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Cordel-->MAIS UM LIVRO DE RUBÊNIO REPLETO DE RETICÊNCIAS -- 30/10/2003 - 13:09 (José de Sousa Dantas) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
MAIS UM LIVRO DE RUBÊNIO REPLETO DE RETICÊNCIAS
José de Sousa Dantas, em 30/10/2003

RETICÊNCIAS em sonetos,
cordéis e outros poemas,
ganha fama, ritmo, cor
e som nos seus teoremas,
que o poeta campeão
sabe retratar os temas.

Abrange vários sistemas,
este livro de RUBÊNIO,
com inspiração divina,
comprovando que é um gênio,
criativo, iluminado,
dos poetas do milênio.

Com o mundo fez convênio,
realizou a viagem,
conheceu vários lugares,
apreciou a paisagem,
construiu suas idéias,
na mais lídima imagem.

Utiliza uma linguagem,
esmerada e dialética,
com arte e com maestria,
com base, instrução e ética,
formando versos cantantes,
com sua verve poética.

É uma produção eclética,
que RUBÊNIO traz na mente,
revelando em POESIA,
de uma forma coerente,
os assuntos preferidos,
formando um LIVRO excelente.

POESIA está presente
no discurso do poeta
RUBÊNIO, que desenvolve
uma linguagem correta,
nos trabalhos que produz,
tornando-se um grande esteta.

A sua obra é repleta
de rima, som, emoção,
revelando para o mundo,
na força da inspiração,
um compêndio especial,
da mais alta dimensão.

Contém: “CORDEL – CIDADÃO”,
“O MUNDO, O COTIDIANO
DO HOMEM”, “DIA DAS MÃES”,
“A CRUZADA DO PROFANO”,
“PERFIL DO POETA JORGE
SALES”, que é veterano.

Fazem parte desse plano,
“UMA ODE À POESIA”,
“FOLKCOMUNICAÇÃO”,
“AO POETA NO SEU DIA”,
“O ESPÍRITO DO SONETO”,
“JESUS”, “CANTO – ELEGIA”......

Em tudo tem poesia,
comprovando o seu valor,
num livro, que certamente
agradará o leitor,
apologista e poeta,
aluno e pesquisador,.....

RUBÊNIO é compositor,
engenheiro, advogado,
arquiteto, desenhista,
músico, cantor esmerado,
membro da Academia
de Letras no seu Estado.

Um POETA consagrado,
com seu trabalho brilhante,
pensou e realizou,
mais um LIVRO edificante,
de beleza singular,
que é dignificante.

EM POETA CANTA (DOR), Rubenio revela:

Na anatomia do verso,
talhado com riso e dor,
na madeixa da quimera
do espírito criador,
cavalgando sobre a crina
da inspiração divina,
sou poeta cantador!

Todos somos, num só tempo,
nosso mármore e escultor;
a obra e o arquiteto,
criatura e criador.
E eu na grima do espanto,
rimando pranto com canto,
sou poeta cantador!

Sou o sol que ilumina,
o açude com (densa)dor;
sou o grão de areia fina,
que a “Virgem de mel” pisou;
sou o zagal da essência,
herdeiro da Providência,
sou poeta cantador!

Na SAGA HERÓICA DO CORDEL, Rubenio evidencia:

Cordel é luz, é paixão,
é uma réstia de paz!
Cordel é esta alegria,
magia de encanto assaz;
cordel é flama-canção,
que brota do coração
e flui em tons divinais......

Os enlevos cordelinos
habitam nossa essência,
desafiam os tratados
e os desígnios da Ciência.
O menestrel-genuíno
é, com seu estro divino,
herdeiro da Providência!

No poema PARTIDA E SAUDADE, expressa o seu amor telúrico:

Deixei meu lar, minha rua,
meu violão trovador,
que acalentou meu amor
em tantas noite de lua!
Saí com a alma nua
e no meu peito um pesar,
lembrando meu chão, meu mar
e subindo no avião,...
FOI COM DOR NO CORAÇÃO
QUE DEIXEI O MEU LUGAR.

A chegada da PATATIVA do Assaré no Paraíso:

PATATIVA, em atenção
àquela etérea morada,
foi recitando um galope
em rima improvisada;
e revendo seus parceiros
da existência passada.

Depois ouviu-se o gemido
duma sanfona, no ar...
era o “Rei do Baião”
acabando de entrar;
cantando a “TRISTE PARTIDA”,
somente pra “machucar”!

Num tom sentimentalista,
num clima de louvação,
Leandro Gomes de Barros
também entrou no salão,
cantando sua Maringá,
Pombal e o Sítio São João.

Naquela inspiração,
entrou Pinto do Monteiro,
com Romano e Zé Pretinho,
glosando um mote ligeiro;
também Juvenal Galeno
saudou o bom companheiro.

D’outro salão lateral,
chegava a Elis Regina;
Dolores Duran e Clara
com Elizeth, a divina.
Patativa disse: -“Viva
a bancada feminina!”.

E o Cantador do Nordeste,
saboreando ambrosias,
compartilhava com todos
as divinais alegrias...
e em todo Templo Sagrado
ouviam-se sinfonias...

O LIVRO de RUBENIO é repleto de poesias em várias modalidades, sonetos, cordéis, estrofes com 7, 10 e 12 sílabas e outras, além de frases e pontos de vista de renomados poetas, contendo inclusive um dicionário cearês, entre tantos assuntos selecionados, despertando o interesse dos leitores.

RUBENIO agradece, valoriza e incentiva os colegas, através de gestos, palavras e registros indeléveis, a exemplo do soneto intitulado “AOS MENESTRÉIS CANTA (DORES)”:

Impávidos guardiões
de sublimações em flamas!
Feitores de encantações!
Plácidos guerreadores !

Jograis de almas ufanas
que rimam fazendo famas
e brilham ostentando as chamas
dos seus gênios criadores.

Em ODE À POESIA, Rubênio com maestria afirma:

A poesia é um cério de eterna luz,
que brota dos faróis nos périplos azuis
e guia-nos ao reino angelical das fábulas...
ela vem com o sol-nascente das parábolas,
trazendo a ardentia de amores vesanos
e todos os alfanjes desses desenganos,
cortando a emergência das leis científicas.
...........................................................

Em FOLKCOMUNICAÇÃO, revela:
.............
A cultura possui bens inigualáveis,
arraigados com valores infinitos...
o nobre Populário e os seus ritos
representam os expoentes mais louváveis!

São os pilares criativos, a raiz
da memória genuína do país
e da nossa folkcomunicação....

PARA QUEM QUISER CONHECER AS RAÍZES DA CULTURA,
o poeta assim se expressa

Nunca fale ou afirme pra ninguém
que da cultura é um conhecedor.
Nunca se julgue o tal sabedor
dos desígnios que a nossa Arte tem.
Antes mesmo de argumentar com alguém,
ouça a nossa cantoria cordelina:
primazia que somente Deus ensina
aos que fazem do estro seu viver...
Nunca fale de Arte sem conhecer
os matizes da cultura nordestina!

Quem quiser emoção bem verdadeira,
é preciso escutar de noite e dia
o Geraldo Amâncio, o Zé Maria,
hastear um Daudeth ou um Bandeira;
conhecer os “causos” de Zé Limeira
ou a rabeca de um cego na esquina,
lastimando e tocando a sua sina
e dando aula de ritmo, sem querer...
Nunca fale de Arte sem conhecer
os matizes da cultura nordestina!
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