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Ensaios-->Memorial do Comunismo: A facínora Olga Benário -- 09/08/2007 - 10:12 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Lula assiste ao filme 'Olga' no Palácio do Alvorada

da Folha Online
20/07/2004 - 12h04

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta terça-feira, às 20h, no Palácio do Alvorada, convidados e parte do elenco do filme 'Olga' para uma exibição inédita do longa-metragem do diretor Jayme Monjardim, com estréia prevista para agosto. Na semana passada, Lula recebeu Pelé e assessores para assistir ao documentário 'Pelé Eterno'.

Além de Camila Morgado (que interpreta a comunista no cinema) e Caco Ciocler (no papel de Luís Carlos Prestes), estarão presentes Fernando Morais, escritor do livro homônimo, o diretor Jayme Monjardim, a atriz Daniela Escobar, o produtor executivo do filme Guilherme Beckel e Luiz Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicações.

O filme

'Olga' tem a história do Brasil no governo Getúlio Vargas como pano de fundo de um romance que envolve a luta política, os ideais, a paixão e a maternidade de uma menina que saiu de uma infância burguesa na Alemanha para chegar à morte em um campo de concentração nazista.

A revolucionária descobriu o amor e a crueldade no Brasil, onde casou-se com Luís Carlos Prestes, engravidou e foi entregue por Getúlio Vargas a Hitler.

***

Bem, essa é a história contada pelos comunistas e pela companheirada da Globo. Acredite na mentira se quiser. Porém, se preferir conhecer a verdade, veja o que tem a dizer o historiador Carlos Azambuja:

“Kamaradas

O que Lula vai continuar ignorando, vendo esse filme:

que Olga Benário pertencia ao Departamento IV do Estado-Maior do Exército Vermelho, instância clássica de espionagem militar, hoje conhecida pela sigla GRU;

que Olga Benário utilizava cinco codinomes: “Zarkocich”, “Frida Leuschner”, Ana Baum de Revidor”, “Olga Sinek” e “Olga Bergner Vilar”;

que Olga Benário já era casada em Moscou com B.P.Nikitin, aluno da Escola Militar Frunze;

que Olga Benário acompanhou Prestes ao Brasil no cumprimento de uma tarefa determinada pelo IV Departamento;

e que Olga Benário NUNCA foi casada com Prestes.

Azambah”


Obs.: Pelo visto, Olga, ou seja qual foi o verdadeiro nome da facínora, recebeu merecidamente o que procurou (F.M.).

***

Carta publicada na Coluna dos Leitores -
Jornal O Globo, de 27/08/2004

“Indenização doada

Diante da informação publicada nesse jornal de que a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça me concedeu indenização de R$ 100 mil, devo esclarecer que discordo dos critérios adotados pela Lei de Anistia atualmente em vigor. De acordo com a mesma, graves injustiças são cometidas tanto em relação a grande número de anistiados políticos, quanto em relação à maioria do povo brasileiro, cuja situação de miséria é bem conhecida de todos. Esta a razão por que a referida indenização será por mim doada ao Instituto Nacional do Câncer.

ANITA LEOCÁDIA PRESTES

(26/8), Rio”

Obs.: Anita Leocádia Prestes é filha do comunista Luiz Carlos Prestes e da agente do serviço secreto militar soviético Olga Benário. Olga deixou em Moscou o marido russo B. P. Nikitin para acompanhar Prestes no desencadeamento da Intentona Comunista no Brasil, em 1935, que deixou um saldo de 28 mortos – fato “esquecido” por Jayme Monjardim em seu filmeco de quinta categoria, “Olga” (**).

(*) La Piñata - Conflito causado pela “expropriação” de cerca de 5.000 propriedades de nicaragüenses e estrangeiros, na Nicarágua, durante o Governo sandinista de Daniel Ortega (1979-1990), quando os guerrilheiros transferiram bens confiscados durante a Revolução para si próprios, a exemplo de Daniel Ortega, que se apropriou de uma mansão de US$ 1,5 milhão. O termo “piñata” refere-se à tradição mexicana de distribuição de presentes no fim das festas de crianças. O Brasil também criou sua “piñata”, ao retirar do erário centenas de milhões de reais para “doar” a familiares de terroristas mortos ou desaparecidos – e a muitos ainda vivinhos da silva, como José “Geraldo” Genoíno e José “Daniel” Dirceu.

(**) Quem realmente foi Olga, que teve sua vida romanceada em livro de Fernando Moraes, que deu origem ao filme de Jayme Monjardim? Quem pode dizer algo consistente a respeito é o jornalista William Waack, autor de “Camaradas” (Companhia das Letras, 1993), a melhor obra até hoje escrita sobre a Intentona Comunista, com pesquisas nos arquivos de Moscou:

“As tragédias de Olga

WILLIAM WAACK

São quase lugar-comum livros e filmes que romanceiam figuras da História, tornando-as maiores do que o foram em vida. Espantoso no caso do filme ‘Olga’, baseado em livro do mesmo nome, é que a figura real de Olga Benário foi diminuída, especialmente a tragédia que ela viveu.

Não importa aqui o fato de que as versões romanceadas de Olga Benário baseiam-se em biografia e fatos manipulados (com exageros, omissões e invenções) pela propaganda do extinto Partido Comunista da extinta Alemanha Oriental, preocupada em formar a imagem de uma heroína encaixada na ‘linha correta’ determinada por burocratas frios e medíocres. Todo responsável por versões romanceadas tem o direito de construir como quiser seus personagens, mesmo sabendo que está assumindo distorções criadas por outros.

A Olga que realmente existiu é muito superior à personagem Olga das telas, e nem mesmo um diretor talentoso como Jayme Monjardin conseguiu fugir à armadilha preparada pelo roteiro. O mundo em que a Olga real viveu não era preto-e-branco — ali os vilões nazistas, aqui os mocinhos comunistas. Ao contrário, uma parcela vigorosa de militantes do PC alemão (aliás, os que representavam as melhores tradições intelectuais do partido) já fora expurgada nos anos vinte por se opor ao corrosivo domínio do próprio partido alemão exercido As pelos serviços secretos e polícia política soviéticos. Olga, uma militante de precária formação e pouco interesse por teorias, fazia parte do ‘aparato M’, a estrutura policial interna do PC alemão diretamente comandada por soviéticos. Um dos ‘expurgados’ nas lutas internas, Arthur Ewert, seria, aliás, um dos seus chefes no Rio.

Para milhares de militantes políticos daquela época (mas não só), a ‘causa’ pela qual acreditavam lutar, com maior ou menor dose de romantismo e entusiasmo, teve de ser sacrificada aos interesses e ditames do Partido, e essa foi a primeira tragédia na qual Olga se meteu. Ela jamais duvidou de ordens superiores e jamais as discutiu — ao contrário de Arthur Ewert, que ao lidar com as previsíveis desastradas conseqüências da aventura de Luís Carlos Prestes no Rio, em novembro de 1935, sabia que estava agindo contra a própria consciência (Ewert foi vítima de uma triste ironia da História: levado à loucura pela tortura infligida pela polícia de Getúlio e, sem nunca mais recuperar a consciência, passou os últimos anos de sua vida sendo mencionado como exemplo vivo de martírio, na Alemanha Oriental, pelos colegas de Partido que o haviam feito cair em desgraça).

A segunda tragédia na qual Olga se envolveu foi acreditar na capacidade de liderança, sabedoria política e perícia militar de Luís Carlos Prestes. A extraordinária incompetência do comandante do movimento de 35 está registrada em Moscou em todos os seus fascinantes detalhes — mas a culpa, tiveram de assumir, ou foi atribuída aos subordinados na cadeia de comando, e aos companheiros de Olga que conseguiram escapar da polícia brasileira e foram fuzilados ao retornar à União Soviética.

Os chefes nunca erram, o que talvez explique por que militantes brasileiros, agindo sob as ordens de Prestes (e apoiado por Olga), concordaram em assassinar uma moça inocente, Elza, que o chefe do aparato soviético clandestino no Rio, um agente da polícia política de Stalin, achava que poderia comprometer os “estrangeiros” participando da operação de 35, entre eles a militante alemã — mais uma tragédia.

Nada disso diminui a tragédia pessoal que se abateu sobre Olga, ao ser presa, deportada e entregue à Gestapo. Diante do velho inimigo, ela mostrou a coragem e a conduta que se esperava de militantes disciplinados como ela (suas cartas a Prestes eram primeiro enviadas a Moscou). Por estar presa, talvez Olga não soubesse do destino que Stalin reservara para quase todos seus ex-comandantes, soviéticos e alemães, além de dezenas de camaradas com quem conviveu no célebre Hotel Lux: a morte.

Os soviéticos nem responderam aos pedidos de D. Leocádia, mãe de Prestes, para que tentassem a troca de Olga por algum prisioneiro. Só muito mais tarde soube-se a razão: os soviéticos, naquele mesmo momento (final da década dos trinta), estavam entregando comunistas alemães para a Gestapo, impedindo que Getúlio ficasse sendo o único a mandar comunistas para os braços dos nazistas.

Uma das amigas de Olga, alemã exilada em Moscou, e que estava sendo preparada para substituí-la no Brasil, ainda a encontrou no campo de concentração no qual foi assassinada em 1942 — a amiga de Olga, como dezenas de outros, fizera parte de uma das ‘entregas’ da NKWD (a polícia política soviética) para a Gestapo.

Não sabemos o que Olga teria dito se tivesse vivido para ver o marido e pai de sua filha, apenas dez anos depois, no mesmo palanque do homem que a mandou deportar. Foi a última tragédia envolvendo Olga, o fato de as razões políticas do partido terem feito Prestes, na prática, perdoar em público o algoz de sua mulher.

Aí está o significado atual, a mensagem que as tragédias de Olga trazem para o Brasil de hoje. Não é a mensagem do ‘ímpeto romântico pelas causas sociais’, deturpada no caso de Olga por máquinas burocráticas que reduziram seus integrantes a meras engrenagens. É o fato de que o princípio da ação é a consciência, a própria consciência, e que a liberdade de cada um, para terminar usando uma frase da grande figura trágica da esquerda alemã, Rosa Luxemburgo, termina onde começa a do próximo.”

*

Ainda sobre Olga Benário? Veja o que escreveu o coronel Kerth, do Exército Brasileiro:

“OLGA

Bayma Kerth

Olga Benário pode até ser uma heroína comunista, mas heroína brasileira, nunca.

Olga, que era alemã, participou, em 1928, da libertação, a mão armada, do seu amante, prisioneiro, também comunista, Otto Braun, e retirou-o de dentro de um Tribunal de Justiça Alemão. Então, Olga passou a ser procurada pelo Governo Alemão, o que pressupunha um futuro pedido de extradição, caso ela saísse da Alemanha.

Após este crime ousado, Olga fugiu para a União Soviética, de onde, em 1934, foi mandada com Prestes para o Brasil, para ajudar a organizar a Intentona Comunista que eclodiu em novembro de 1935 e, sendo uma mulher inteligente e bem informada, já sabia que, se fosse presa, poderia ser extraditada de volta para a Alemanha. Naquela revolta, os militares comunistas, chefiados por Prestes e Olga, assassinaram companheiros de farda, até os que dormiam, um dos mortos, pai do Jornalista Dorian Sampaio, daqui do Ceará. Ao final, Prestes e Olga foram derrotados nas armas e, também, moralmente, porque comandaram assassinatos e traição, Prestes, principalmente, por ser brasileiro.

Vejam as coincidências e contradições que marcam os fatos que se seguiram à Intentona:

- Olga ficou grávida pouco depois da Intentona, provavelmente, no mês de fevereiro de 1936, já que a sua filha nasceu em novembro de1936;

- Olga, torturada e entregue à GESTAPO pelo Governo Vargas como afirmam os comunistas, mesmo assim, Prestes apoiou Getúlio na primeira oportunidade. Será que Olga e Prestes usaram o dom sublime da maternidade para tentar impedir a extradição de Olga?

E mais: segundo o que os noticiários da Imprensa dizem e mostram, Olga escreveu uma belíssima carta para Prestes, quando se encontrava presa num campo de extermínio de judeus, carta esta que, se verdadeira, põe por terra tudo o que existe registrado sobre a violência e o isolamento dos prisioneiros, nos campos de concentração nazistas.

O que fez a alemã Olga pelo Brasil a não ser trazer mentira, vergonha e mortes?”

*

Obs. final: Da mesma forma como a vida de Olga Benário é mostrada no livro de Moraes e no filme de Monjardim, a Comissão brasileira que concede indenizações a “perseguidos políticos” não passa de um gigantesco embuste, apoiado em uma roubalheira sem fim do erário, transformando a MENTIRA, a COVARDIA, o ASSASSINATO e a TRAIÇÃO em ações e sentimentos dignos do ser humano. A nossa República dos Bandidos está em mãos certas (F.M.).



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