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Ensaios-->Araguaia, meu querido Araguaia! -- 08/03/2007 - 16:44 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Desinformação contínua, marca da safadeza

por José Luis Sávio Costa (*) em 25 de novembro de 2006

Resumo: A abertura total, irrestrita e recíproca dos arquivos sobre os “anos de chumbo” que as esquerdas desencadearam deveria ocorrer.

© 2006 MidiaSemMascara.org


Ao tentar colocar as idéias em dia e mais uma vez, conscientemente, apesar da necessidade de romper os traços da disciplina militar prestante que, segundo Camões, não se aprende senhores na fantasia, mas sim vendo, labutando e lutando, resolvi esperar para sentir se, de meus antigos e novos companheiros de farda, surgiam sinais mais enérgicos de repulsa às contínuas omissões que marcam a cadência de um comando que denigre a imagem das Forças Armadas.

Só vi sinais de brios do Comandante Militar do Sudeste, porém não posso afirmar ser um caso isolado devido à dificuldade de acesso aos sites de outros comandos. Pela imprensa nada foi publicado que seja do meu conhecimento.

Na área do pessoal da reserva as demonstrações são inúmeras, desde as respeitosas até as que resvalam na descortesia, como as que pauto, por considerar que os Comandantes das Forças estão subjugados ao Poder do Governo e “aparelhados”, portanto vinculados ao núcleo pétreo que cerca o mandatário petista, o “nada sei sabendo tudo”, acobertado no manto de um suposto legalismo. Na mídia a costumeira cumplicidade e parcimônia de dados.

Neste manto de suposta legalidade é a desinformação que germina e prospera na fala e nos escritos dos representantes governamentais da quadrilha lulapetista, na mídia falaciosa e na ala hipócrita dos “intelectuais orgânicos”, impulsionados pelo marxismo-leninismo esclerosado dos Marco Aurélio Garcia, Tarso Genro, Emir Sader, Zé Dirceu, Marilena Chauí e seus companheiros corruptores, inoculadores deste vírus na estrutura do Estado Democrático de Direito, visando transformá-lo numa República Popular Democrática de formato cubano ou chavista.

Neste cenário, a adesão, pelo contínuo mutismo dos Comandos Militares, caracteriza a omissão que é o galardão dos covardes e o abrigo dos hipócritas. Esconderijo de suas conivências e conveniências, provas que desonram pretéritos compromissos com a Pátria e as Forças que comandam, solenemente pronunciados no limiar de suas carreiras militares.

Mensagens como as do Presidente do Clube Militar, que tive o prazer de conviver em várias oportunidades no passado, são marcos esporádicos de esperança que balizam uma tomada de posição em meio ao chafurdo que o socialismo petista, solerte e indefinível, programa para nossa Pátria.

Desde já, me coloco radicalmente contra qualquer posicionamento de posições marxistas, encapadas em “chavismo”, fidelismo e outros “ismos” que procurem atentar contra nossas liberdades ainda existentes.

Aos Comandantes declaro que não os julgo como meus comandantes mas, sim, como eventuais e passageiros ocupantes de cargos onde exercem seus interesses pessoais e, Deus queira, por tempo delimitado. Conceituo seus superiores hierárquicos como meros chefes de quadrilha.

Defendo o afastamento legal dos lulapetistas, pelos crimes já enunciados pela imprensa e acatados pelo TCU, e ainda em fase de análise pelo Ministério Público, para permanecer, por enquanto, nos marcos da lei e da ordem. Não hesitarei em transpô-los no caso dos marxista-leninistas enrustidos em lulapetistas tentarem ultrapassar os limites do Estado Democrático de Direito.

Ao longo do tempo, em vários artigos difundidos pelo Ternuma e pelo Mídia Sem Máscara, tenho denunciado os mitos que cercam a campanha revanchista, inclusive os ataques contra companheiros meus dentre os quais cito os militares da reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra, Aluísio Madruga, Lício Maciel, Carlos I. S. Azambuja, Felix Mayer, Agnaldo Del Nero Augusto e outros, autores de obras que procuram demonstrar as falácias relacionadas com a luta armada, propaladas pela esquerda radical e esclerosada, em obras e textos que caracterizam as desinformações do reino da mentirologia esquerdista.

Aos amigos, pares de uma luta que parece solitária, mas não é, reafirmo minhas posições.

Partidário da abertura total e irrestrita dos arquivos sobre os decantados “anos de chumbo” que as esquerdas desencadearam numa luta fratricida, coloquei sempre a condição de que a medida deve ser total e recíproca. Até hoje não tive dos nossos desafetos qualquer resposta.

Neste ambiente do lulapetismo que nos cerca só me resta o protesto que marca uma posição até agora legal, mas não isolada.

Deus queira não ser preciso ultrapassá-la em conseqüência das repetidas ações hipócritas, como as do caso da ação declaratória contra o coronel Brilhante Ustra impetrada pelo casal Maria Amélia de Almeida Teles, 61, e César Teles, 62; seus filhos Janaína Teles, 39, e Édson Teles, 38; e da fornida Criméia Almeida, 58, irmã de Maria Amélia. Seus intentos visam um único objetivo: a manutenção de um clima de revanchismo e crescente antagonismo contra os que mantiveram a lei e a ordem contra os militantes comunistas. Vejamos:

A denúncia e a ação declaratória feita após 31 anos demonstra fria preparação. Os maus tratos alegados são contraditos por relatos escritos nas obras e textos escritos pelos militares da reserva, Coronéis Ustra, em seu livro “A Verdade Sufocada” e nas obras do Cel R1, Aluisio Madruga (Documentário – Desfazendo Mitos Sobre da Luta do Araguaia) e do TCel R1, Lício Maciel (A Farsa do Araguaia) –vejam o texto do TCel Lício abaixo.

Os filhos de Maria Amélia e César, os irmãos Janaína e Édson, tinham 5 e 4 anos de idade à época da prisão de seus pais e seus atuais testemunhos à imprensa, com exposição de suas fotografias, são reveladores de suas formações ideológicas e morais, pois não eram permitidas fotografias de menores nas dependências dos DOI/CODI.

Não podemos esquecer as chamadas da TV Globo coincidente com a campanha revanchista contra o Cel Ustra, quer no Fantástico, quer em noticiários do Jornal da Globo, rememorando e reavivando o período da luta armada enfatizando, como sempre, a violência e a tortura. Já é sua marca registrada como uma das coberturas da safadeza reinante do lulapetismo.

Ao fim, o triste exemplo de um comando militar de afirmar a ausência de atitude por estar o caso do Ustra sujeito à alçada da Justiça... Até quando Albuquerque, abusaras de nossa paciência? Estamos de olho!

“As guerras da Criméia

Lício Maciel

Hoje, atrás de uma polpuda indenização, ela quer fazer crer que foi mal tratada e torturada quando esteve presa, em 1972. Acredite se quiser!

Criméia Alice Schmidt de Almeida, presa em São Paulo após curto período na guerrilha do Araguaia, foi sempre muito bem tratada, tendo toda atenção, principalmente por estar grávida. Durante todos os meses de pré-natal teve tratamento condigno e atencioso no Hospital da Guarnição de Brasília e o parto foi realizado com todas as medidas de praxe. Até festa de batizado houve, com bolo e tudo o mais: presentes, enxoval para o filho, contribuições em dinheiro, etc. Depois, dias depois, foi mandada para casa dos pais. Ela abandonou o filho com os avós e se mandou de volta para a subversão, porém não voltou mais para o Araguaia.

Criméia vivia com André Grabois, filho de Maurício Grabois, chefe militar da guerrilha. Tendo engravidado, foi mandada para São Paulo para ter o filho com todas as mordomias e segurança. Interessante é ressaltar que justamente este fato resultou na descoberta da área de guerrilha. A mulher do André Grabois, o “Zequinha”, por ser da família do chefe, teve a regalia de ser transportada para a cidade grande para dar à luz. A esposa legítima de um guerrilheiro, o Pedro Albuquerque Neto, codinome “Jesuíno”, Tereza Cristina de Albuquerque, codinome “Ana”, recebeu a ordem fria e cruel para abortar, o que era uma norma na guerrilha, cujas leis eram rígidas e os justiçamentos eram uma constante.

Notem bem: Tereza era esposa legítima de Pedro Albuquerque. Até mesmo meros casos conjugais eram decididos com o assassinato do “julgado” culpado; meras suspeitas e tome bala. Inconformada com o tratamento cruel e tremendamente injusto, Teresa convenceu o marido, subornou um morador para guia com algumas poucas jóias e fugiram do inferno (até propriamente denominado de Foguera por Maurício Grabois, o “Velho Mário”; era uma fogueira mesmo). Eles eram comunistas, mas só para os “buchas-de-canhão”; para os “maiorais” a lei era bem diferente. Muitos casos de deserção de guerrilheiros tiveram exatamente este motivo: o tratamento diferenciado entre os da chefia e os “pica-fumo”. Em entrevista a uma revista, o ex-guerrilheiro Paulo Borghetti, o “Paulo Paquetá”, declarou que desertou pelo mesmo motivo. O Paulo Paquetá era proeminente na guerrilha, tendo iludido e levado para lá muitos jovens. Esclareço também que o Paulo Paquetá fazia parte justamente do grupo militar da guerrilha, os melhores, portanto, comandados pelo mesmo André Grabois, o de “grande senso da igualdade social”, o “bonzinho comunista”, grande líder da guerra contra a injustiça social. Tudo, para nossa sorte: Pedro Albuquerque e Tereza, presos em Fortaleza, CE, confessam que tinham vindo de uma grande área de guerrilha. Teresa é liberada (os perversos torturadores soltaram a mulher, vejam bem!) e o Pedro permaneceu preso para que não tentasse retornar à guerrilha. Na cela, tentou o suicídio, mas foi salvo (os malvados torturadores salvaram o guerrilheiro!) e foi mandado, junto com as declarações, para Brasília, tendo servido de guia para uma patrulha do Exército que foi até a área da guerrilha para verificar e constatar o que dissera.

Assim foi a descoberta da grande área da guerrilha citada por Marighela, ocasião em que foi preso o guerrilheiro “Geraldo”, ou José Genoíno, o hoje famoso guerrilheiro de festim, mais recentemente conhecido como “Zé da Cueca Cheia de Dólares”, ou “Zé Genu do Mensalão”.

Vemos assim que a Criméia foi quem realmente propiciou o desbaratamento da guerrilha; ela e seu filho Joca, cujo nome é em honra a outro destemido guerrilheiro, João Carlos Haas Sobrinho. Em seguida, Pedro Albuquerque foi solto (os bárbaros torturadores soltaram o guerrilheiro!). Teresa e Pedro venderam uns trapinhos e outras jóias e viajaram para o Chile e Canadá, onde permaneceram com medo de justiçamento pelos próprios camaradas de aventura guerrilheira.

Voltaram para o Brasil e permaneceram escondidos, mesmo sabendo que o grande chefe João Amazonas Pedroso tinha-os classificado como os traidores que denunciaram a guerrilha, no famoso, equivocado e anedótico livro que escreveu sobre o assunto. Outro grande chefe, Ângelo Arroio, o que fugiu com Micheas, deixando os camaradas à própria sorte, igualmente assim os classificou.

O engraçado de tudo é que eles dizem veementemente que foram torturados. Pedro Albuquerque e Tereza passaram mais de trinta anos inventando toda sorte de mentiras para escapar do justiçamento dos próprios camaradas. Estão aí, porém, fagueiros e vivos (muito vivos, aliás). A pobre Tereza, depois de ter seguido fielmente o marido por todas as estripulias políticas e criado condignamente os filhos longe de ideologias deletérias, abandonada pelo heróico guerrilheiro. Ela, portanto, poderá falar muita coisa interessante. E ele? Mas isto é outra história.

Criméia atualmente está processando o Coronel Ustra como torturador. Por que não pedem a certidão de nascimento original do Joca, o registro de batismo, testemunhas, enfermeiras, médicos, etc. que presenciaram tudo? Talvez seja por isso que ela demorou tanto (34 anos!!!) propositalmente. O pai do Joca foi morto em combate e ela diz que foi em emboscada. Entrem em http://www.reservaer.com.br/, acessem a “Biblioteca Virtual” e leiam lá, na pág. 5, o livro “A Farsa do Araguaia”, de minha autoria; está tudo muito bem explicado. O grupo do Zé Carlos, na madrugada de um dia do início de outubro/73, destruiu uma ponte na Transamazônica e, ao alvorecer, tomou de assalto o Quartel da PM de São Domingos, torturando e roubando os militares. Deixaram todos nús e com todo o armamento e munição e o que puderam levar, inclusive dinheiro pessoal, tocaram fogo (por isso se diziam pertencer à Foguera... que era o próprio inferno) em tudo e se embrenharam na selva. Uma equipe do EB foi atrás e recuperou o armamento, destruiu a munição. Os corpos foram identificados por equipe especialista transportada em helicóptero (está tudo muito bem explicado nos livros 'O Coronel Rompe o Silêncio' de Luiz Maklouf Carvalho e, principalmente, no recente livro do Coronel Aluízio Madruga 'Documentário - Desfazendo Mitos da Luta Armada').

Eles mentem desbragadamente, inventam coisas incríveis, como estamos vendo atualmente no mar de lama que está quase encobrindo o Alvorada, o Planalto e a granja do Torto, com todos os seus comensais e farristas às custas do dinheiro do povo. Surubas e mais surubas na casa do Palocci com as meninas da Jeane Mary Corner, etc., etc.

Vai ver que a montanha de dinheiro encontrada com os malandros-larápios do PT/Luiz Inácio Pinto é do Francenildo... Agüenta firme Nildo, que o nosso dia chegará!

Pobre Brasil...”

O autor, Lício Maciel, é Tenente-Coronel Reformado do Exérito Brasileiro


(*) Coronel Reformado do Exército Brasileiro, dedicou-se às áreas de: Segurança Nacional e Segurança Interna; Inteligência, Contra Inteligência e Operações de Inteligência; Subversão e Contra-subversão.




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