Lula. Questão de sobrevivência, meu caro! No Brasil, sempre foi assim. Atribuíram a Ademar de Barros o “rouba, mas faz”. Agora, me aponte na história da política brasileira, quem não tirou vantagem de sua posição, quer seja senador, deputado, presidente,  governador ou ministro.

Ao retrucar que ele estava generalizando, para justificar os escândalos do seu partido, que não era verdade que todos, quando entram para a política e dela fazem sua razão de vida, aproveitam a situação para se enriquecer, ele fechou o diálogo, com resposta que me deixou pensativo: - O único presidente que não comprou apoio para governar, foi Jânio Quadros. Quis ser autocrático, com minoria no Congresso, e deu no que deu. Não tivesse feito a lambança que fez, não teríamos o desgoverno de Jango e o golpe militar de 64 não teria sido dado.


E pensativo continuo até hoje: - Não deixa de ter fundo de verdade a fala de meu amigo. É triste, infelizmente, mas, pelo que tenho visto, este fundo irá aumentando e se transformará numa cratera, sem solução.

E me lembrei de meu velho falecido colega – Luiz de Carvalho Bicalho, que dizia, diante da perspectiva de Lula vir um dia a governar o país (época da campanha contra Collor): - “Vou votar no Lula, mas demagogo que se mete a salvador da pátria é sempre um perigo. Sempre depois dele vem o caos”.


Já se tornou voz corrente que Dilma está administrando herança maldita (haja vista a série de pessoas de alto escalão envolvidas em corrupção). Na linha do horizonte, nenhum sinal de que o PT fará algo para restaurar a credibilidade que tanto caracterizou sua fundação, quando ergueu a bandeira da ética.

O futuro, portanto, se descortina mais escuro do que estas nuvens negras que prenunciam tempestades e grandes calamidades. Temo que o PT jamais voltará às origens e muitos menos se refará. Já aderiu à ética maquiavélica de que os fins justificam os meios. Para governar não levará em conta o ato moral, mas a tática para manter-se no poder, construindo uma nova concepção ética, onde há de predominar a cooptação das pessoas.

 

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