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Ensaios-->ERRATA- AUTOMEDICAÇAO POLITICA, NEM PENSAR -- 15/09/2006 - 22:42 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
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AUTOMEDICAÇÃO POLÍTICA, NEM PENSAR!
(Por Domingos Oliveira Medeiros)


Já que os políticos se consideram preocupados e, de certa forma, responsáveis diretos pelas questões de saúde, haja vista o empenho na compra de ambulâncias e, particularmente - se me permitem a metáfora -, em relação aos remédios que irão curar os problemas do país e da população, como um todo, deveriam ser tratados como tal, ou seja, com as mesmas características e recomendações aplicadas aos xaropes, antigripais, antiinflamatórios, antibióticos, antialérgicos e, principalmente, os antidepressivos. Deveriam, portanto, cada um deles, vir acompanhado de tarja (vermelha ou preta) e respectiva bula.

Medida, mais do que oportuna, em face do processo eleitoral em curso. Da bula constariam todos os itens necessários para o correto uso e aplicação do remédio. Os eleitores seriam os principais beneficiários da medida. Precisamos obter informações acerca da indicação do produto, da sua composição, da posologia, da ação esperada do produto, dos efeitos colaterais, das contra-indicações, das reações adversas, e outras informações como, por exemplo: casos de intoxicação, superdosagem, cuidados no armazenamento e, sobretudo, prazo de validade. Prazo que vem sendo burlado, atreves da troca de etiquetas, pela via da chamada reeleição: remédio velho com embalagem nova para enganar o consumidor final, o eleitor. Atualmente, os prazos praticados são de oito anos para os remédios do Senado, e de quatro para os da Presidência da República, deputados, governadores, prefeitos e vereadores. Uma vez vencido os prazos, e, em alguns casos, até antes, por conta da negligência na guarda, uso ou exposição excessiva ao sol e às temperaturas quentes, os riscos à saúde são irreparáveis. Por isso, vale lembrar: não acredite em remédio com prazo de validade esgotado. E, em qualquer hipótese, ao optar por este ou aquele remédio, o mal persistir, suspenda o tratamento e procure imediatamente aconselhamento médico. Mude de remédio.

Os políticos (as drogas) precisam subjugar-se aos interesses dos pacientes e às recomendações a respeito dos perigos da automedicação. Os laboratórios, os partidos políticos, a mídia ONGs e sociedade civil organizada, deveriam ajudar nesta justa campanha, objetivando manter os eleitores devidamente bem informados acerca de remédios suspeitos. Assim sendo, é bom reprisar: jamais usar remédio por indicação de amigos, familiares ou porque tenha lido alguma propaganda a respeito, nos jornais ou na televisão. Principalmente quando divulgam resultados em pesquisas de opinião, sugerindo que se a doença fosse hoje, o melhor remédio, a melhor droga, seria essa ou aquela. Cada caso é um caso. Não se pode generalizar. Valer-se, sempre, da receita médica, passada por quem tem competência para tal. Médicos com reconhecida experiência profissional e de reputação ilibada. Que não tenham sido denunciados por quebra de questões de ordem ética ou moral, junto ao órgão fiscalizador da profissão;que não tenham processos tramitando na Justiça por negligência ou incompetência técnica ou desvios de conduta, como, por exemplo, a prática da pedofilia, erro médico e outras.

Muito cuidado com os remédios de tarja preta. Eles são perigosos. Atuam no centro nervoso, na psique e podem deixar as pessoas completamente loucas. Não vá na conversa do farmacêutico ou do atendente de farmácia, geralmente cabo eleitoral a serviço do laboratório fabricante do produto. Do mesmo modo, não compre remédios com tarja vermelha. Estes remédios, que não precisam de receita especial, são os mais perigosos, face as facilidades de aquisição. Desconfie sempre. Faça uso do bom-senso.

Outra observação importante: Se tiver certeza da qualidade e do registro próprio, compre o genérico, que é mais barato do que o original e faz o mesmo efeito. Evite o similar. O similar, em tese, em relação ao seu princípio básico, não tem a garantia de que faça o mesmo do genérico ou do original. E tenha cuidado com remédios novos que, de repente, surgem no mercado. Pode ser que você esteja, apenas, servindo de cobaia para as indústrias farmacêuticas. Apesar de todos estes cuidados, ainda existem os remédios falsificados, e que não servem para nada. Afora os placebos travestidos de originais e de boas intenções. São como as promessas de campanha. A propaganda enganosa dos marqueteiros de plantão. Que induzem ao consumo do que não se precisa. Do produto supérfluo. De bonita embalagem. Mas com nutrientes que fazem muito mal à saúde. Geralmente colocado na prateleira principal, à frente dos demais, para facilitar e estimular sua venda, ainda na primeira compra. É preciso, pois, atenção redobrada. Nestas eleições, com todos os nervos a flor da pele, mitos interesses em jogo, estresses, ansiedades e palpitações e palpites, é bom estar atento. Há de tudo. Faz-se necessário alargar o raio de atenção. Muito cuidado e muita informação, notadamente a respeito dos laboratórios interessados.

Dizem que a política é a arte do possível. Pode até ser. Mas, para a maioria do povo brasileiro, no entanto, a prática tem demonstrado justamente o contrário: a política tem sido a arte do impossível, do inusitado, do cômico e do fantástico, assombroso e extraordinário. Da crença na impunidade. Que a automedicação resolve todos os problemas.

A premissa é falsa. Nem o presidente resolve tudo sozinho e nem o Parlamento. O povo nem sempre é o culpado. Às vezes, as farmácias não dispõem de remédios de qualidade. E a escolha fica difícil. Tem deputados que são verdadeiros anti-inflamatórios que mais prejudicam do que ajudam no tratamento. Fármacos de má qualidade, apresentados para acabar com as dores de ocasião. Que aparecem em plenário, tão-somente, par mascarar uma pretensa bursite de um esforço concentrado aparente. Levantam o braço, no caso de votação em aberto, dizendo sim ou não, de modo a mostrar aos eleitores que o remédio escolhido faz o efeito desejado. Acaba com o sofrimento causado pelas dores da miséria e do abandono.

Finalmente, sugiro que seja criado, por ocasião da reforma política, uma espécie de Procon Eleitoral. Seria uma espécie de bula do político. Para atuar em defesa dos interesses dos eleitores. De início, transformar em crime hediondo, as promessas de campanha que não forem cumpridas, isolando o vírus do “Estelionatus Eleitoralis”, que ataca nervos, mente e todo o sistema imunológico do eleitor, podendo levar, em alguns casos, à loucura e, até mesmo, ao óbito. Prudente, ainda, exigir dos candidatos um hemograma completo, e outros exames a serem regulamentados por decreto. Com a finalidade de levantar o tipo sanguíneo, para ver quem tem tendências vampirescas, do tipo A, (sanguessugas, por exemplo), ou do tipo B (doenças transmitidas por ratos, gafanhotos, cobras e lagartos) ou outras enfermidades, adquiridas por maus hábitos políticos, ou se de origem genética, como as cleptomanias das cotas do orçamento e das bulemias caracterizadas pela fome excessiva de acumulação de capitais de terceiros, que se renovqm de tempos em tempos, após vomitarem na escuridão e solidão do voto secreto, o voto de banheiro. Onde tudo é ramado. Onde tudo vira pó ou em pó será transformado.

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