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Ensaios-->Memorial do Comunismo: Recuerdos de La Habana -- 11/07/2007 - 15:40 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Prezado Editor de 'Jornal da Comunidade'

Ainda bem que foi apenas uma “flame-war”, uma “guerrilha eletrônica” travada com o Sr. Lúcio Flávio Lima a respeito de Cuba no “Jornal da Comunidade” – graças a Deus, uma guerrilha sem mortes como as ocasionadas ainda hoje pelas FARC e pelo ELN na Colômbia, filhotes da OLAS de Fidel Castro que o Sr. Lima tanto admira.

Lastimável não é somente a morte estúpida de nossas crianças, porém todo e qualquer totalitarismo implantado em qualquer parte de nosso planeta. Dizer que a baixa mortalidade infantil cubana autoriza a tirania do partido único na Ilha é apenas fazer mistificação e ser fanático. Regimes tirânicos, vermelhos, azuis ou amarelos, são todos abomináveis. Pela mesma lógica, deveríamos aplaudir os “ganhos” do nacional-socialismo de Hitler quando assumiu o poder na década de 30, tirando a Alemanha da humilhação imposta pelo dracônico Tratado de Versalhes, elevando o país a uma potência econômica e militar, aumentando a auto-estima dos alemães.

Para encobrir a falta de liberdade em Cuba, a esquerda apresenta os “avanços” nas áreas de saúde e educação. Na saúde houve avanços, porém não se pode comparar a diminuta população de Cuba com a brasileira, muito maior e mais complexa para análises simplistas. Educação, efetivamente, não há em Cuba. Apenas doutrinação marxista. Lá é proibido ligar a Internet ou ouvir rádios que não sejam aqueles autorizados pelo Partido Comunista. Para ver os “avanços”, obviamente todos estão proibidos de opinar sobre os 17.000 mortos da Revolução cubana, as perseguições contra jornalistas, liberais e religiosos, as torturas, os “balseros” que arriscam a vida para fugir do “paraíso” cubano, os mais de 1.000.000 de refugiados (10% da população) – comparado com o Brasil, seria a Grande São Paulo inteira. Não se pode opinar sobre os CDR, a UMAP, Pinar del Rio.

Na antiga URSS, quando alguém visitava a Sibéria – como garante Sebastião Nery em suas histórias da carochinha comunista –, podia perguntar pelo Sputnik, por Gagárin, mas era proibido perguntar pela Lubianka e pelos “campos” (gulags), para onde foram enviados mais de 50 milhões de condenados a trabalhos forçados. E o que significam os CDR? São os “Comités de Defensa a la Revolución cubana”, compostos por mais de 7 milhões de membros, para que cada um vigie seu vizinho, se ele apóia ou não o Governo, se participa das passeatas em praças públicas para aplaudir “el comandante”. Para se ter uma idéia, na última eleição para presidente, Fidel teve 100% dos votos dos delegados – uma marca que, certamente, nenhum papa teve até hoje.

E o que era a UMAP (Unidades Militares de Ayuda a la Producción)? Inicialmente chamado de “el Plan Fidel”, as UMAP eram campos de concentração, para onde foram enviados órfãos (filhos dos executados pela revolução), filhos de presos políticos, filhos de residentes no exterior, filhos de comerciantes que tiveram seus bens confiscados pela Revolução, jovens com convicção religiosa, jovens artistas de pensamento liberal, jovens sem-teto, totalizando em torno de 25.000 pessoas. Após a extinção das UMAP, todos os documentos foram destruídos. Hoje, existe a Asociación de ex-confinados de la UMAP, P.O. Box 350638, Miami, Florida 33135.

Pinar del Río era o local onde havia cursos para terroristas, em Cuba. O “currículo” incluía: 1) tática guerrilheira – o observador, o mensageiro, a coluna guerrilheira, o acampamento, a marcha, sobrevivência na selva (montanhas de Escambray), o ataque, a emboscada; 2) tiro – limpeza e conservação do armamento, fuzis: AD, FAL, AK, Garand; metralhadoras: MG52, Uzi; bazuca, morteiro e canhão 152 mm; 3) comunicações; 4) topografia – leitura de mapas, uso de bússola e do binóculo, orientação; 5) organização do terreno – construção de abrigos individuais e coletivos, espaldões para metralhadoras e morteiros; 6) higiene e primeiros socorros – fraturas, hemorragias, imobilizações, transporte de feridos; 7) política – o comissário político, semanalmente, fazia uma palestra (no regresso, o terrorista brasileiro recebia de volta os documentos verdadeiros, nova documentação com nome falso, cerca de 1.500 dólares, itinerário até o Chile de Salvador Allende, antes de chegar ao Brasil). Quando preso, o terrorista era instruído para utilizar algumas artimanhas, para ser levado ao hospital e, assim, prejudicar o interrogatório: 1) colocar fumo na água e bebê-la, provocando crise de vômitos; 2) usar uma dose mínima de estriquinina para provocar convulsões; 3) “tentar” o suicídio; 4) simular grande descontrole nervoso; 6) bater com a cabeça nas paredes.

Se é tempo de lamentarmos a morte de crianças inocentes em nosso país, é tempo também de parar com mentiras como as propaladas a respeito de Cuba, especialmente quando estamos para comemorar o nascimento do Menino Jesus dia 25, que há 2000 anos nos trouxe fé, esperança e amor. A Verdade, enfim.

A todos os integrantes do “Comunidade”, votos de um Natal Feliz e um Ano Novo renovado de esperança muita, verdade sempre. Obrigado por me aturarem.

Brasília, 18 de dezembro de 2000.

Félix Maier



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