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Contos-->Os Vizinhos -- 14/12/2002 - 18:28 (Marcelo de Oliveira Souza,IWA Instagram:marceloescritor) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos


OS VIZINHOS
O vizinho da esquerda, que dava mais trabalho, cada dia era uma agonia, pois tinha um plano em fazer uma laje no moro de lá de casa e meu pai não permitia, gerando um monte de desconforto, tinha uma sogra que não era fácil, adorava confusão, a filha que tinha um filho, mais ou menos da mesma idade que meu irmão primogênito.
Era de madrugada um bate-bate desenfreado, não tinha hora para inicia ou terminar, o caso indo terminar na Delegacia, resolvendo graças a Deus.
Meu pai não deixava ninguém jogar bola em frente nossa residência, muito menos nós, eu e meu irmão, com isso a raiva deles só fazia aumentar, eu cumprindo à risca os mandamentos de meu pai, caiu a bola na varanda eu furava sem dó nem piedade, se passasse alguma linha de arraia eu tratava imediatamente de puxar para pegar a arraia.
Todo final de ano sonhávamos em sair de lá, indo para um lugar melhor e mais calmo, indo se concretizar quando estava para completar os meus quinze anos, deixando só uns poucos amigos, como a família de Seu Miguel e Dona Carmelita.

Quando era menino, morei em um bairro popular, na Liberdade, praticamente criado lá, era um lugar muito tumultuado, onde foi muito difícil conviver.
Logo ao chegar, a rua parecia um campo de futebol, em que meu pai prontamente chamou dois carros da Marinha e fechou cada entrada para fazer uma triagem no pessoal, quem era desocupado, quem era marginal ou não.
Assim virou uma lenda, a família do Sargento, que botava para quebrar.
Algumas pessoas como o finado Antônio, gostava, pois como militar reformado e ordeiro, tentava moralizar a Pitanga.
Os vizinhos da direita, tinham vários filhos, em que adorava brincar e brigar com eles, tinham algumas irmãs, seu pai não apitava nada, só Dona Ló que mandava...
Já em Brotas, era um mundo totalmente novo, quanta alegria! Tudo limpo, bonito, grande, organizado, vindo morar no Mirante de Brotas, um prédio que mais parecia uma cidade, com duzentos e quarenta e oito apartamentos e dezesseis andares.
Tinha uma turma muito legal, na sua maioria, bolávamos festas, que era planejada meticulosamente, à base de muito som de discoteca, era muito legal, até quando era aniversário e muitas vezes éramos convidados pelos vizinhos, com toda pompa, até minha prima Denise fez a festa de debutante lá.
Quando chegava uma garota nova era um verdadeiro furor, todo mundo queria conhecer e paquerar, o que poucos conseguiam, pois havia oferta à vontade, e ficava muito difícil.
Tinha campeonato de pingue-pongue, que era muito legal, todos iam disputar, formavam-se as duplas e com uma raquete não mão, estávamos lá, era o maior sucesso, até os adultos iam jogar.
Quando me casei fui morar em Araci, a quatro horas daqui de Salvador, aproximadamente. Chegando lá, já era hora de conhecer os vizinhos, que acontecia naturalmente, é aceitável quando nos damos bem e horrível quando nos damos mal.
O vizinho da direita era parente do antigo dono da casa, no primeiro dia já me irritei com ele, pois colocou a arabaca dele bem encima da areia que estava lá para reformarmos a nossa casa, ele queria fazer meu passeio de estacionamento, colocava caminhão, caçamba, o que quer que seja, como ele era motorista da prefeitura, deve ter achado que a minha calçada era estacionamento da prefeitura. Não agüentando mais fui falar com ele, que ele tornou a colocar, agora em frente à minha porta, ainda ficando sem falar comigo.
O vizinho de defronte quando acordava para passear de madrugada era um horror, saia com o som nas alturas, que não houve outro jeito senão reclamar...
A vizinha da esquerda era na dela, nunca nos importunou, às vezes nos cumprimentava, era sogra do agiota da cidade.
O pessoal tinha uma mente pequena, me achava antipático porque não ficava bebendo cachaça nos boteco, nem jogava dominó nas casas dos outros ou esquinas, nem gostava de jogar bola.
Felizmente só passei um ano lá, um lugar pouquíssimo movimentado, onde minha maior distração era plantar e apostar corrida com meus cágados.
Voltei a morar em Brotas, Salvador, onde nunca devia ter saído, encontrando meus caríssimos vizinhos, que bem ou mal temos que conviver, pois em uma sociedade vivemos e somos obrigados viver em comunhão com todo tipo de gente.

Marcelo de Oliveira Souza
Tel 71*91253586
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