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Ensaios-->O uso e abuso gay da palavra preconceito -- 24/07/2007 - 14:36 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
O uso e abuso gay da palavra preconceito

Julio Severo (*)

http://www.juliosevero.com.br/
07 Maio 2006

Os militantes gays reivindicam leis especiais. Segundo eles, essas leis são necessárias para “protegê-los” da violência. O problema maior é qual o “padrão” que utilizarão para definir e interpretar o que é violência. É claro que seja qual for a definição, os casos de estupro de gays contra meninos jamais serão mencionados, embora sejam um dos piores tipos de crime e tenham o homossexualismo como principal fator de abuso.

Pela experiência de países que permitiram leis contra a homofobia, sabemos que as interpretações de violência contra os praticantes do homossexualismo colocam na categoria de “crime de homofobia” até mesmo pregações contra o pecado homossexual. Aprovada uma lei contra a homofobia, haveria perseguição e injustiça contra os que não aceitam o homossexualismo. Se discriminação é ser contra o homossexualismo, então a Bíblia e seu Autor podem ser colocados nessa categoria por uma sociedade que se preocupa mais em proteger o pecado do que proteger o bem-estar da população. Infelizmente, até mesmo alguns evangélicos não conseguem perceber o que uma lei contra “discriminação” pode trazer como conseqüência.

Algum tempo atrás, uma revista evangélica nacional trouxe uma excelente matéria sobre o movimento homossexual, porém fez um comentário sem pesar e considerar devidamente as implicações. A revista comentou:

Algumas reivindicações são para lá de justas, como punir com mais rigor absurdos como espancamentos e até assassinatos de homossexuais, e inibir constrangimentos em locais públicos e ambientes de trabalho.

Todos são iguais diante da lei — com exceção dos homossexuais, que merecem mais?
Há várias armadilhas envolvidas na aceitação dessas reivindicações. As leis atuais tratam com justiça todos os casos de espancamentos e assassinatos de cidadãos, sejam de homossexuais ou não. Não há episódios em que a lei permite que um agressor ou assassino fique impune só pelo fato de que o indivíduo agredido ou assassinado praticava o homossexualismo. Um juiz ou tribunal não tem autoridade para interpretar a lei dessa forma, pois nenhuma lei isenta de culpa um assassino ou agressor só porque a vítima praticava perversão homossexual. Tal situação é irreal no Brasil. Mesmo que alguém tenha matado um pedófilo, a lei não o isenta de culpa de assassinato.

A lei cumpre imparcialmente seu papel para todos os cidadãos, sejam eles homossexuais ou não. Se há casos de impunidade, não é porque a lei desprotege exclusivamente os homens envolvidos no homossexualismo. É notório que há muita impunidade no Brasil, mas essa impunidade não atinge unicamente quem pratica o homossexualismo. Há impunidade em todos os tipos de situação, sejam de homossexuais ou não. Mas quando é cumprida, a lei faz o que deve fazer.

Alguns rapazes de São Paulo mataram um homossexual há alguns anos. Eles foram presos e condenados, como aconteceria normalmente se eles tivessem matado qualquer outro cidadão. Como puni-los com mais rigor? Matar um homossexual é um crime maior do que matar um cidadão comum? Assassinar um gay é um crime maior do que tirar a vida de uma criança? Com dezenas de milhares de assassinatos ocorrendo todos os anos no Brasil, uma dezena de gays assassinados deve virar propaganda para o movimento homossexual?

O que o governo deveria fazer é vencer sua proverbial incompetência e eliminar a pena de morte que os assassinos aplicam em TODA A POPULAÇÃO. Por que selecionar os praticantes do homossexualismo como “vítimas” especiais quando a maioria esmagadora da população, inserida num contexto social violento por causa das negligentes políticas de segurança do Estado, sofre incomparavelmente mais e tem não uma dezena, mas dezenas de milhares de vítimas por ano, inclusive um grande número de crianças estupradas e mortas?

Uma lei exclusiva para tratar casos de espancamentos e assassinatos de homossexuais não poderia fazer mais do que a lei já está fazendo. Então, qual seria o objetivo de uma lei assim? Provavelmente, apenas prevenir tudo o que é interpretado como “violência”, “discriminação” e contrariedade ao homossexualismo. Prevenir de que modo? Identificando as fontes da chamada “homofobia” e de qualquer tipo de aversão às práticas homossexuais. É exatamente aí que os olhares e as metralhadoras ideológicas se voltariam para os cristãos que citam passagens da Bíblia condenando o homossexualismo. A lei teria interesse em fazer a distinção de que oposição bíblica ao homossexualismo não é igual a ódio e violência contra os que praticam o homossexualismo? Para os que estão lutando para introduzir leis a favor do homossexualismo, toda oposição ao homossexualismo conduz à discriminação e agressão contra os que o praticam.

Reivindicações para lá de justas?

Devemos então aprovar leis contra a homofobia, leis que inibem o constrangimento dos praticantes do homossexualismo em locais públicos? Vamos pensar seriamente nas implicações dessa medida. Homossexuais livres para se beijar e fazer gestos obscenos em lugares públicos, diante de crianças, sob a total proteção da lei? Por que lhes conceder tal liberdade e privilégio?

Devemos aprovar leis contra a homofobia, leis que inibem o constrangimento dos praticantes do homossexualismo em ambientes de trabalho? Vamos pensar seriamente nas implicações dessa medida. E se uma escola evangélica ou católica descobre que um de seus professores ou outro funcionário é viciado em práticas homossexuais? O que acontece então? Em nossa simplicidade, podemos achar que a proteção das crianças é prioridade, acima dos interesses dos grupos homossexuais, porém não é na base da simplicidade, inocência e justiça que muitos advogados e juizes de hoje agem. Nesse caso uma lei contra a homofobia seria inteiramente interpretada para “proteger” o praticante do homossexualismo contra o “preconceito” e impedir a escola de proteger as crianças!

Se todos forem convencidos de que essas leis são para lá de justas, o que será de nós cristãos se essas leis se tornarem realidade? Leis supostamente inventadas para combater a “homofobia” sempre acabam privilegiando e protegendo o pecado homossexual e sempre acabam colocando em perigo os que não aceitam esse pecado, inclusive os cristãos.

Um dos objetivos do movimento homossexual é realmente levar a sociedade inteira a ver suas exigências como questão de direito humano. No entanto, se pararmos para analisar com cuidado, veremos que as reivindicações dos ativistas gays não são para lá de justas, mas para lá de ardilosas. Podemos, pela graça de Deus, entender bem essas e outras questões “porque não ignoramos os seus ardis”. (2 Coríntios 2:11 RC)

Distorcendo a realidade

Na votação das questões homossexuais no Congresso Nacional em Brasília, o discurso que iguala oposição ao homossexualismo como violência é tão repetitivo e insistente que os políticos cristãos se sentem muitas vezes intimidados, ameaçados, constrangidos e forçados a se colocar na defensiva e explicar que sua posição não tem ligação com violência, enquanto os próprios militantes gays jamais precisam passar pelo incômodo e constrangimento legítimo de serem cobrados pela ligação natural que há entre homossexualismo e sexo com meninos.

O movimento homossexual aprendeu a acuar a oposição, sem aceitar nenhuma cobrança. Lembra muito o Partido dos Trabalhadores que, quando estava na oposição, queria CPIs para tudo e para todos sem medo de confrontar ninguém, porém quando chegou ao poder lutou com todas as forças para sufocar esse procedimento de investigação, até mesmo em casos gravíssimos de corrupção envolvendo indivíduos de seu protegido governo. Coincidentemente, a grande maioria dos projetos de lei favorecendo o homossexualismo e o aborto é de autoria de políticos desse partido.

Aliás, o governo Lula tem procurado promover o homossexualismo a nível internacional, apresentando na ONU uma resolução pioneira defendendo a orientação sexual como direito humano inalienável. Se a preocupação do governo do Brasil com casos de tortura, violência e até assassinato a nível internacional fosse realmente legítima, Lula e seus companheiros se lembrariam dos cristãos.

Nenhum grupo hoje tem tantas vítimas de assassinatos e torturas quanto os cristãos. Cada país muçulmano e comunista é palco de inimagináveis atrocidades contra os cristãos. Mais de 150.000 cristãos são martirizados por ano [1]. São vítimas reais, sofrendo opressões reais, não imaginárias. Eles são as vítimas que não costumam aparecer no noticiário. Se seu sofrimento se limitasse apenas a ofensas e insultos ao seu estilo de vida cristão, eles ficariam felizes da vida. Preconceito e discriminação são comparativamente os problemas menos preocupantes que eles sofrem. O problema real é a tortura sistemática, inclusive números incrivelmente elevados de assassinatos brutais.

Contudo, o governo Lula entende perseguição de outra forma. Quando dois gays se beijam escandalosamente em público, ofendendo as pessoas e agredindo a inocência de crianças próximas, alguns podem ter a coragem de reclamar contra a libidinagem gay pública. Essa atitude de não aceitar a imoralidade gay pública é, para o governo Lula e para os ativistas gays, homofobia, preconceito e perseguição.

Com a ajuda de governos moralmente falidos, que bajulam o movimento homossexual e tratam os cristãos fiéis como cidadãos de terceira categoria, os arrogantes ativistas gays brasileiros reivindicam direitos e privilégios especiais por alegada perseguição social. O que eles chamam de perseguição “brutal”, chegando a compará-la à perseguição dos nazistas aos judeus, nada mais é do que principalmente casos interpretados como insultos e ofensas, como nos casos em que eles se sentem ofendidos quando o público não aceita seus beijos públicos e outros gestos obscenos. É claro que eles também tiram muita vantagem da dezena de assassinatos de homossexuais por ano dentro da violenta sociedade brasileira onde todos, homossexuais ou não, correm sério e constante risco de serem assassinados. Enquanto eles berram e aprontam a maior confusão por causa de questões mínimas a fim de adquirir privilégios e direitos máximos acima dos direitos que os cidadãos comuns gozam, os cristãos em países hostis não querem nada de especial — só o direito de existir.

Lula tem amizade com ditadores de países comunistas e muçulmanos, mas não abre a boca em favor dos cristãos perseguidos nesses lugares. Seu governo prefere abrir a boca em favor de seus aliados comunistas e muçulmanos. Seu governo prefere abrir a boca para defender gays se beijando em público.

O governo Lula não tem vontade nenhuma de proteger e garantir o direito de os cristãos ex-homossexuais darem testemunho público sobre sua vida depravada do passado. Assim, o que os homossexuais fazem em público merece atenção e respeito, mas o testemunho cristão público sobre o homossexualismo não.

Promovendo injustas políticas de preconceito e discriminação

Toda a sociedade deveria então perguntar: Por que o governo Lula está privilegiando quem pratica o homossexualismo? Por que o governo Lula quer leis para dar proteção especial a certas categorias de indivíduos, principalmente na base de sua opção pelo estilo de vida homossexual? A própria Constituição do Brasil não estabelece que todos são iguais diante da lei? Se um ser humano é agredido (seja ele negro, homossexual ou até mesmo um asqueroso neonazista), a lei pune o agressor. Mas uma lei antipreconceito, por exemplo, vem garantir que algumas pessoas são mais “iguais” do que as outras. Esse tipo de lei fomenta o verdadeiro racismo, preconceito e muita desigualdade planejada e deliberada, pondo a raça ou comportamento de certas pessoas como mais merecedor de privilégios estatais.

Não é à toa que os ativistas gays estejam também engajados na luta do movimento negro. Contudo, a luta para defender e impor a cultura afro-brasileira (termo que é muitas vezes camuflagem para várias práticas ocultistas afro-brasileiras) pode trazer efeitos colaterais inesperados. Essa “cultura”, com tudo o que representa espiritualmente, não deveria ser imposta aos cidadãos nem aos alunos de escolas, pois agride frontalmente a espiritualidade da maioria cristã. Em nome de um suposto combate ao preconceito, utiliza-se a questão negra e homossexual para se instituir a ditadura da minoria contra a maioria, quando na verdade as leis já protegem muito bem os direitos individuais. Assim, leis antipreconceito são desnecessárias e perigosas — aliás, são ferramentas de abuso para promover os interesses políticos do Estado e de grupos que alegam defender as minorias.

Leis contra a discriminação são um modismo politicamente correto (importado diretamente do imperialismo cultural liberal dos EUA) cujos efeitos nocivos serão sentidos de forma fulminante em futuro próximo, onde, entre outras medidas, qualquer expressão ou comentário contrário ao homossexualismo e às práticas de bruxaria africana serão tratados simplesmente como crime, expondo muitos evangélicos à ameaça de processos, sofrimentos, perseguição estatal e até prisão. Além disso, esse tipo de lei promoveria duas “culturas” que se abraçam, pois sabe-se que as religiões afros e suas entidades espirituais acolhem muito bem as práticas homossexuais.

Não é mera coincidência então que um grande defensor da “cultura” negra seja o Sr. Luiz Mott, considerado o líder do movimento homossexual do Brasil. Ele já escreveu livros sobre esse assunto. Evidentemente, ele apóia as religiões afros e as reivindicações dos grupos negros por direitos especiais, sabendo que no rastro dessa luta o homossexualismo e seus praticantes serão beneficiados.

Acuando o testemunho cristão na sociedade

Por causa dessa luta, a “cultura” negra agora tem privilégios especiais até mesmo contra os evangélicos. Programas de TV que apresentam o testemunho de pessoas que no passado praticavam religiões afro-brasileiras e hoje vivem no Evangelho já estão se tornando alvos do preconceito do Estado e dos grupos negros. Esse é o único tipo de preconceito que o governo oficialmente autoriza e apóia.

Esses testemunhos públicos, embora estejam sendo hostilizados pelas tropas de choque antipreconceito, fazem parte do Cristianismo desde o começo, conforme comprova a própria Bíblia: “Muitos dos que creram vinham, e confessavam e declaravam abertamente suas más obras. Grande número dos que tinham praticado ocultismo reuniram seus livros e os queimaram publicamente… Dessa maneira a palavra do Senhor muito se difundia e se fortalecia”. (Atos 19:18-20 NVI)

Precisamos então questionar se o Estado tem o direito de sufocar esses testemunhos públicos em nome da pluralidade ou diversidade cultural. Se não fizermos esse questionamento agora, mais tarde o Estado achará que tem também o direito de sufocar o testemunho de pessoas que foram libertas do homossexualismo, de modo que a simples atitude de revelar que há, em Jesus Cristo, esperança e saída para quem deseja abandonar o homossexualismo poderá vir a ser tratada como desrespeito e discriminação contra um comportamento sexual agora aceito, protegido e honrado pela sociedade.

Por isso, enquanto há tempo, os cristãos precisam lutar pelo direito de pregar o Evangelho e dar assistência aos homens e mulheres que querem abandonar a opressão do estilo de vida homossexual, antes que a impiedosa Inquisição Gay, em nome do combate ao preconceito e com a total cumplicidade do Estado, adquira direitos exclusivos de cometer todo tipo de intolerância contra o testemunho e a assistência dos cristãos na sociedade.


(*) Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, Editora Betânia.


www.juliosevero.com.br

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Nota:

[1] http://www.religiousfreedom.com/Conference/Germany/sigmon.htm


posted by Julio Severo : 8:09 AM





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