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Ensaios-->Internet revela novos escritores -- 02/07/2007 - 14:43 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Digestivo Cultural - 02/07/2007
Internet renova a literatura do século 21

Rede facilita e agiliza a publicação e descoberta de novos escritores

Julio Daio Borges (*)

ESPECIAL PARA O ESTADO
http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=11284

A literatura brasileira não é mais a mesma depois da internet. Há quase uma década, novos autores vêm surgindo, transpondo a telinha do computador e chegando, em forma de livro, às estantes.

E se existe uma Feira Literária Internacional de Parati (que começa na quarta-feira e vai até o fim da semana), que atrai milhares de entusiastas por livros todo ano para o litoral carioca, não é exagero dizer que, não fosse a internet, o quórum de novos autores seria bem menor que o atual.

A rede encurtou o caminho entre o autor e o leitor. Se antes o escritor tinha de bater de editora em editora com o livro embaixo do braço ou procurar um padrinho de nome que pudesse jogar uma luz em seu talento, a internet levou o faça-você-mesmo do punk rock para os livros.

Assim foi com Daniel Galera, um dos principais nomes da nova geração, que surgiu em 1998, em Porto Alegre, no fanzine via e-mail CardosOnline e que fundou, já em 2001, o selo independente Livros do Mal (junto com outro escritor, Daniel “Mojo” Pellizzari). Hoje, Galera publica pela editora Companhia das Letras, teve seu segundo livro adaptado para o cinema pelo diretor Beto Brant (Cão Sem Dono, em cartaz), e, ainda este ano, é forte candidato ao Prêmio Portugal Telecom, com Mãos de Cavalo, seu último romance.

“Não me considero um escritor ‘de internet’, me considero apenas escritor”, afirma Galera, no entanto. “É inevitável que, um dia, o meio internet dê sua contribuição estética, influenciando a linguagem, como o cinema influenciou a literatura durante todo o século 20 – mas ainda é muito cedo para isso”, comenta o escritor carioca Sérgio Rodrigues, ex-editor do site NoMínimo, cujo As Sementes de Flowerville foi considerado um dos melhores romances do ano passado.

Quem faz coro com Sérgio é o crítico literário e blogueiro de Curitiba Paulo Polzonoff Jr. “Acredito em literatura. O suporte é o que menos importa.” E a escritora, colunista da Folha de S. Paulo, também editora do Portal Literal, Cecilia Giannetti. “Não existe literatura online como gênero e nem há, ainda, uma ‘linguagem de internet’.”

Fora as discussões teóricas, há quem considere a internet um entreposto importante entre a antiga gaveta de inéditos e a consagração proporcionada pelo livro. “A internet tem sido vista como uma espécie de ‘véspera’ do papel”, arrisca Fabrício Carpinejar, um dos grandes poetas desta geração. “E o blog é o meu diário poético”, provoca ele, que lançou, em 2006, O Amor Esquece de Começar, sua primeira coletânea de escritos publicados na internet, que esgotou, em pouco tempo, a primeira edição em papel.

“Quando quero me informar, prefiro sites literários; mas quando quero acompanhar o dia-a-dia de um escritor, prefiro os blogs”, pondera Thaís Aragão, jornalista cearense que participou da antologia de blogueiras A Semana. Ana Elisa Ribeiro, poetisa e colaboradora de O Estado de Minas, dá a medida da importância do blog para o escritor brasileiro contemporâneo. “É essencial para manter um espaço de interlocução com o leitor.'

Tão pertinente quanto a questão se a internet pode ser mesmo literatura ou se o blogueiro pode ser também escritor tem sido a transformação, cada vez mais freqüente, do próprio leitor em autor. “É um processo legítimo”, qualifica o escritor carioca João Paulo Cuenca, cujo Corpo Presente, romance de 2003, foi discutido, passo a passo, com os leitores de seu blog. “O mais curioso é que esse ‘leitor-escritor’ encara o autor publicado como um colega e, mais radicalmente, como um adversário a ser batido”, revela Cuenca.

“A autopublicação na internet pode até ser um problema, mas, em livro, acho bastante válida”, sentencia Cardoso, criador do célebre CardosOnline, que lançou, além de Daniel Galera e Daniel Pellizzari, a escritora Clarah Averbuck (com livros hoje pelas editoras Planeta e Conrad), fora ele próprio – Cavernas & Concubinas, seu primeiro volume, reúne escritos eletrônicos de 1998 a 2004 e faz parte da coleção Risco:Ruído, da DBA.

O leitor – mesmo o que não quiser se tornar escritor – pode acompanhar essa cena mais de perto agora. “Os sites assumiram o papel que as revistas literárias perderam”, pondera Polzonoff. E para aqueles que se preocupam com o “futuro escritor brasileiro”, Cecilia faz uma revelação. “É impossível viver de literatura no Brasil, mas é possível viver de sites literários.” Thaís Aragão cutuca a mídia. “O lado bom da internet é que você não precisa mais acompanhar pelos jornais.”

Já Cardoso acredita na união dos escritores com o auxílio da rede. “A internet me abriu canais com autores de todo o País. Sem ela, eu não seria nem dez por cento do que sou agora”, afirma. Ana Elisa Ribeiro confessa que não sabe se a sua trajetória “seria a mesma sem a internet”. “Mas, provavelmente, ela seria bem mais lenta”, destaca.



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(*) Julio Daio Borges é editor do site www.digestivocultural.com


Obs.: Para ler alguns de meus trabalhos publicados no Digestivo Cultural, acesse http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1769 autor e depois clique em 'Mais Félix Maier' para ver outros textos (F. Maier).





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